Enquanto Isso | O mundo quer HQ brasileira

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Enquanto Isso | O mundo quer HQ brasileira

O quadrinho brasileiro e os quadrinistas brasileiros falados, publicados e premiados nos EUA, na Alemanha e na França

Omelete
10 min de leitura
04.11.2022, às 13H41.
Atualizada em 04.11.2022, ÀS 17H27

O australiano Dan Heyer morou em São Paulo de 2017 até este ano. Diz que era muito ligado no Brasil antes de vir pra cá: curtia de longe a música brasileira e a cultura do skate “e conheço um pouco mais da cultura do Brasil e das várias crises sociais do Brasil do que o gringo médio tem noção”, ele me diz em conversa por e-mail.

Mas foi só quando botou os pés por aqui que conheceu de verdade o quadrinho brasileiro. “Eu me dei conta que, no Brasil, a cultura do quadrinho independente e underground firma presença, bem pró-ativa, para resistir ao quadrinho tradicional importado ou ‘corporativo’, dando preferência e incentivo a autores brasileiros e à história em progresso do quadrinho brasileiro. Entre os gibis eróticos vintage e as edições da Animal que eu encontrava em todo sebo, fora a marca da Turma da Mônica por tudo, tem um mundo vasto e fascinante de gibi brasileiro pra se descobrir, que torna o quadrinho importado e famoso (dos EUA) quase irrelevante.”

 

Heyer voltou para casa contando para os outros das suas surpresas com o quadrinho brasileiro. Um amigo dos EUA estava montando uma editora e, se Heyer editasse e traduzisse, ele publicava uma antologia da HQ underground brazuca. Ele topou, com ajuda da namorada brasileira e cotradutora Luda Cesario. Este mês a Stone Church Press, de Cleveland, lança Brazilian Wax.

Rafael Campos Rocha, João Pinheiro, Pedro d’Apremont, Doug Firmino, Dona Dora, Arame Surtado, Fábio Vermelho e Vinicius Lobo participam da edição de 44 páginas. A capa é de Roberta Roux. Dá para encomendar aqui.

É, de certo modo, uma retribuição. Enquanto esteve aqui, Heyer disse que se sentiu acolhido pela cena do quadrinho independente, mesmo falando pouco português. A Ugra Press o convidou para participar da antologia Marcatti 40, em homenagem à carreira do autor paulista, de 2017 – “e eu ainda conheci e fiz amizade com a lenda”, ele diz.

“Interagindo com a comunidade criativa de São Paulo, eu fiquei sabendo não só mais sobre as matizes da história do cartunismo no Brasil, mas quanta camaradagem existe entre quadrinistas brasileiros, se você comparar com cenas de outros países”, Heyer conta. Na Austrália, ele comenta, não existe nem cena do quadrinho underground.

Foi a camaradagem que lhe deu confiança para editar Brazilian Wax e apresentar o underground brasileiro. Ele queria mostrar “um misto eclético de estilos de desenho e texto, sem pudor em retratar questões de política e religiosidade, mais a sensação de que o artista brasileiro acredita que os comix servem para falar do mundo real em que vive.”

“Brazilian Wax traz um coquetel de vários sabores que representam a riqueza singular de um underground dos quadrinhos que fica a um mundo de distância de tudo que você já viu”, diz a descrição no site da Stone Church Press. E completa em português mesmo: “Manda bala!” Segundo Heyer, a editora deve mandar exemplares para a Ugra em São Paulo.

A capa cita Zé do Caixão, então perguntei se o tema da antologia era terror. Ele diz que não é bem a ideia, mas entende o contexto.

“Eu estava aí quando o Bolsonaro venceu, em 2018, e lembro que todo mundo que eu conhecia ficou arrasado”, ele me diz. “Eu tenho visto as histórias de terror sobre as medidas afobadas que ele tem tomado conforme a derrota se aproxima” (a entrevista aconteceu antes do último domingo) “e não me surpreende que a eleição tenha alimentado tanto o monstro quanto o clima de terror no país. Nesse contexto do terror político, eu acho que qualquer retrato que mergulhe no Brasil contemporâneo tem que reconhecer que existe algo de feio.”

No Instagram, Heyer diz que está com saudade da Brahma. De volta a Sydney, Austrália, ele diz que estranha o silêncio. “Em São Paulo, era como se tivesse vida acontecendo na nossa volta o tempo todo, por conta de música, trânsito, criança brincando na rua à meia-noite, cães e gatos e fogos de artifício. É o lugar mais vivo no mundo e por isso é o meu preferido.”

E completa: “Pra não ficar nessa coisa abstrata, eu estou com muita saudade de bolo de copo!”

FAVELADOS

A Amerikastudien / American Studies é a revista científica da Associação Alemã de Estudos Americanos e é publicada há quase 70 anos. Na edição de setembro, a capa trazia ilustrações de dois brasileiros, André Diniz e Marcelo D’Salete, junto à quadrinista guatemalteca Breena Nuñez.

Dentro da revista – que pode ser lida na íntegra aqui – o artigo mais longo é uma entrevista com os três, falando sobre quadrinhos e sobre representação de negros nos quadrinhos. Tem boas declarações dos brasileiros.

D’Salete, sobre as edições estrangeiras de Cumbe e Angola Janga: “É incrível ver o alcance que elas tiveram fora do Brasil. Acho que tem a ver com o interesse das pessoas dos outros países por saber mais sobre o Brasil, mas de outra perspectiva, uma perspectiva que sublinhe os protagonistas negros na narrativa nacional. Os quadrinhos abordam um tópico que é pouco conhecido no exterior – os quilombos e mocambos que foram formados por mulheres e homens negros. São histórias que provavelmente se conta em texto acadêmico, mas não numa linguagem acessível e dinâmica que os quadrinhos (e outras mídias) propõem.”

André Diniz fala de quando Morro da Favela, a biografia do fotógrafo Maurício Hora que ele lançou em 2011, saiu na França: “A editora, um contato do Maurício que ia hospedá-lo, a namorada dele na época: todo mundo queria saber se eu e ele íamos no mesmo voo, se íamos ficar o tempo todo juntos, pedindo que eu fosse o guia e olhasse o Maurício o tempo todo. A ideia de um ‘favelado’ em Paris foi uma preocupação para todos. (…) Tive que explicar que o Maurício já havia ido a Paris há anos, para fazer uma exposição das suas fotos, e que eu, pelo contrário, nunca tinha ido à Europa.”

(Morro da Favela, a propósito, completou dez anos de carreira internacional este ano – pode-se dizer que lançou a leva atual da graphic novel brasileira no exterior – e está criminosamente esgotada no Brasil. Em Portugal, por exemplo, ela saiu inclusive com extras e páginas coloridas e continua à venda.)

A entrevista na revista alemã foi conduzida pela brasilianista alemã Jasmin Wrobel e por Dustin Breitenwischer. A edição da Amerikastudien ainda traz um artigo de análise de Morro da Favela. Dá para ler completa, em inglês, aqui.

LA PATRIMONIALISATION

Enquanto isso, em francês, o site da Cidade Internacional dos Quadrinhos e da Imagem de Angoulême, o Neuvième Art (nona arte), publicou esta semana um artigo sobre a história dos quadrinhos no Brasil. A pretexto de explicar Angelo Agostini e o histórico bastante antigo da HQ no país, o texto acompanha a trajetória do respeito crescente por quadrinho no Brasil até os dias de hoje.

Chama-se “As aventuras de Nhô Quim e Zé Caipora e a patrimonialização do quadrinho no Brasil”. A autora é brasileira: a historiadora Aline dell’Orto.

Dell’Orto parte da publicação dos quadrinhos de Agostini pelo Senado Federal, em 2002, como um dos marcos da valorização do quadrinho brasileiro pelo próprio Brasil. (Aliás, a edição está disponível no site do próprio Senado, gratuita, aqui.) E volta a momentos como a Primeira Exposição Internacional de Quadrinhos, organizada por Álvaro de Moya e companhia em 1951, o Congresso Internacional de Quadrinhos organizado pelo MASP e pela Escola Panamericana em 1970.

O artigo vai até momentos recentes, como a exposição Quadrinhos no MIS, de 2019, e o projeto Programa Brasil em Quadrinhos, organizado pelo Ministério de Relações Exteriores e pela Bienal de Quadrinhos de Curitiba para promover a HQ brasileira no exterior.

Parece que todo mundo quer falar do quadrinho brasileiro.

DEODATO DUAS VEZES ENGRAÇADO

E premiar o quadrinho brasileiro, ou com um toque de brasileiro. Nem Todo Robô, de Mark Russell com o paraibano Mike Deodato Jr., ganhou mais um prêmio nos EUA no último fim de semana. Dessa vez foi no Ringo Awards.

A minissérie, já lançada no Brasil, ganhou na categoria Melhor Quadrinho de Humor. É a mesma categoria em que ela ganhou o Eisner em julho.

Havia mais três brasileiros concorrendo ao Ringo – em homenagem ao finado desenhista Mike Wieringo, não ao beatle –, mas os outros não levaram prêmios.

FURTADOS EM FRANKFURT

Voltando à Alemanha, o jornal O Globo já falou na linha de apoio no dia em que abriu a Feira do Livro de Frankfurt: “Estande do Brasil terá 21 editoras na maior feira de livros do mundo, e a maior aposta será nos quadrinhos com DNA brasileiro”.

E foi. O quadrinho brasileiro estava representado por edições de Ilustralu, Marcelo D’Salete, Marcello Quintanilha e outros, além do Catálogo HQ Brasil, uma apresentação de 100 HQs brasileiras dos últimos dez anos. (Do qual eu fui o editor.) O Catálogo foi distribuído em versão francês/inglês e em espanhol.

Quem cumpriu a função de porta-bandeira do quadrinho brasileiro foi Cecilia Arbolave, da editora Lote 42 (e tradutora do Catálogo para o espanhol). A Lote 42 já lançou vários quadrinhos no Brasil e acabou de publicar Pedro e o Imperador, de Batista e Joana Afonso. É a primeira HQ produzida pelo Programa Brasil em Quadrinhos (ver acima), desta vez criando uma parceria entre um autor brasileiro e uma portuguesa. A coedição é da editora portuguesa Polvo.

“O principal aspecto foi o quadrinho brasileiro marcar presença no maior evento do mercado editorial do mundo”, diz Cecilia Arbolave, que ficou em Frankfurt de 19 a 23 de outubro. Ela fez uma apresentação sobre a HQ brasileira no estande do país, com um panorama da cena atual dos autores e do público leitor.

“Talvez para quem acompanha a cena de quadrinhos, como você e eu, não é surpresa nenhuma ver uma produção tão diversa, tão forte”, ela me diz. “Mas, pro mercado tradicional, isso ainda gera uma surpresa. Senti que as pessoas tinham abertura para ver o Catálogo e o que esse Catálogo tinha a dizer.”

A ideia da promoção na Feira, do Programa Brasil em Quadrinhos, é fomentar a publicação de quadrinho brasileiro no exterior. Desde 2019, o programa já rendeu contatos e contratos para autores brasileiros publicarem nos EUA e em vários países da Europa.

A participação da Lote 42 em Frankfurt terminou em roubo. Todos os livros da editora foram furtados do estande no último dia da Feira, incluindo exemplares de Apocalipse Por Favor de Felipe Parucci, Fachadas de Rafael Sica e A Espetacular Clínica da Mongade Tai Cossich.

Tem muita gente de olho no quadrinho brasileiro.

AS DUAS ÚLTIMAS GRAPHIC NOVELS

E gente falando dos brasileiros. Nessa entrevista com Craig Thompson, tem um momento, aí pelo minuto 40, em que ele comenta o tempo que se leva para fazer uma graphic novel: Habibi lhe tomou sete anos, Alison Bechdel levou dez para fazer Fun Home, Seth levou vinte em Clyde FansO entrevistador menciona o caso recente de Monstros, de Barry Windsor-Smith, um trabalho de quase quarenta anos.

E aí Thompson menciona que é amigo dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá e que já ouviu a seguinte frase dos dois: “Temos só mais duas graphic novels até o fim da vida.”

Ele está falando de projetos pessoais, longos, geralmente tijolões, que realmente tomam anos de vida. Não só para bolar e desenhar roteiro e as páginas em si, mas para promover e depois esperar até você ter forças para o próximo.

Mas só duas dessas até o fim da vida? Perguntei aos gêmeos – que estão com 46 anos – se era isso mesmo. Gabriel Bá me respondeu:

Daytripper

“Eu lembro dessa conversa com o Craig Thompson. Deve ter sido em Toronto, em 2019, talvez. E veja: estamos em 2022 e não lançamos nada de novo desde então. Acho que nosso último lançamento inédito foi Umbrella Academy 3: Hotel Oblivion, em 2019.

Mas falando justamente do que ele menciona na entrevista, pensando no tempo que você leva para produzir uma graphic novel, depois mais um tempo pra divulgar… pode levar anos. É impossível terminar um livro e começar outro imediatamente. Para artistas que não se encaixam no padrão de produção industrial do mercado mensal de HQs nos EUA, você tem que ser realista em relação ao seu trabalho e escolher bem os seus projetos. Se pensar que eu e o Fábio temos duas séries longas para terminar, Umbrella e Casanova, que ainda vão consumir anos de trabalho, existe um limite para os outros projetos, mais longos, que poderemos pensar e produzir.

Os nossos anos de trabalhar 14 horas por dia, 7 dias por semana acabaram. Tivemos anos muito produtivos, que ajudaram a consolidar nossa carreira no exterior, mas não temos mais gás (nem os projetos) para continuar nesse ritmo.”

de Como falar com garotas em festas

Entre concepção e publicação, Daytripper levou dois anos e meio. Dois Irmãos, a adaptação do livro de Milton Hatoum também feita em dupla, levou quatro anos e meio.

Há os projetos encomendados ou outras parcerias. Entre idas e vindas, com longas pausas, Bá está envolvido com Umbrella Academy desde 2006 e ele e Moon estão envolvidos com Casanova há quase o mesmo tempo: dezesseis anos. Como falar com garotas em festas, a adaptação do conto de Neil Gaiman, saiu em 2016. No final do ano passado, os dois assinaram juntos uma colaboração para a série Eu Odeio Contos de Fadas (que dá para ler completa aqui).

Quanto a novidades, Bá diz: “Eu e o Fábio estamos trabalhando em um projeto novo juntos e eu estou fazendo a quarta série do Umbrella. Nenhum projeto tem data de lançamento ainda. É tudo que posso dizer.”

CONVERSAS EM QUADRINHOS

Tem mais gente querendo conversar com os brasileiros. O californiano Jason Novak, que publica entrevistas em quadrinhos no Twitter, está publicando uma série de conversas com quadrinistas daqui. Já saíram papos com Benett, com Laerte e com Pablito Aguiar.

Novak está aprendendo um pouco sobre a história e a cultura do quadrinho no Brasil. No papo com Benett, por exemplo, perguntou se é perigoso ser quadrinista no país.

“Não é tão perigoso”, responde o autor de Curitiba. “Nem se compara a países como Turquia ou Irã. Não sofremos ameaças físicas, o que é surpreendente e também é importante. O problema mesmo são os processos… Durante o governo Bolsonaro, houve uma tentativa de intimidação. O ministro da economia Paulo Gudes colocou meu nome numa ‘lista de detratores do governo’ com outros jornalistas, artistas, filósofos. Foi patético.”

“Não lembro onde foi que eu achei, mas li um obituário do cartunista Ota”, me diz Novak, em conversa via Twitter, “e o material dele era tão bom, tinha tanta energia, era tão irreverente que eu sabia que tinha que ter mais cartunista bom no Brasil.”

Ele diz que o Brasil tem uma das cenas mais fortes do cartum e dos quadrinhos no mundo. “E, até onde eu sei, falta cobertura em inglês do quadrinho brasileiro.”

Novak quer entrevistar mais gente daqui. “No momento estou tentando com o Adão Iturrusgarai. Mas não sei se ele vai querer. Ele me passa uma energia muito punk rock.”

UM BALÕES

Continua no Catarse, só por esta semana, a campanha de Balões de Pensamento 2: ideias que vêm dos quadrinhos. É um livro. Eu sou o autor.

Balões 2 é uma coletânea de textos que escrevi para o Blog da Companhia sobre autores de quadrinhos, sobre leitores de quadrinhos, sobre o mercado de quadrinhos, sobre tradução de quadrinhos e sobre pesquisar quadrinhos. Tem material inédito, como comentários sobre os textos e ilustrações que eu nem merecia de tão incríveis do Alexandre S. Lourenço (Robô Esmaga, Você é um Babaca, Bernardo, Boxe). Compre pelo menos pelas ilustrações.

Esta semana o projeto atingiu 100% da meta. Já anunciei uma meta estendida: quando a campanha chegar a 120%, todos os apoiadores ganham uma coleção de postais com ilustrações do Alexandre S. Lourenço. Veja mais aqui.

A campanha fica no Catarse só até segunda-feira, dia 7 de novembro. Você pode apoiar em várias modalidades. Quem participar do Catarse também ganha descontos exclusivos na Loja Monstra.

Se você curte o que eu escrevo aqui, acho que vai curtir o que escrevi no livro.    

UMA CAPA

De Mariana Waechter para a Café Espacial n. 20. A nova edição da revista sai este mês e tem quadrinhos de Henrique Magalhães, Jana Lauxen, Valter do Carmo Moreira, Liber Paz e outros vários colaboradores. A pré-venda acontece aqui.

UMA PÁGINA

Não é exatamente uma página, mas um trecho do scroll de Spider-Verse Unlimited n. 21, por Gustavo Duarte. A história, produzida com exclusividade para a Marvel Unlimited, iniciativa de quadrinho digital da Marvel, é feita para ser lida no celular, rolando a tela.

Também é a primeira HQ que Duarte escreve para a Marvel. De volta a seus primeiros quadrinhos no Brasil, como , Birds e Táxi, ele fez uma história muda do Aranha que ainda tem Dr. Octopus, Duende Verde e Gwen Stacy.

Corrigindo: duas histórias mudas. A segunda saiu esta semana, estrela o Porco-Aranha e tem um nome especial para o leitor brasileiro: “À Meia-Noite Salvarei Sua Alma”.

Nessa semana de Dia das Bruxas e outras trevas, nada melhor do que começar e terminar a coluna parafraseando Zé do Caixão.

 

(o)

Sobre o autor

Érico Assis é jornalista da área de quadrinhos desde que o Omelete era mato. Também é autor dos livros Balões de Pensamento – textos para pensar quadrinhos e Balões de Pensamento 2 – ideias que vêm dos quadrinhos.

Sobre a coluna

Toda sexta-feira (ou quase toda), virando a página da semana nos quadrinhos. O que aconteceu de mais importante nos universos das HQs nos últimos dias, as novidades que você não notou entre um quadrinho e outro. Também: sugestões de leitura, conversas com autores e autoras, as capas e páginas mais impactantes dos últimos dias e o que rolar de interessante no quadrinho nacional e internacional.

#95 – A semana do Brasil e do quadrinho brasileiro

#94 – Todo fim de ano um engarrafatarse

#93 – Um almoço, o jornalismo-esgoto e Kim Jung-Gi

#92 – A semana mais bagunçada da nossa história

#91 – Ricardo Leite em busca do tempo

#90 – Acting Class, a graphic novel queridinha do ano

#89 – Não gostei de Sandman, quero segunda temporada

#88 – O novo selo Poseidon e o Comicsgate

#87 – O mundo pós-FIQ: você tinha que estar lá

#86 – Quinze lançamentos no FIQ 2022

#85 – O Eisner 2022, histórico para o Brasil

#84 – Quem vem primeiro: o roteirista ou o desenhista?

#83 – Qual brasileiro vai ao Eisner?

#82 – Dois quadrinhos franceses sobre a música brasileira

#81 – Pronomes neutros e o que se aprende com os quadrinhos

#80 – Retomando aquele assunto

#79 – O quadrinista brasileiro mais vendido dos EUA

#78 – Narrativistas e grafistas

#77 – George Pérez, passionate

#76 – A menina-robô que não era robô nem menina

#75 – Moore vs. Morrison nos livros de verdade

#74 – Os autores-problema e suas adaptações problemáticas

#73 – Toda editora terá seu Zidrou

#72 – A JBC é uma ponte

#71 – Da Cidade Submersa para outras cidades

#70 – A Comix 2000 embaixo do monitor

#69 – Três mulheres, uma Angoulême e a década feminina

#68 – Quem foi Miguel Gallardo?

#67 – Gidalti Jr. sobre os ombros de gigantes

#66 – Mais um ano lendo gibi

#65 – A notícia do ano é

#64 – Quando você paga pelo que pode ler de graça?

#63 – Como se lê quadrinhos da Marvel?

#62 – Temporada dos prêmios

#61 – O futuro da sua coleção é uma gibiteca

#60 – Vai faltar papel pro gibi?

#59 - A editora que vai publicar Apesar de Tudo, apesar de tudo

#58 - Os quadrinhos da Brasa e para que serve um editor

#57 - Você vs. a Marvel

#56 - Notícias aos baldes

#55 – Marvel e DC cringeando

#54 – Nunca tivemos tanto quadrinho no Brasil? Tivemos mais.

#53 - Flavio Colin e os quadrinhos como sacerdócio

#52 - O direct market da Hyperion

#51 - Quadrinhos que falam oxe

#50 - Quadrinho não é cultura?

#49 - San Diego é hoje

#48 - Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

#47 - A revolução dos quadrinhos em 1990

#46 - Um clássico POC

#45 - Eisner não é Oscar

#44 - A fazendinha Guará

#43 - Kentaro Miura, o karôshi e a privacidade

#42 - A maratona de Alison Bechdel, Laerte esgotada, crocodilos

#41 - Os quadrinhos são fazendinhas

#40 - Webtoons, os quadrinhos mais lidos do mundo

#39 - Como escolher o que comprar

#38 - Popeye, brasileiros na França e Soldado Invernal

#37 - Desculpe, vou falar de NFTs

#36 - Que as lojas de quadrinhos não fiquem na saudade

#35 - Por que a Marvel sacudiu o mercado ontem

#34 - Um quadrinista brasileiro e um golpe internacional

#33 - WandaVision foi puro suco de John Byrne

#32 - Biografia de Stan Lee tem publicação garantida no Brasil

#31 - Sem filme, McFarlane aposta no Spawnverso

#30 - HQ dá solução sobrenatural para meninos de rua

#29 - O prêmio de HQ mais importante do mundo

#28 - Brasileiros em 2021 e preguiça na Marvel

#27 - Brasileiros pelo mundo e brasileiros pelo Brasil

#26 - Brasileiros em 2021 e a Marvel no Capitólio

#25 - Mais brasileiros em 2021

#24 - Os brasileiros em 2021

#23 - O melhor de 2020

#22 - Lombadeiros, lombadeiras e o lombadeirismo

#21 - Os quadrinistas e o bolo do filme e das séries

#20 - Seleções do Artists’ Valley

#19 - Mafalda e o feminismo

#18 - O Jabuti de HQ conta a história dos quadrinhos

#17 - A italiana que leva a HQ brasileira ao mundo

#16 - Graphic novel é só um rótulo marketeiro?

#15 - A volta da HQ argentina ao Brasil

#14 - Alan Moore brabo e as biografias de Stan Lee

#13 - Cuidado com o Omnibus

#12 - Crise criativa ou crise no bolo?

#11 - Mix de opiniões sobre o HQ Mix

#10 - Mais um fim para o comic book

#9 - Quadrinhos de quem não desiste nunca

#8 - Como os franceses leem gibi

#7 - Violência policial nas HQs

#6 - Kirby, McFarlane e as biografias que tem pra hoje

#5 - Wander e Moebius: o jeitinho do brasileiro e as sacanagens do francês

#4 - Cheiro de gibi velho e a falsa morte da DC Comics

#3 - Saquinho e álcool gel: como manter as HQs em dia nos tempos do corona

#2 - Café com gostinho brasileiro e a história dos gibis que dá gosto de ler

#1 - Eisner Awards | Mulheres levam maioria dos prêmios na edição 2020

#0 - Warren Ellis cancelado, X-Men descomplicado e a versão definitiva de Stan Lee

 

(c) Érico Assis

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