Enquanto Isso | Notícias aos baldes

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Enquanto Isso | Notícias aos baldes

HQ Mix, Isolamento, Castelo de Areia/Tempo, Austrália, David Aja, Batman no beco, Mangá, Sattouf, Drnaso, Juca Pato…

Érico Assis
24.09.2021
18h51
Atualizada em
24.09.2021
19h56
Atualizada em 24.09.2021 às 19h56

Não existe semana em que não acontece nada de relevante nos quadrinhos. Quando eu pulo uma semana e deixo as notícias acumularem, é como se minha casa estivesse no meio da enchente e a água tivesse no joelho.

Hora de tirar a água. Aos baldes.

HQ MIX, REPITO

Saíram os indicados ao 33º HQ Mix. Lendo a lista gigante, eu sinto a mesma coisa que comentei no ano passado: é uma lista gigante.

No sentido de que não é uma seleção apurada, não é uma amostragem cuidadosa, não é uma tomada de posição do Troféu quanto ao que se produziu de bom no Brasil este ano. Indicar é dar indicativos, e os indicados não indicam nada. Apontam para todos os lados.

Se todo mundo é indicado, ninguém é indicado. E o que acontece na votação popular é que os votantes votam nas suas panelas, nos compadres. Vence quem tem mais amigos.

Contribui para isso a falta de informação sobre cada indicado. Na maioria dos casos, se tem só o título, sem autores, sem editoras. Nem um mísero link, nem uma capa. Votantes têm que se pautar pela memória. Só com o nome, eu, que acompanho profissionalmente o mercado, não consigo reconhecer todos os indicados em nenhuma categoria.

Mas, como eu falei, estou apenas repetindo a coluna do ano passado. Alexandre Linck, no Quadrinhos na Sarjeta, juntou outras opiniões e sugestões bastante válidas para o prêmio. Um colega que pediu para ficar anônimo me explicou o seguinte:

“O HQ Mix é o melhor prêmio do mercado de quadrinhos. Ele é o que melhor simboliza o mercado de quadrinhos – porque é uma bagunça. É um monte de coisa que não faz o menor sentido, não existe padrão de nada e é uma confusão tremenda. Tem tudo a ver com o nosso mercado.”

A propósito, sou indicado ao Troféu pelo meu livro Balões de Pensamento e tenho participação pequena em dois livros que concorrem na mesma categoria: A tradução de quadrinhos no Brasil (org. Dennys Silva-Reis e Katia Hann, ed. Lexikos) e Os cavaleiros das trevas (org. Vázquez, Castro, Bardese e Lara, ed. Skript). Valha o que isso valer.

QUADRINHOS ISOLADOS

É óbvio que não é o pior efeito da crise de saúde pública desse ano e meio, mas a Covid-19 bateu forte no mercado de quadrinhos brasileiro, especialmente na produção nacional. A falta de eventos diminuiu muito a produção independente e as editoras deram preferência aos estrangeiros.

É irônico encontrar entre os poucos e bons quadrinhos nacionais do ano um quadrinho sobre a pandemia. Isolamento, de Helô d’Angelo, foi essa surpresa irônica.

A ideia deve ter ocorrido a muita gente: isolado em casa, você podia retratar o que vê pela janela. Tem antecedentes no Hitchcock, pelo menos. Mas o que a autora fez é algo que exige muito (desculpe a palavra) fôlego: contar nove histórias – mais, na verdade – que se cruzam, se soltam, cruzam de novo e ainda cruzam com as notícias loucas do país louco, a partir das sacadas do prédio ao lado.

Os desenhos são pequeninhos. Entendo que a distância faz parte da narrativa. Cada personagem é identificável, bem caracterizado, mas pequeno e distante porque também pode ser visto como o Brasilzão. O leitor não pode esquecer que está vendo o país. Ou isso ou eu preciso de óculos.

Os diálogos são de uma economia para ser estudada. O retrato de tipos que a gente conhece nos nossos próprios condomínios é fino, calculado. Mais que isso, é um retrato da época, material para se ler daqui a vinte anos e lembrar desse tempo doido. Dá vontade de seguir lendo as histórias das sacadas, mas Isolamento tem fim e indica que o nosso também vai acabar. Por favor.

TEMPO E CASTELO DE AREIA – COM SPOILER

Assisti Tempo, o filme de M. Night Shyamalan baseado no quadrinho Castelo de Areia, de Pierre Oscar Lévy e Frederik Peeters. Tenho opiniões curtas e minhas opiniões têm spoilers. Spoiler leve, mas spoiler. Se preferir, pule para o próximo item da coluna.

O final do filme – que não é o final da HQ – é uma representação excelente do que Hollywood diz para os quadrinhos: “Olhem como a gente consegue pegar essa coisa mágica, poética, bonita, inútil e transforma em dinheiro!”

Um amigo fã de Shyamalan – eu também sou –, mas que não leu o quadrinho, disse que o filme podia ter terminado com as mortes na praia. Expliquei que ele gostou do quadrinho, não do filme.

Descontando, claro, que Shyamalan tirou todo o sexo que o quadrinho tem. E trocou por mortes.

Torço por uma página extra de Oleg não um álbum inteiro, só uma página – em que Frederik Peeters metaforiza sua experiência ao assistir Castelo de Areia virar Tempo. Mas, se ele é o Oleg de Oleg, é possível que ele nem tenha curiosidade de assistir.

AUSTRÁLIA, TERRA DE QUEM FAZ QUADRINHOS

De bate-pronto, não consigo lembrar de um autor de quadrinhos australiano fora Tom Taylor e Shaun Tan (e Tan tem só um quadrinho, o monumental A Chegada). Mas imagino que australianos não identificam fácil um quadrinista brasileiro, então estamos quites.

Seja como for, uma pesquisa financiada pelo governo da Austrália avaliou a situação de quem faz quadrinhos por lá e publicou resultados interessantes. Conversaram com autores para saber de perfil sociográfico, formação, grana e até definições do que é a profissão.

O relatório prefere o termo graphic storytellers, algo tipo “narradores gráficos”. E chega numa definição bonita: “O quadrinho é uma linguagem visual apta a contar todo tipo de história e refletir a experiência do ser humano em toda sua complexidade.”

Uma das descobertas do levantamento é a seguinte: “O perfil da narrativa gráfica na Austrália está mudando: os artistas mais velhos tendem a ser homens (85% dos acima de 60 anos) e os mais jovens tendem a ser mulheres (54% das artistas entre 18 e 29 anos).”

Suspeito que isto vale para outros países, inclusive o Brasil. Mas que só se confirma fazendo uma pesquisa desse tamanho, coisa que a gente ainda não tem.

UNI-VOS

“Só uma coisinha: gente que trabalha na Marvel Comics ou na Marvel Studios; editores, letreiristas, roteiristas, coloristas, cinegrafistas, produtores, animadores, tanto faz… trabalhadores: todos são gente maravilhosa e estamos todos no mesmo time.”

Foi a mensagem de David Aja, desenhista célebre pela premiadíssima série de Gavião Arqueiro – junto a Matt Fraction e outros – no dia em que saiu o trailer de Gavião Arqueiro, a série da Disney+. Dia em que ele deve ter recebido uma cacetada de mensagens perguntando se não se sentia explorado, vistas as últimas notícias de gente descontente com a Marvel, “cachê cala-boca” e outras declarações por aí.

A mensagem é vaga, mas significativa no contexto.

BATMAN NO BECO

Achei fantástico o mural de Pedro Cobiaco no Beco do Batman – na Vila Madalena, em São Paulo – inaugurado no início do mês. Menos pelo Batman, mais por saudade das artes de Cobiaco, que considero um dos artistas mais sensíveis no quadrinho nacional no trabalho com traço, cor e fantasia.

Então perguntei o que ele anda fazendo.

“Tou na correria, mas por enquanto o prazo do próximo livro segue de pé. Haya e o Tempo deve sair na segunda quinzena de novembro, se tudo der certo.”

Ele tem outro projeto, um quadrinho documental sobre a Democracia Corinthiana, que comentou comigo em janeiro.

MANGÁ É METADE DA FRANÇA

De cada dois quadrinhos vendidos na França, um é mangá. É a chamada da matéria da BFMTV, que registra um momento sem precedentes do quadrinho japonês no mercado franco-belga – aquele do quadrinho franco-belga.

Os números são de assustar. Somando todo 2020, vendeu-se 22 milhões de mangás na França; em 2021, só entre janeiro e julho, foram 25 milhões. Mangás movimentaram 186 milhões de euros entre janeiro e julho deste ano; no mesmo período do ano passado, tinham movimentado 80 milhões.

O total do mercado no primeiro semestre deste ano pulou para 420 milhões de euros. Era de 240 milhões no primeiro semestre de 2020.

Por quê? A matéria dá várias explicações, e o cenário parece ser de tempestade perfeita: o material novo e popular  – Attack on Titans, My Hero Academia, Demon Slayer, Chainsaw Man – encontrou os leitores novos procurando clássicos – Dragon Ball, Naruto –, que andam vendo os animes nas plataformas de streaming e querem conhecer o original, que encontrou a demanda por distração na pandemia, que encontrou o Passe Culture, que encontrou leitores que cresceram em Dragon Ball e Naruto chegando a Junji Ito, My Broken Mariko, Banana Fish e outros títulos adultos.

O recado mais importante é: tem gente nova lendo quadrinhos. E que quer muito quadrinho.

SATTOUF, EDITOR

Não que o quadrinho franco-belga tenha se apagado. Bem longe disso. Tem Asterix novo este ano, no mês que vem. E tem Riad Sattouf, que anunciou sua própria editora no início do mês.

A empresa chama-se Les Livres du Futur (os livros do futuro) e estreia com uma HQ nova do próprio Sattouf: Le Jeune Acteur 1: aventures de Vincent Lacoste au cinéma, sobre o jovem ator em destaque no cinema francês.

Sattouf não deixou de lado suas outras séries: acabou de lançar o sexto volume de Les Cahiers d’Esther (que se aproxima do milhão de exemplares vendidos) e promete  o último volume de O Árabe do Futuro, o sexto, para o final do ano que vem.

Árabe, sua excelente autobiografia, é publicada no Brasil pela Intrínseca, que ainda não tem data para o quinto volume. Na França, a série já vendeu dois milhões e meio de exemplares.

O MERCADO BRASILEIRO DE HQ EM 2021

Vai ter lançamento de Rusty Brown, de Chris Ware (Quadrinhos na Cia.), Kit Gay, de Vitorelo (Veneta) e Paul em Casa, de Michel Rabagliati (Comix Zone) no mesmo dia: 4 de outubro.

Vai ter dois álbuns de Derf BackderfKent State: quatro mortos em Ohio (Veneta) e Eu, Lixeiro (Darkside) – lançados com três dias de diferença: um no dia 1º, outro em 4 de novembro.

Lança Real vol. 3, do Takehiko Inoue (Panini), The End of the Fucking World: o fim da p***a toda, de Charles Forsman (Conrad), Terror no Inferno Verde, de Flavio Colin, Sláine: o Matador de Demônios (Mythos), Umahistória, de Gipi (Veneta) e Matar ou Morrer, de Ed Brubaker e Sean Phillips (Mino) só entre esta semana e a próxima.

E a editora Devir lança no mesmo dia, 12 de novembro, Come Prima, de Alfred, e Criminosos do Sexo vol. 4, de Matt Fraction e Chip Zdarsky. Pode ser alguma mensagem cifrada.

DRNASO

Nick Drnaso, o autor da comentadíssima Sabrina, tem álbum novo confirmado para o ano que vem – e capa. Chama-se Acting Class (“curso de teatro”) e é doido.

A descrição: “Uma trama sobre desconexão, desconfiança e manipulação. Dez estranhos são reunidos sob a tutela de John Smith, um líder misterioso e de moral questionável. O grupo de desajustados e perdidos tem uma coisa em comum: eles estão em descompasso com o mundo e querem mudar.

(...)

Em mal-estar crescente, a turma de alunos se aprofunda cada vez mais em cada aula, conforme o processo demanda mais dedicação. Quando a linha entre vida real e imaginação começa a ficar turva, os medos e desejos mais profundos ficam à mostra. Explorando a tensão entre quem somos e como nos mostramos, Drnaso racha as máscaras de cada personagem e nos conduz numa jornada tensa pela América.”

Sai em agosto nos EUA e Canadá pela Drawn & Quarterly. Tem prévia aqui.

JUCA PATO

Laerte foi a vencedora do Troféu Juca Pato 2021, escolhida como intelectual do ano. É a primeira vez que uma quadrinista ganha o prêmio.

O troféu concedido pela União Brasileira de Escritores tem quase 60 anos e sempre escolhe um autor que tenha publicado uma obra que contribua para o país e a democracia. Jorge Amado, Caio Prado Júnior, Milton Hatoum, Cora Coralina, Rachel de Queiroz e Lygia Fagundes Telles já ganharam. Luis Fernando Veríssimo era o mais próximo que o troféu já tinha chegado dos quadrinhos – Veríssimo fez muita HQ, mas é mais conhecido pela literatura.

E vale lembrar que Juca Pato é criação de um cartunista, Belmonte (1896-1947).

VIRANDO PÁGINAS

Will Elder (1921-2008), uma das grandes figuras da MAD, teria completado 100 anos na última quarta-feira, dia 22. Jacques Martin (1921-2010), um dos autores clássicos do quadrinho franco-belga, criador de Alix, faria 100 anos amanhã, dia 25.

Louise Simonson, roteirista e editora de destaque na Marvel e na DC, com passagens famosas por X-Men e Superman, completa 75 anos no domingo, dia 26. Jim Shooter, escritor de gibis desde os 13, editor-chefe da Marvel nos anos 1970 e 1980, odiado por muitos, só detestado por alguns, completa 70 anos na segunda-feira, dia 27.

O primeiro número do Journal de Tintin chegou nas bancas belgas em 26 de setembro de 1946, há 75 anos, e foi a casa de clássicos durante quatro décadas. Yu-Gi-Oh!, de Kazuki Takahashi, estreou na Shonen Jump em 30 de setembro de 1996, há 25 anos.

As edições originais de Habibi, de Craig Thompson, e Crônicas de Jerusalém, de Guy Delisle, saíram juntas em 28 de setembro de 2011, há 10 anos. E em 24 de setembro de 2001, há 20 anos, saía a capa de Art Spiegelman na New Yorker, preta sobre preta, que virou um dos ícones do 11 de setembro.

UMA CAPA

De Steve Pugh, para One-Star Squadron n. 1. A série de Mark Russell e Steve Lieber estrela vários heróis de quinta categoria da DC se unindo para criar um “Uber-herói”: um app onde você pode contratá-los para o que precisar, de enfrentar invasão alienígena a festa infantil. Sai em dezembro.

UMA PÁGINA

De Tom Kaczynski.

OTA

Conversei com o Ota na terça-feira da semana passada, via Facebook. Precisava tirar duas dúvidas sobre Asterix no Brasil, coisa rápida. Ele me contou histórias inteiras, com todos os nomes, detalhes que eu não imaginava.

Não foi a primeira vez que consultei o Ota para tirar dúvidas sobre história do mercado. Foram várias. Estão todas registradas ali no chat do Face. Agora me dei conta que preciso gravar.

Perguntei a ele sobre Asterix porque tinha acabado de conversar com outra pessoa que havia mencionado o Ota, que dizia que o conhecia desde que o garoto Otacílio, de 16 ou 17 anos, tinha aparecido na Ebal junto com o pai, querendo trabalhar com quadrinhos.

Até onde eu sei, só saiu dos quadrinhos hoje, cinquenta anos depois. Teve a Ebal, teve a Vecchi, teve os 34 anos de MAD, teve um monte de roteiros, desenhos, textos, letras, decisões editoriais que decidiram a vida e o senso de humor de umas duas gerações. E as histórias que ele juntou e que contava: ele sabia tudo do que aconteceu do quadrinho no Brasil e no mundo.

Tem coisas que só ele sabia e acabaram de morrer.

A foto aí em cima é desfocada porque ele nunca parava quieto. Por acaso caí num grupinho com ele, Márcio Paixão Jr. (editor da MMArte, membro do Raio Laser, que em breve edita um trabalho do Ota) durante a CCXP 2019 e convivi uns dias com a personalidade, ao vivo, a cores e com aquele colete de fotógrafo que era tipo uma armadura.

Boa noite, Ota. Que falta você já faz.

 

(o)

Sobre o autor

Érico Assis é jornalista da área de quadrinhos desde que o Omelete era mato. Também é autor do livro Balões de Pensamento.

Sobre a coluna

Toda sexta-feira (ou quase toda), virando a página da semana nos quadrinhos. O que aconteceu de mais importante nos universos das HQs nos últimos dias, as novidades que você não notou entre um quadrinho e outro. Também: sugestões de leitura, conversas com autores e autoras, as capas e páginas mais impactantes dos últimos dias e o que rolar de interessante no quadrinho nacional e internacional.

#55 – Marvel e DC cringeando

#54 – Nunca tivemos tanto quadrinho no Brasil? Tivemos mais.

#53 - Flavio Colin e os quadrinhos como sacerdócio

#52 - O direct market da Hyperion

#51 - Quadrinhos que falam oxe

#50 - Quadrinho não é cultura?

#49 - San Diego é hoje

#48 - Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

#47 - A revolução dos quadrinhos em 1990

#46 - Um clássico POC

#45 - Eisner não é Oscar

#44 - A fazendinha Guará

#43 - Kentaro Miura, o karôshi e a privacidade

#42 - A maratona de Alison Bechdel, Laerte esgotada, crocodilos

#41 - Os quadrinhos são fazendinhas

#40 - Webtoons, os quadrinhos mais lidos do mundo

#39 - Como escolher o que comprar

#38 - Popeye, brasileiros na França e Soldado Invernal

#37 - Desculpe, vou falar de NFTs

#36 - Que as lojas de quadrinhos não fiquem na saudade

#35 - Por que a Marvel sacudiu o mercado ontem

#34 - Um quadrinista brasileiro e um golpe internacional

#33 - WandaVision foi puro suco de John Byrne

#32 - Biografia de Stan Lee tem publicação garantida no Brasil

#31 - Sem filme, McFarlane aposta no Spawnverso

#30 - HQ dá solução sobrenatural para meninos de rua

#29 - O prêmio de HQ mais importante do mundo

#28 - Brasileiros em 2021 e preguiça na Marvel

#27 - Brasileiros pelo mundo e brasileiros pelo Brasil

#26 - Brasileiros em 2021 e a Marvel no Capitólio

#25 - Mais brasileiros em 2021

#24 - Os brasileiros em 2021

#23 - O melhor de 2020

#22 - Lombadeiros, lombadeiras e o lombadeirismo

#21 - Os quadrinistas e o bolo do filme e das séries

#20 - Seleções do Artists’ Valley

#19 - Mafalda e o feminismo

#18 - O Jabuti de HQ conta a história dos quadrinhos

#17 - A italiana que leva a HQ brasileira ao mundo

#16 - Graphic novel é só um rótulo marketeiro?

#15 - A volta da HQ argentina ao Brasil

#14 - Alan Moore brabo e as biografias de Stan Lee

#13 - Cuidado com o Omnibus

#12 - Crise criativa ou crise no bolo?

#11 - Mix de opiniões sobre o HQ Mix

#10 - Mais um fim para o comic book

#9 - Quadrinhos de quem não desiste nunca

#8 - Como os franceses leem gibi

#7 - Violência policial nas HQs

#6 - Kirby, McFarlane e as biografias que tem pra hoje

#5 - Wander e Moebius: o jeitinho do brasileiro e as sacanagens do francês

#4 - Cheiro de gibi velho e a falsa morte da DC Comics

#3 - Saquinho e álcool gel: como manter as HQs em dia nos tempos do corona

#2 - Café com gostinho brasileiro e a história dos gibis que dá gosto de ler

#1 - Eisner Awards | Mulheres levam maioria dos prêmios na edição 2020

#0 - Warren Ellis cancelado, X-Men descomplicado e a versão definitiva de Stan Lee

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