Enquanto Isso | Quem foi Miguel Gallardo

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Enquanto Isso | Quem foi Miguel Gallardo

Mais: o país dos quadrinhos, Tom Hanks, Grant Morrison, telefonemas, aspas e Putin

Omelete
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Érico Assis
25.02.2022, às 14H40
ATUALIZADA EM 25.02.2022, ÀS 16H37
ATUALIZADA EM 25.02.2022, ÀS 16H37

“María tem 12 anos, um sorriso que contagia, um sentido de humor que é especial e ela tem autismo.”

Foi assim, na primeira página de María y Yo, que eu conheci Miguel Gallardo. Eu estava numa fase de explorar o quadrinho espanhol, principalmente da editora Astiberri, provavelmente depois de ler um ou dois do Paco Roca. Gallardo tinha vários títulos na Astiberri, era bem falado, bem vendido. Fui saber qual era a de María y Yo.

 

Foi uma descoberta pra mudar meus conceitos de quadrinho e de outras coisas da vida. María y Yo tem páginas quadriculadas e típicas de HQ, mas também tem páginas que lembram um livro ilustrado e outras carregadas de texto. Às vezes só texto, às vezes pura imagem. Em todos os casos, parece que o desenho foi feito com pressa, como se fossem anotações no calor do momento em que Gallardo viveu exatamente aquela situação que descreve.

Pois é um quadrinho autobiográfico, e os momentos são os de convívio entre Gallardo e sua filha, María, a menina de doze anos que está no espectro autista. Sua co-autora, aliás.

Ao tratar de um transtorno ligado a rigidez e regras, Gallardo optou por narrar de uma forma nada rígida nem regrada. Foi seu jeito de dizer que conviver com uma criança autista tem, sim, situações que podem exigir mais do que do pai de uma criança “típica”. Mas que está longe de ser uma atmosfera constante de cuidados especiais, de atenção a procedimentos certos, de vigilância quanto ao que se pode fazer, falar ou como conviver com a filha. Ela é uma filha, ele é um pai, eles têm uma vida bem parecida com a sua.

“Eu sou única, que nem todo mundo”, como diz a camiseta de María na capa.

María y Yo saiu na Espanha em 2007. Ganhou o Prêmio Nacional de Quadrinho da Catalunha naquele ano e só não levou o Prêmio Nacional de Quadrinho da Espanha porque teve concorrência absurda: Rugas, o hoje clássico de Paco Roca.

María, porém, teve uma vida talvez maior que a de Rugas. Virou leitura de universidades e de centros de discussão sobre o autismo. Virou um documentário que reproduz no vídeo – com intervenções desenhadas de Gallardo – quase as mesmas cenas da HQ, mesmo que não tenham sido encenadas. Até o momento, também virou doze traduções.

Também rendeu uma continuação, María Cumple 20 Años, de 2015. É quando Gallardo relata como é ser pai não mais de uma criança, mas de uma adolescente – e da mistura complicada de adolescência com autismo. Tem uma cena de discussão entre Gallardo e María que eu adoro, quando o pai fica tão cansado com a filha que seu rosto perde o traço e o balão da filha vira uma espécie de massa desafiadora no ar.

“[Gallardo] se dizia ‘tradusenhista’, porque colocava em imagens o que outros concebiam em palavras”, diz o obituário do El País. “Mesmo que, agora, seja impossível traduzir o que pensam todos que adoram sua obra. Para desenhar algo assim, faz falta Miguel Gallardo.”

Gallardo faleceu esta semana, na segunda-feira, aos 66 anos. Teve uma carreira muito maior que María y Yo. No finalzinho dos anos 1970, foi um dos criadores de Makoki, personagem underground que virou símbolo da contracultura espanhola avivada depois de quarenta anos de ditadura.

Makoki era um fugitivo de manicômio que andava com a camisa de força e com uma espécie de capacete usado em terapia de eletrochoque, com os fios ainda presos. Teve uma pilha de histórias e álbuns até os anos 1990, e ainda é republicado na Espanha.

Gallardo também foi um dos fundadores da revista El Víbora, marco do quadrinho underground na Europa. Tentou montar a colcha de retalhos que eram as memórias de seu pai sobre a Guerra Civil Espanhola, na qual o idoso havia sido soldado republicano, em Un largo silencio. Como ilustrador, colaborava com New Yorker, New York Times e com a imprensa espanhola.

No final de 2020, ele voltou à autobiografia com Algo extraño me pasó camino de casa,relato do tratamento de um tumor no cérebro. Apesar de o tratamento ter sido concluído e o quadrinho publicado, o câncer voltou e levou Gallardo nesta semana. Seu último álbum, El gran libro de los perros, colaboração com sua companheira Karin du Croo, sai no mês que vem.

Eu não conheço o restante da obra de Gallardo. Só li mesmo María y Yo e María Cumple 20 Anõs. Já bastou para sentir um aperto quando soube do falecimento. Pelo que mostram as redes sociais, os colegas (David Rubín, Manuel Bartual, Javier Olivares, Paco Roca) e leitores da Espanha, com pleno contato com a pessoa e toda a bibliografia, passaram a semana chocados com a perda. Autores brasileiros mencionaram seu curso no site Domestika como uma referência.

A imagem abaixo, do seu caixão, é pesada como qualquer foto de caixão, mas tem alguma coisa de bonito, de vida bem vivida e amigos que se fez e gente que inspirou (veja o pote com os marcadores em cima da tampa).

Só que eu também me pergunto como está a María.

“EU VIM DO PAÍS DOS QUADRINHOS”

A partir deste ano, os belgas poderão comprovar mundo afora que vieram do país dos quadrinhos. Os novos passaportes do Reino da Bélgica, emitidos a partir deste mês, são decorados com os personagens da HQ nacional: Tintim, Lucky Luke, Marsupilami, Blake e Mortimer e os Schtroumpfs (ou Smurfs, se você não for belga).

Tem o foguete icônico que levou Tintim pra lua, tem o jornalista do topete com Capitão Haddock na icônica entrada de Moulinsart, tem Smurfs viajando pelo mundo, tem as voltas e voltas da cauda do Marsupilami.

Vai ser um atrativo especial para os fiscais de alfândega que usarem luz ultravioleta para conferir a autenticidade do passaporte – há desenhos com tinta especial que só aparecem com uma lanterninha UV, criados para coibir falsificação (veja no vídeo acima).

Apesar de ser um país minúsculo, a Bélgica teve e tem uma concentração incrível de quadrinistas que definiram os rumos da HQ franco-belga (e por isso que sempre se fala “franco-belga”, mesmo com o tamanho da França perto da Bélgica), europeia e mundial. A capital Bruxelas tem vários prédios decorados com personagens de HQ e um museu dos quadrinhos. Tintim é símbolo nacional. Com o passaporte novo, os belgas passam a se identificar para o mundo como habitantes do país dos gibis.

TOM HANKS É: O ABAJUR

Foi noticiado aqui mesmo no Omelete (via Variety), mas pouco comentado. Talvez porque é uma notícia que enche a cabeça de pontos de interrogação: Aqui, o quadrinho multipremiado e multidiscutido de Richard McGuire, vai ser adaptado para o cinema. E o projeto já está avançado, com a contratação de Robert Zemeckis (diretor), Eric Roth (roteirista), Tom Hanks (ator), repetindo parceria que não acontecia desde Forrest Gump.

A notícia desperta as interrogações porque… como se adapta Aqui? Aqui é um quadrinho feito para funcionar como quadrinho: o enquadramento nunca sai do canto de uma sala, e vemos muito do que se passou no canto dessa sala desde a formação do planeta Terra até o futuro distante. O interessante é ver esses acontecimentos rimando ou contrastando.

Como se faz isso no cinema? Um enquadramento fixo num canto de sala é, em outras palavras, uma peça de teatro, não um filme. Eles vão usar os inserts de Here, os quadros sobre quadros que servem de janela para outras épocas no mesmo espaço? Vão extrapolar a proposta da HQ e circular pela sala – e tudo que a sala foi ou virá a ser? Vão pegar os personagens mal e mal definidos do quadrinho e lhes dar histórias inteiras, num filme mais convencional?

Tenho expectativas, penso positivo e acredito, talvez mais do que devia, na criatividade da máquina hollywood. Mas Aqui já teve uma adaptação pro audiovisual – um curta universitário baseado na primeira versão da HQ, que ficou sem graça e mexe com as esperanças.

Aqui foi publicada em 2017 no Brasil pela Quadrinhos na Cia., com tradução minha. Também traduzi a primeira versão da HQ, que está completa aqui.

MORRISON E OS SUPER-HERÓIS COMO DESEJO DE UTOPIA

Grant Morrison, na sua newsletter, contando como reagiu quando a DC Comics lhe apresentou o plano de transformar o Superman num velhão reaça – plano que não foi pra frente por objeção, entre outros, de Morrison.

“Eu questionei essa vontade de atribuir o que há de pior no comportamento do ser humano a personagens cuja única utilidade, do meu ponto de vista – fora distrair a juventude e quem mais curtir férias edificantes num mundo de mentira, longe da monotonia acachapante do pessimismo e da desilusão – é dar um gostinho cartunesco e colorido de como seríamos se tivéssemos o bom senso e a boa vontade e a abnegação que precisamos para dar vazão ao que temos de melhor, a nossos anseios mais altivos, e não ao que temos de mais baixo. Embora seja improvável que esse grande dia aconteça remotamente em breve, em qualquer mundo remotamente familiar ao nosso, por que não deixamos que os universos de gibi sejam o playground do nosso desejo de utopia, que já aflorou o que temos de melhor?”

A ideia do Superman reaça faria parte de uma reformulação de toda a cronologia da DC, que faria as histórias se passarem “no tempo real” – um ano no nosso mundo seria um ano no universo DC – e na qual o Superman teria chegado à Terra em 1938. Seria a Cronologia “5G”, de cinco gerações. O Super com 80 e tantos anos viraria uma figura autoritária, repressora, em contraste total com o filho Jon – a cara da nova geração.

Morrison achou a ideia do “tempo real” absurda, mas ficou mais indignade com o Superman reaça. E com a proposta para Supergirl, que ia virar uma vilã fascista.

“Repaginar heróis como Superman e Supergirl como, na melhor das hipóteses, anti-heróis ou, na pior, monstros, é solapar o atrativo fundamental desses supers – arrancar paradigmas imaginários da infância de seus pedestais para bater numa tecla simplória quanto à tendência dos heróis do mundo real de mostrar que têm pés de barro. Me pareceu e ainda me parece pura preguiça da imaginação.”

Dan DiDio, o cabeça por trás do “5G” e o Superman reaça, foi demitido da editora no início de 2020 e não conseguiu botar o plano em prática. Algumas histórias “5G” que já estavam semiprontas – como Superman & The Authority, de Morrison, Mikel Janin (que fez concepts do Superman mais velho, acima), Travel Foreman e outros – saíram, mas tiveram que ganhar maquiagem para apagar os poros do “5G”.

Na newsletter de Morrison, elu diz que está tentando largar os super-heróis de editora há mais de dez anos, mas se manteve vinculade à DC por sua própria culpa. Superman & The Authority saiu no ano passado nos EUA (deve sair este ano aqui) junto a declarações de Morrison de que seria sua última colaboração com a DC. E também lhe deu liberdade para ficar contando podres na newsletter – que tem versão gratuita e você pode ler e assinar aqui.

TRÊS TELEFONEMAS EM VINTE ANOS

“Não sei por que a gente trabalha junto tão bem; a gente nunca toca no assunto”, diz Sean Phillips quando perguntam como é sua relação com Ed Brubaker, praticamente seu único parceiro de HQ nos últimos vinte anos.

“A gente mal bate papo, aliás. Acho que a gente se telefonou umas três vezes em vinte anos! É tudo por e-mail. Mas a cada poucos anos a gente se reúne e tenta encaixar tudo que pode discutir nesse tempo juntos.”

Na mesma entrevista ao Comics Journal, quando lhe perguntam como foi fazer parte do “zeitgeist cultural” que foi o quadrinho britânico entre anos 1980 e 1990, Phillips resume sua personalidade:

“Nem ideia. Nunca pensei (nem penso) em nada que tenha a ver com isso. Eu fico concentrado em fazer gibi!”

O parceiro Brubaker, em outras entrevistas, diz que Phillips anda produzindo mais de 300 páginas por ano, um ritmo mais veloz que o de colegas de qualquer idade, às vezes mais rápido que os roteiros do próprio Brubaker. As últimas colaborações dos dois, a série de graphic novels Reckless, vai para o quinto volume em menos de dois anos.

No Brasil, a Editora Mino anunciou para abril a conclusão de Matar ou Morrer e uma edição completa de The Fade Out (ambas com tradução de Dandara Palankof), dois trabalhos da dupla Brubaker/Phillips. Reckless também está nos planos, para breve.

MAIS ASPAS

Também no Comics Journal, o tradutor Alex Dueben entrevista o francês Lewis Trondheim a respeito de Donjona série que ele escreve com Joann Sfar desde 1997.

Dueben: “O que você acha mais interessante quando escreve esses álbuns? São os personagens? Foi a construção do mundo? Por que você sempre volta pra esse mundo?”

Trondheim: “Trabalhar com o Joann. Somos muitos compatíveis e afins em relação à burrice da humanidade.”

Os 47 (!) álbuns de Donjon são absolutamente inéditos no Brasil.

“Ao retratar a batalha mítica que serve de pano de fundo à HQ, Rocha nos apresenta um conjunto de deuses e titãs impressionante. Reconheço que o design base é o padrão no panorama fantástico pós-World of Warcraft, com ênfase em caninos, chifres e espigões à la espinossauro esculpidos para lembrar coroas e armadura. Mas o sucesso de Rocha vem da energia amorfa que cruza toda a sequência. Ondas do mar, rajadas de vento, chamas bruxuleantes, nuvens de sal que se entrelaçam para formar o pano de fundo do mundo primitivo.”

No Women Write About Comics, Doris V. Sutherland faz uma análise detalhada da contribuição do falecido brasileiro Robson Rocha às HQs de Aquaman – e de como ele conseguiu dar a dimensão mítica à série na colaboração com a roteirista Kelly Sue DeConnick.

PUTIN

Coincidência? Na semana passada saiu nos EUA Putin’s Russia: The Rise of a Dictator (a Rússia de Putin: a ascensão de um ditador), do inglês Darryl Cunningham, pela Drawn & Quarterly.

Esta semana a Ohio State University Press lançou Resurrection: Comics in Post-Soviet Russia (Ressurreição: HQ na Rússia pós-soviética), um estudo do professor José Alaniz. E quem está na capa? O homem mais temido da semana.

VIRANDO PÁGINAS

O inglês Bryan Talbot completou 70 anos ontem. Figura influente no quadrinho britânico, Talbot ficou conhecido pela criação lisérgica-steampunk As Aventuras de Luther Arkwright e por colaborações na 2000 AD, Sandman e outras séries. Seus trabalhos solo mais recentes, como Alice in Sunderland e a série Grandville, ou os elogiados The Tale of One Bad Rat e Dotter of her Father’s Eye, são inéditos no Brasil.

Andy Kubert completa 60 anos no próximo domingo, dia 27. A carreira do filho mais novo de Joe Kubert (nascido na atual Ucrânia, sabia?) ficou marcada pelos X-Men nos anos 1990, e seus trabalhos mais recentes são na DC, como Cavaleiro das Trevas III. Ele é um dos administradores e professores da Kubert School, a escola de quadrinhos fundada pelo pai.

The Incredible Hulk n. 1 chegou às bancas e drogarias dos EUA em 1º de março de 1962, 60 anos na próxima terça-feira. Foi a introdução do “homem ou monstro” de Stan Lee e Jack Kirby.

Como uma Luva de Veludo Moldada em Ferro foi o primeiro álbum de Dan Clowes publicado no Brasil, pela editora Conrad, em fevereiro de 2002 – há 20 anos. Boa parte da produção de Clowes saiu no Brasil desde lá, sendo a última o resgate de Pussey! pela Skript, que saiu este mês.

UMA CAPA

Dos brasileiros Bilquis Evely e Mat Lopes na conclusão de Supergirl: Woman of Tomorrow, que saiu na semana passada nos EUA. A minissérie deve sair este ano no Brasil.

UMA PÁGINA

De Paco Roca, na última quarta-feira, despedindo-se de Miguel Gallardo. “Tenho um amigo de quem vou sentir muita falta.”

 

(o)

Sobre o autor

Érico Assis é jornalista da área de quadrinhos desde que o Omelete era mato. Também é autor do livro Balões de Pensamento – textos para pensar quadrinhos.

Sobre a coluna

Toda sexta-feira (ou quase toda), virando a página da semana nos quadrinhos. O que aconteceu de mais importante nos universos das HQs nos últimos dias, as novidades que você não notou entre um quadrinho e outro. Também: sugestões de leitura, conversas com autores e autoras, as capas e páginas mais impactantes dos últimos dias e o que rolar de interessante no quadrinho nacional e internacional.

#67 – Gidalti Jr. sobre os ombros de gigantes

#66 – Mais um ano lendo gibi

#65 – A notícia do ano é

#64 – Quando você paga pelo que pode ler de graça?

#63 – Como se lê quadrinhos da Marvel?

#62 – Temporada dos prêmios

#61 – O futuro da sua coleção é uma gibiteca

#60 – Vai faltar papel pro gibi?

#59 - A editora que vai publicar Apesar de Tudo, apesar de tudo

#58 - Os quadrinhos da Brasa e para que serve um editor

#57 - Você vs. a Marvel

#56 - Notícias aos baldes

#55 – Marvel e DC cringeando

#54 – Nunca tivemos tanto quadrinho no Brasil? Tivemos mais.

#53 - Flavio Colin e os quadrinhos como sacerdócio

#52 - O direct market da Hyperion

#51 - Quadrinhos que falam oxe

#50 - Quadrinho não é cultura?

#49 - San Diego é hoje

#48 - Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

#47 - A revolução dos quadrinhos em 1990

#46 - Um clássico POC

#45 - Eisner não é Oscar

#44 - A fazendinha Guará

#43 - Kentaro Miura, o karôshi e a privacidade

#42 - A maratona de Alison Bechdel, Laerte esgotada, crocodilos

#41 - Os quadrinhos são fazendinhas

#40 - Webtoons, os quadrinhos mais lidos do mundo

#39 - Como escolher o que comprar

#38 - Popeye, brasileiros na França e Soldado Invernal

#37 - Desculpe, vou falar de NFTs

#36 - Que as lojas de quadrinhos não fiquem na saudade

#35 - Por que a Marvel sacudiu o mercado ontem

#34 - Um quadrinista brasileiro e um golpe internacional

#33 - WandaVision foi puro suco de John Byrne

#32 - Biografia de Stan Lee tem publicação garantida no Brasil

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#30 - HQ dá solução sobrenatural para meninos de rua

#29 - O prêmio de HQ mais importante do mundo

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#27 - Brasileiros pelo mundo e brasileiros pelo Brasil

#26 - Brasileiros em 2021 e a Marvel no Capitólio

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#22 - Lombadeiros, lombadeiras e o lombadeirismo

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#16 - Graphic novel é só um rótulo marketeiro?

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