Enquanto Isso | Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

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Enquanto Isso | Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

Mais recordes nipônicos, aniversários, uma página e uma capa

Érico Assis
16.07.2021
16h30
Atualizada em
16.07.2021
21h35
Atualizada em 16.07.2021 às 21h35

Fiquei sabendo do estado de saúde de Robson Rocha não pelos canais brasileiros, mas pela newsletter da escritora Kelly Sue DeConnick no início de julho. Ela falava que Rocha estava internado e precisando de doações de sangue. Foi o primeiro parágrafo da newsletter, sempre cheia de assunto sobre a carreira de DeConnick. Os dois trabalharam juntos em Aquaman e estavam envolvidos em outro projeto na DC, ainda secreto.

Seis dias depois, li pelo Universo HQ sobre a morte de Robson Rocha. De Covid-19, enquanto o país se vacina, claramente com muito atraso. Tínhamos a mesma idade e eu me vacinei naquela semana.

Ter notícias de um artista brasileiro, que morava em Belo Horizonte, por uma quadrinista dos EUA só indica o quanto ele era admirado lá fora. O Omelete já reuniu várias reações de autores nacionais e estrangeiros, de Bilquis Evely a Neil Gaiman. DeConnick também se disse chocada ao saber do falecimento. Bill Sienkiewicz desenhou Robson.

Rocha trabalhava desde 2010 para o mercado norte-americano e era exclusivo da DC desde 2016. Era da escola George Pérez/Ivan Reis de encher a página de heróis e provavelmente desenhou todos os personagens da editora. Andava numa fase Mythic Legions. Sempre se diz que a pessoa “ainda tinha muito pela frente”, mas o caso justifica o clichê: ele tinha grandes quadrinhos pela frente.

Muita gente lembrou de Aquaman, mas a página que eu vi circulando é essa de Superman/Batman 30, de 2016.

Em uma entrevista do final do ano passado, Rocha falou: “Trabalho nos quadrinhos há dez anos, e até hoje acho difícil de acreditar que tem gente que me acompanha e pede autógrafo. É uma coisa surreal. Óbvio que é ótimo, mas também é surreal, no bom sentido. O tipo de coisa a que eu nunca vou me acostumar.”

“Ele era apaixonado por action figures”, me contou Márcio Fiorito, amigo de Rocha e colega de Chiaroscuro Studios. “Especialmente dos personagens que ele curtia mais. Os de filme de terror, como Jason, Michael Myers etc. Também era um cara que curtia arte. Gostava de comprar originais dos artistas que admirava e depois ficava mostrando com orgulho. Lembro dele mostrando um original do Adam Hughes que pendurou na parede. Era fissurado no trabalho do Brian Stelfreeze, do Ricardo Federici, do Kim Jung Gi... Foi ele que me apresentou o Jordi Lafebre.”

Fiorito continua: “Robson era um cara extremamente profissional. O trabalho dele não era só completamente fora da curva, mas evoluía de uma forma assustadora. Eu fico imaginando: se ele tivesse mais uns quinze, vinte anos... Teríamos um novo García-López ou um novo Neal Adams. Evolução na arte é muito pessoal e não estamos numa corrida, mas se você comparar o pessoal que começou ao mesmo tempo que ele, o Robson disparou na frente. Ele não parava nunca de aprender, nunca estava satisfeito. Mas, ao mesmo tempo, sabia da qualidade do que produzia. Ele tinha boa noção do quanto tinha aprendido e do quanto tinha pra aprender.”

Desde o ano passado, os quadrinistas Steve Lightle (EUA), David Anthony Kraft (EUA), Emmanuel Malot (França), Karel Driesen (Bélgica), Marc Däniels (Bélgica), Juan Giménez (Argentina) e o brasileiro Daniel Azulay faleceram em decorrência da Covid-19. Parece que essa doença não acaba nunca.

O CONDADO DO CARTUM

John Cullen Murphy fazendo poses de referência para desenho

Estou lendo Cartoon County, de Cullen Murphy, um livro que é um achado. São as memórias do filho de um dos desenhistas clássicos das tiras de jornal do EUA, John Cullen Murphy (1919-2004), de Príncipe Valente e outros.

Também é a história do universo de colegas do cartum que moravam perto, nos subúrbios de Connecticut e arredores: Mort Walker (Recruta Zero), Dik Browne (Hagar), Jerry Dumas, Bud Sagendorf, Stan Drake. Daí o título “o condado do cartum”. O subtítulo: Meu pai e seus amigos na era de ouro do faz-de-conta.

Murphy, além de ter colaborado com o pai em Príncipe Valente por décadas, como roteirista, vem do alto escalão do jornalismo dos EUA, com passagens pela Atlantic e pela Vanity Fair. Escreve que é uma perfeição.

Brian Walker, filho do Mort, lembra que um dia foi na casa de um amigo, depois do colégio, e perguntou “Cadê seu pai?” “Está no trabalho”, foi a resposta. “Como assim?” “Está em Nova York.” Foi a primeira vez que Brian se deu conta de que ter o pai em casa o dia inteiro não era o normal. O meu pai trabalhava no terceiro andar da nossa casa vitoriana, até que o ingresso de um novo filho a cada dezoito meses entupiu os quartos. Em 1958, ele foi participar do game show Tic-Tac Dough e foi líder por quatro dias consecutivos, até ser vencido pelo nome do violinista britânico de origem norte-americana que havia fundado um festival de música em Gstaad. Mesmo assim, saiu de lá com sete mil dólares e conseguiu construir seu ateliê no nosso terreno. Dali em diante, a resposta a toda pergunta sem resposta na nossa casa foi “Yehudi Menuhin”.

John Cullen Murphy e filhos fazendo poses de referência para desenho

Em 1922, Buddy Smith assinou um contrato com o Chicago Tribune que lhe deu um Rolls-Royce e cem mil dólares por ano. Em 1935, no pior da Depressão, o valor subiu para 150 mil por ano. Voltando para casa depois de assinar o contrato, Smith morreu em um acidente de automóvel.

 O corpo humano vinha com diversas ressalvas. Você podia desenhar uma mulher de biquíni, mas não podia desenhar o umbigo, nem o das crianças, e a editoria passou anos usando estilete para cortar os umbigos proibidos. Até que Mort Walker começou a retaliação, desenhando umbigos a mais nos personagens e enchendo as tramas de laranjas de umbigo, sem motivo algum (que a editoria continuou recortando, e começou a devolver para Walker, o qual guardava todos dentro de um pote).

É um retrato bonito da era de ouro das tiras. E que texto. E que livro.

O LIVRO DO BRASIL

Tem livro bom se anunciando aqui: Quadrinhos do Brasil, volume 1, de Heitor Pitombo. É uma espécie de catálogo da publicação nacional recente, com comentários críticos e alguns extras. Também é o início de uma coleção. Entrou no Catarse esta semana e tem lançamento previsto para novembro.

Pitombo é jornalista da área e cobre quadrinhos há mais de trinta anos, sendo os últimos dez na revista Mundo dos Super-Heróis. Além de fichas de 150 HQs brasileiras da última década, o livro vai trazer uma longa entrevista com Sidney Gusman e um perfil de Fábio Moon e Gabriel Bá. Tem tudo para ser um registro de época importante.

Como fui tirar umas dúvidas com o Pitombo, pedi para ele falar cinco HQs nacionais muito boas que saíram no último ano. De bate-pronto, ele falou:

Ritos de Passagem (Lucas Marques, Avec)

A Revolta da Vacina (André Diniz, Darkside)

Meta: Departamento de Crimes Metalinguísticos (Marcelo Saravá e André Freitas, Zarabatana)

Reanimator (Juscelino Neco, Veneta)

O Grande Xaram (Maurício Dias e Allan Alex, Veneta)

IMPRESSORAMA

“As histórias em quadrinhos de super-heróis mais estranhas que já existiram”, promete Jão. O mineiro, autor da ótima Baixo Centro, acabou de lançar Impressorama, um projeto que conta com HQs suas e de outros autores, junto a “experimentos gráficos”.

Quem assinar o projeto – via Catarse – recebe mensalmente uma caixa com vários impressos. A primeira vem com a revista Parafuso Zero: Ritual, mais um bookplate e um encarte. As próximas trarão outra criação de Jão – o curioso As Aventuras de Flores, o Bárbaro– e HQs de Ing Lee (Dapdapada), Jéssica Groke (Querência) e La Cruz ().

Quem quiser, também pode receber o material em versão digital e aos pedacinhos assinando a newsletter Parafuso Zero: Experiência, de graça, aqui.

Tem outras coisas no meio do projeto, como a chance de o Jão transformar você – sim, você – em um super-herói da série Superseres. Mas fiquei curioso mesmo com As Aventures de Flores, o Bárbaro. Lembra um Conan no Game Boy. É isso?

“Exatamente!”, ele me respondeu. “Tô brincando que o Parafuso Zero é o Super Nintendo e o Flores é o Game Boy!”

A assinatura mensal do Impressorama custa R$ 35.

CÃO RAIVOSO

O Bleeding Cool provocou uma polemiquinha com uma HQ que ainda nem foi lançada, e a polemiquinha está virando uma discussão séria sobre direitos do autor. Foi com a divulgação antecipada de um trecho de Suicide Squad: Get Joker n. 1, primeira edição da minissérie que sai em agosto, em seguida do filme.

No trecho, o personagem Cão Raivoso diz que foi um dos líderes da invasão ao Capitólio, em Washington, no dia 6 de janeiro deste ano. “Caguei na mesa da líder da Câmara”, diz o anti-herói semi-obscuro.

Cão Raivoso é uma espécie de Justiceiro da DC: um ex-militar que faz justiça com as próprias mãos matando criminosos. Foi criado no final dos anos 1980, quando também teve histórias publicadas no Brasil. Ele só não é totalmente obscuro porque participou de Arrow e outros seriados de TV da DC.

Apesar do método de trabalho, o personagem nunca tinha sido mostrado com inclinação política nem como integrante de milícias. O trecho da minissérie do Esquadrão Suicida – escrita por Brian Azzarello, com desenhos de Alex Maleev – sugere que Cão entrou para os radicais que apoiavam Donald Trump.

“Pasmo”, foi a primeira reação descrita por Max Allan Collins, criador do Cão Raivoso. “Que logo virou raiva, que saiu expressa sobretudo como ‘Vai se foder, DC’ e ‘Vai se foder, escritor’. E aí dividi minhas opiniões com o cocriador e desenhista do Cão, Terry Beatty, que tentou me acalmar. Mas que em seguida também começou a espumar.”

Collins, 73 anos, tem longa carreira nos quadrinhos e na literatura policial. É dele, por exemplo, Estrada para Perdição (com o desenhista Richard Piers Rayner), que virou o elogiado filme. Cão Raivoso foi criado para a DC, mas o escritor e Beatty têm alguns direitos de participação no uso do personagem (a chamada equity).

“A educação e a mera dignidade já sugerem que tomar esse rumo com o Cão Raivoso seria uma imprudência – e os autores deviam ser, no mínimo, avisados”, disse Collins, procurado pelo Bleeding Cool.

No Facebook, o desenhista e co-criador Terry Beatty disse o que Cão “era, sim, do vigilantismo. Sim, ele era maníaco por armamento. Mas não era desses imbecis que acreditam em teoria de conspiração nem que lidera turba”.

Como o quadrinho ainda não foi lançado, leitores apontaram que o trecho pode ser enganador – que o Cão Raivoso possa só estar provocando os colegas do Esquadrão, ou que seja um agente infiltrado.

“Não interessa, o estrago está feito”, diz Beatty. “A notícia circulou e tem gente lendo que nunca vai ver a resolução (potencial) no gibi. Na cabeça dessa gente, o personagem que eu também criei sempre vai ser o cara se achando por ter soltado um barro na mesa da Nancy Pelosi. E pode ter certeza de que tem gente por aí que ADOROU e vai se abraçar nessa versão deturpada do Cão Raivoso como herói. Ninguém lembra do Pete the Frog?”

Os autores ainda não informaram se a DC entrou em contato. Max Allan Collins, na declaração ao Bleeding Cool, diz que a editora é “uma grande corporação que se construiu sobre a ossada de dois moleques de Cleveland”.

RECORDES NIPÔNICOS

O Japan Times informa que Golgo 13, série icônica do quadrinho japonês, bateu o recorde de volumes de um mangá. Com o 201º tankobon, lançado no início de julho, a série superou Kochikame, que terminou no volume 200 em 2016, a que tinha o título no Guinness.

Criação de Takao Saito, Golgo 13 estrela um assassino profissional e é publicada desde 1968 pela Shogakukan. Saito, aos 84 anos, ainda está na produção. No Brasil, o mangá saiu em apenas três volumes pela JBC em 2010.

E, segundo o ICV2, o mercado norte-americano de mangás atingiu seu recorde histórico em 2020. O gráfico que o site publicou é revelador: depois de uma escalada no início dos anos 2000 que teve o ápice em 2007, os mangás tiveram uma queda gigante nos EUA. A retomada começou em 2012, acelerou em 2018 e bateu o novo recorde no ano passado – mangás movimentaram quase US$ 250 milhões no país.

A retomada tem a ver com conteúdo: mangás que empolgam o público e trazem novos leitores, como My Hero Academia, Attack on Titan e Demon Slayer. O mangá também continua forte na França – onde Naruto e One Piece ainda atraem novos leitores – e, embora não se tenha números, também cresce no Brasil, com editoras como Panini, NewPop e JBC anunciando séries que não cabem no braço no Monkey D. Luffy.

Aliás, Tokyo Revengers, uma das séries campeã de vendas nos EUA e no Japão,  de Ken Wakuifoi anunciada esta semana pela JBC.

VIRANDO PÁGINAS

Brian K. Vaughan completa 45 anos amanhã, dia 17. Vaughan não publica quadrinhos há algum tempo – desde o fim de Paper Girls e da pausa em Saga – mas está envolvido nas adaptações para seriado de Y: O Último Homem (que estreia em setembro) e de Paper Girls, entre outros. Também imagina-se que esteja acumulando edições de Saga para a retomada da série – e conclusão – ainda sem data.

No dia 14, Avengers Annual n. 10 completou 40 anos. Além de ter sido a estreia da Vampira e de tratar do infame estupro de Carol Danvers, a HQ de Chris Claremont e Michael Golden está na lista de melhores de muita gente – como do escritor Brian Michael Bendis – e tem ramificações no Universo Marvel até hoje. Saiu aqui pela última vez em Coleção Histórica Marvel: X-Men n. 4, pela Panini, em 2014.

Marvel Force, a série da editora Globo que provocou rebuliço com os leitores e a Editora Abril ao dar spoilers de X-Men, lançou a primeira edição em julho de 1991, há 30 anos. Savage Dragon estreou no Brasil em minissérie própria em julho de 1996, há 25 anos, virou série por dois anos e, fora uma e outra revista por aí, não deu mais as caras no Brasil. Está rumo às 300 edições lá fora.

E no próximo dia 22 completam-se 10 anos do prêmio de Melhor Minissérie a Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá, no Eisner Awards. A edição deste ano do prêmio revela os vencedores na próxima sexta-feira, dia 23, sem brasileiros no páreo.

UMA PÁGINA

Dupla, de Ryan Andrews, em Este Era o Nosso Pacto. O pacto é entre os garotos que resolvem seguir lanternas de papel até que elas se tornem estrelas da Via Láctea, e tem só duas regras: ninguém volta para casa e ninguém olha para trás. É uma HQ mágica e a arte é um espetáculo. Sai no fim do mês pela Conrad (com tradução de Carol Pimentel).

UMA CAPA

Já falei aqui na coluna, mas ainda é novidade para muita gente. O novo filme de M. Night Shyamalan, Tempo – com previsão de estreia para semana que vem – é baseado no quadrinhos Castelo de Areia, de Pierre Oscar Lévy e Frederik Peeters. A HQ acabou de ser relançada no Brasil pela editora Tordesilhas (com tradução de Diogo Rodrigues de Barros) – e conta com um posfácio meu. É um dos quadrinhos que eu mais reli na vida.

(o)

Sobre o autor

Érico Assis é jornalista da área de quadrinhos desde que o Omelete era mato e autor do livro Balões de Pensamento.

Sobre a coluna

Toda sexta-feira (ou quase toda), virando a página da semana nos quadrinhos. O que aconteceu de mais importante nos universos das HQs nos últimos dias, as novidades que você não notou entre um quadrinho e outro. Também: sugestões de leitura, conversas com autores e autoras, as capas e páginas mais impactantes dos últimos dias e o que rolar de interessante no quadrinho nacional e internacional.

#47 - A revolução dos quadrinhos em 1990

#46 - Um clássico POC

#45 - Eisner não é Oscar

#44 - A fazendinha Guará

#43 - Kentaro Miura, o karôshi e a privacidade

#42 - A maratona de Alison Bechdel, Laerte esgotada, crocodilos

#41 - Os quadrinhos são fazendinhas

#40 - Webtoons, os quadrinhos mais lidos do mundo

#39 - Como escolher o que comprar

#38 - Popeye, brasileiros na França e Soldado Invernal

#37 - Desculpe, vou falar de NFTs

#36 - Que as lojas de quadrinhos não fiquem na saudade

#35 - Por que a Marvel sacudiu o mercado ontem

#34 - Um quadrinista brasileiro e um golpe internacional

#33 - WandaVision foi puro suco de John Byrne

#32 - Biografia de Stan Lee tem publicação garantida no Brasil

#31 - Sem filme, McFarlane aposta no Spawnverso

#30 - HQ dá solução sobrenatural para meninos de rua

#29 - O prêmio de HQ mais importante do mundo

#28 - Brasileiros em 2021 e preguiça na Marvel

#27 - Brasileiros pelo mundo e brasileiros pelo Brasil

#26 - Brasileiros em 2021 e a Marvel no Capitólio

#25 - Mais brasileiros em 2021

#24 - Os brasileiros em 2021

#23 - O melhor de 2020

#22 - Lombadeiros, lombadeiras e o lombadeirismo

#21 - Os quadrinistas e o bolo do filme e das séries

#20 - Seleções do Artists’ Valley

#19 - Mafalda e o feminismo

#18 - O Jabuti de HQ conta a história dos quadrinhos

#17 - A italiana que leva a HQ brasileira ao mundo

#16 - Graphic novel é só um rótulo marketeiro?

#15 - A volta da HQ argentina ao Brasil

#14 - Alan Moore brabo e as biografias de Stan Lee

#13 - Cuidado com o Omnibus

#12 - Crise criativa ou crise no bolo?

#11 - Mix de opiniões sobre o HQ Mix

#10 - Mais um fim para o comic book

#9 - Quadrinhos de quem não desiste nunca

#8 - Como os franceses leem gibi

#7 - Violência policial nas HQs

#6 - Kirby, McFarlane e as biografias que tem pra hoje

#5 - Wander e Moebius: o jeitinho do brasileiro e as sacanagens do francês

#4 - Cheiro de gibi velho e a falsa morte da DC Comics

#3 - Saquinho e álcool gel: como manter as HQs em dia nos tempos do corona

#2 - Café com gostinho brasileiro e a história dos gibis que dá gosto de ler

#1 - Eisner Awards | Mulheres levam maioria dos prêmios na edição 2020

#0 - Warren Ellis cancelado, X-Men descomplicado e a versão definitiva de Stan Lee

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