Enquanto Isso | Da Cidade Submersa para outras cidades

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Enquanto Isso | Da Cidade Submersa para outras cidades

Mais: uma mangateca no morro, o último baluarte contra os quadrinhos, um fanzinezinho premiado e outras premiadas.

Omelete
1 min de leitura
Érico Assis
18.03.2022, às 17H44
ATUALIZADA EM 18.03.2022, ÀS 23H31
ATUALIZADA EM 18.03.2022, ÀS 23H31

Jozz não estava na sua casa em Jaú quando o rio que corta a cidade, também chamado Jaú, transbordou e engoliu o bairro. O quadrinista, ilustrador e professor morava a uma quadra do rio. Naquele momento estava em Bauru, a 55 km, planejando uma mudança. Enquanto ele estava fora, o rio entrou e tapou dois metros da casa. Só se via o telhado.

Foi no domingo, 30 de janeiro, há um mês e meio. Como já está virando chavão na crise climática, choveu mais em horas do que chove em um mês. A água suja do rio entrou nas casas e ficou dias. Várias famílias de Jaú e região perderam tudo. No caso de Jozz, foram todas as roupas, seu estúdio, computadores, originais, um estoque dos livros que ele mesmo editou e sua coleção de HQ. Naquele dia, restou só o que ele tinha na mochila que levou a Bauru.

 

Jozz é Jorge Otávio Zugliani. Tem 38 anos e é natural de Jaú, embora tenha morado bastante tempo fora da cidade. Ele começou a se destacar no quadrinho nacional com um álbum metalinguístico, O Circo de Lucca, baseado no seu TCC de Design Gráfico e publicado pela Devir em 2007. No ano seguinte ele ganhou o HQ Mix de Desenhista Revelação pelo Zine Royale. Esteve envolvido em várias HQs como desenhista e roteirista, em antologias e publicou muito independente.

Sua última publicação independente foi uma coletânea de ilustrações de sketchbook e textos sobre Jaú chamada A Cidade Submersa. Metade da tiragem ficou debaixo d’água, destruída. O título Cidade Submersa só não é uma coincidência mais macabra porque Jozz havia se inspirado, em parte, em outra enchente que atingiu sua casa em janeiro de 2020. Daquela vez, a água só tinha subido meio metro e esvaiu rápido.

Ele já queria ter saído da casa, onde morava com dois cachorros, muito antes da enchente deste ano. Mas a pandemia e outras questões pessoais atrapalharam o plano.

“No começo eu comparava a enchente a uma rasteira, que te pega de surpresa e te joga no chão. Mas eu já vinha tendo outros problemas, essa tragédia se alongou, gerou outras questões complexas e agora comparo a uma grande surra em quem já tava caído”, Jozz me contou num papo via twitter.

Jozz só conseguiu entrar na própria casa um dia depois da enchente. “Quando eu cheguei em Jaú, só dava pra ver minha casa a distância de um quarteirão. A correnteza era tanta que ninguém conseguia entrar na água. Tive que esperar quase o dia todo para surgir um barco com motor e os bombeiros estarem livres, para conseguir ir até lá e acessar a casa pelo telhado.”

Os cachorros estavam lá dentro, vivos. “Eles foram espertos”, diz Jozz. “À medida em que a água subia, eles se escoraram em uma prateleira pregada à parede.”

Quanto à parte material, ele já tinha dado tudo como perdido. Caso estivesse em casa na hora, não sabe se teria sido diferente. Os sessenta minutos que a água levou para subir dois metros “parecem tempo suficiente para se agilizar, mas não sei como eu reagiria se estivesse ali para retirar os cachorros, escolher equipamentos, trabalhos…”

Tudo que era papel e madeira se foi. Para não dizer tudo, a água não chegou a um armário embutido onde ele guardava gibis que não cabiam nas estantes. Ele também conseguiu salvar uma mesa com tampo de mármore e pés de ferro, mais uma prensa de xilogravura que era herança de família. Móveis e outras coisas que ele conseguiu resgatar e guardar em um depósito se deterioraram devido à água podre. Viraram lixo.

Nas semanas que passou mexendo nos destroços e na lama, um de seus cachorros, Nanquim, faleceu. “Ele havia me acompanhado durante esses exatos nove anos na cidade. Eu o havia adotado quando cheguei em Jaú, em fevereiro de 2013”, Jozz contou. Nanquim já tinha outros problemas de saúde e a enchente não ajudou.

“É muito surreal em um dia você estar em um estúdio montado por você, com computadores, display, todos os apetrechos, e no outro dia comer e trabalhar na pia da cozinha de uma casa estranha”, Jozz conta. “E digo surreal no sentido do absurdo político-social em que vivemos, pois pra mim fica ainda mais escancarado o privilégio que tenho em contraste com pessoas que nunca tiveram nem uma pia na cozinha, nem a cozinha, ou nem o que comer em qualquer canto que seja.”

Uma campanha encabeçada pelos quadrinistas e amigos Digo Freitas, Daniel Souza, Daniel Esteves e Felipe Manhães começou a pedir ajuda para Jozz no dia seguinte à enchente. De pedidos de doações via pix, a campanha cresceu até virar uma rifa de gibis e originais que arrecadou mais de R$ 12 mil. Outro leilão, de um original de Flavio Colindoado pela família do artista – conseguiu mais grana para Jozz se levantar.

“O circuito dos quadrinhos foi sensacional e não tenho mais palavras pra agradecer tamanho carinho”, ele me disse. Além da ajuda financeira, “eu tenho familiares na cidade que me acolheram nos primeiros dias e se formou uma rede incrível de amigos e amigas do Brasil inteiro dando todo o tipo de suporte. Todo o tipo mesmo, desde uma ligação calorosa, até arregaçar as mangas e me ajudar a retirar móveis e lama.”

Com esta base para sobreviver, ele decidiu passar o apoio adiante. “Tentei canalizar essa dor/confusão/frustração ajudando outras pessoas. Teve famílias ali na cidade que não tiveram nada disso e passaram por perdas maiores. Com a ajuda financeira, arrumei uma casinha provisória por algumas semanas e posterguei meu processo de mudança de local para dar uma força a essas pessoas, repassar doações, fazer carretos, conversar, enfim.”

Páginas de "Cidades Inconscientes", de Pedro Cirne e Jozz

Na véspera da enchente, Jozz tinha escaneado e subido no Google Drive o lápis da última das 144 páginas de seu novo trabalho, que tem o título provisório Cidades Inconscientes. É uma colaboração com o roteirista Pedro Cirne (Púrpura) que passeia por várias culturas e crenças mágicas de povos brasileiros. “Por sorte está tudo salvo. Falta mais ou menos metade das cores pra terminar”, ele diz da coincidência boa. “Então, em breve, esse livro sai.”

Você confere um preview exclusivo de Cidades Inconscientes acima e logo abaixo.

Quanto a Cidade Submersa, seu trabalho de 2021 que teve meia tiragem submersa, “curiosamente, agora houve procura. Muitos me escreveram querendo um exemplar, por conta da história toda e também como uma forma de me ajudar. Pensei em reimprimir uma pequena tiragem quando tiver tempo. Alguns colegas dos quadrinhos têm sugerido que eu lance essa versão original em ebook e outros acham que eu deveria fazer uma segunda edição ampliada, contando essa história de agora. Estou pensando nisso tudo.”

Jozz está morando há uma semana na nova casa – em Bauru, onde já cursava doutorado e dava aulas. Faz seis semanas desde a enchente em Jaú. O apoio financeiro, além de ajudar ele e outros nestas semanas, também se transformou em uma geladeira e uma cama. “Consegui também um notebook e amigos da ilustração me deram uma mesa digitalizadora”, ele complementa.

Páginas de "Cidades Inconscientes", de Pedro Cirne e Jozz

“Nesse meio tempo, tive problemas para achar um lugar novo e definitivo por questões burocráticas de banco, declarações de renda, bolsa de doutorado que não se tributa e, enfim, toda aquela parte fiscal, que por mais que a gente se esforce na vida, nunca se resolve. E me faz lembrar quantos profissionais da nossa área, mesmo depois de anos de carreira, ainda atuam de forma precarizada”, ele comenta, dizendo que só quer ilustrar a pressão. “O sistema te abraça em um dia, mas no outro continua a te cobrar boletos sem dó.”

Ele lembra também do caso de Alessandro Garcia, do canal Ministério de Quadrinhos, que ocorreu duas semanas depois do seu. (Ainda dá para fazer doações ao Alessandro, aliás.) Apesar de os dois casos terem envolvido enchentes e mobilização para doações entre a comunidade brasileira de quadrinhos, Jozz diz que as perdas são incomparáveis.

“Não consigo parar de pensar que, apesar das dificuldades, é gritante como contatos e acessos nos colocam em lugares que não são permitidos à maioria dos brasileiros que passam por situações bem piores, diariamente. A rede de pessoas que se formou para ajudar em todos os pontos é maravilhosa e nos enche de esperança. Faz pensar que as pessoas são de fato boas e que é possível superar o capitalismo que nega políticas públicas e favorece práticas que levam a desastres climáticos como os que têm ocorrido. É sobretudo nisto que tenho pensado, pra ser bem sincero.”

“ENTÃO VOU VIR AQUI TODO DIA, JAÉ?”

Não tem fala mais bonita na semana do que a do garoto que aparece no vídeo de Ed Cura, criador da Mangateca Comunitária do Morro do Fallet, no Rio de Janeiro. São dez segundos de vídeo que prometem um outro mundo.

A Mangateca, na verdade, ainda nem abriu. Como Ed me explicou numa conversa pelo Instagram, na terça-feira eu abri o espaço por 30 minutos porque tinha que deixar uns mangás lá dentro, então as crianças entraram e foi aquela doideira”.

A inauguração oficial acontece daqui a três semanas, em 9 de abril. Vai ser um espaço para crianças (mas não só) lerem a coleção de mangás, outros quadrinhos e, no futuro próximo, fazerem oficinas de animação, cursos de inglês e de japonês. Tudo de graça.

A ideia começou com o @animedicria, perfil no Instagram onde Ed ilustra notícias com imagens de mangá e anime. “Preço do botijão de gás de cozinha subiu 23,2%” em um ano, por exemplo, na postagem de ontem, aparece sobre uma imagem da mãe de Naruto com cara de indignada. O perfil foi criado há pouco mais de um ano e tem 27 mil seguidores. “Percebi que conseguia fazer grandes coisas”, diz Ed, que é artista e designer.

A Mangateca “é meio que baseada na minha história mesmo”, diz Ed. “Desde moleque eu sempre gostei muito de mangá e outros tipos de quadrinho. Só que não tinha acesso. Na escola, quando tinha uma HQ da Marvel ou coisa do tipo, era uma ou duas e sempre alguém pegava emprestado e era uma luta pra devolver. Ficava aquela guerra pra você pegar.”

Um amigo lhe doou uma coleção de quarenta mangás. Ele resolveu que não precisava guardar na prateleira. Montou o projeto da Mangateca e colocou no Catarse: quer arrecadar R$ 20 mil para financiar as operações do primeiro ano. Por enquanto está em 30% da meta na plataforma, mas também recebe doações diretas via Pix. E doações de quadrinhos, claro.

“Por mais que seja focado nas crianças, tem muitos pais que tão passando aqui na porta e ficam loucos pra pegar [um gibi]”, Ed me conta. “Tem muitos pais que gostavam de HQ na infância, mas foram reprimidos. A sociedade acaba condenando. Agora, com esse espaço, tem muito adulto se soltando. É para eles se libertarem também.”

A Mangateca ficará na rua Jorge da Silva, 68, no bairro Santa Teresa. Quem quiser fazer doações de quadrinhos pode entrar em contato com o perfil @animedicria no Instagram. Quer quiser fazer doações em dinheiro pode mandar um pix para animedicria@gmail.com ou colaborar com o Catarse.

O ÚLTIMO BALUARTE

O que Ed Cura diz acima curiosamente fez eco com outra fala que ouvi no mesmo dia, de uma entrevista com Mark Siegel, diretor editorial da First Second Books, no podcast Off-Panel.

A First Second foi fundada em 2006 como selo da MacMillan, um dos maiores grupos editoriais do mundo. Escrevi sobre a inauguração e os primeiros títulos na época. Foi um projeto do próprio Siegel, tentando convencer grandes editoras de que HQ era um mercado pouco explorado: o público pré-adolescente estava devorando mangá e não tinha nada do mesmo formato e variedade nos EUA. Estava certo.

Apesar de ter iniciado com uma linha editorial mais dispersa – material europeu importado, autores consagrados como Eddie Campbell – a First Second logo se fixou no público infanto-juvenil e em revelar vozes. O sucesso de O Chinês Americanode Gene Luen Yang (primeiro quadrinho finalista do National Book Award; em breve seriado na Disney+) e outros destaques de crítica, como Aquele Verão, de Mariko e Jillian Tamaki, definiram a rota. Hoje o selo tem linhas com quadrinhos sobre ciências, quadrinhos sobre política e outros de artistas que praticamente adotou para criar, como o próprio Gene Luen Yang, Box Brown, Jen Wang e Tillie Walden.

Os livros da First Second aparecem com frequência entre os mais vendidos e são figura fácil nas bibliotecas da América do Norte. O catálogo da editora ainda é pouco explorado no Brasil.

A Princesa e a Costureira, uma das produções da First Second lançadas no Brasil

Enfim, o que Siegel disse no podcast? É neste trecho, depois dos 40 minutos:

“Algumas batalhas – porque eram batalhas, a sensação era essa – lá de 2005 já foram vencidas há tempos. Só tem os últimos baluartes. Hoje você tem obras incríveis pra se ler nos quadrinhos, de sobra. E não são as bibliotecas, não são os professores, não são os livreiros… Os pais que são o último foco de resistência.”

Vi que Siegel anda dizendo isso há algum tempo – como nesta entrevista de dois anos atrás – e também que ele não desenvolve mais o assunto. Mas é interessante: um cara que tem uma longa experiência em analisar o mercado e que consulta muita gente ligada em promover a leitura entre o público que pode começar a ler quadrinhos diz que a última barreira para os gibis está onde? Em casa.

Talvez seja resquício da perseguição dos gibis dos anos 1950, que bateu forte na cabeça de bisavós, avós e pais que quadrinho é subliteratura. Talvez Siegel esteja se referindo aos pais que querem tirar livros de bibliotecas, algo forte nos EUA (e recorrente no Brasil, embora não gere o mesmo estardalhaço). Mas o problema, veja só, não é vender ou achar quem queira ler. O problema ainda é geracional.

“UM FANZINEZINHO COM UM NOMEZINHO PODRE”

“Muito obrigada. Estou pasma. É difícil eu acreditar que começou do nada, de um fanzinezinho lá nos anos 1980 com um nomezinho podre… e agora estou aqui, recebendo o prêmio mais importante da indústria dos quadrinhos.”

Foi o início do discurso de Julie Doucet, nova Grand Prix de Angoulême, na quarta-feira. Ela recebeu o troféu das mãos de Chris Wareaqui tem o vídeo em que ele se enrola para entregar o prêmio -, Grand Prix do ano passado. Assim como Ware, Doucet terá uma exposição de retrospectiva de sua obra e fará um dos cartazes do Festival d’Angoulême do ano que vem – o 50º Festival, aliás.

Um comunicado do Festival à imprensa disse que Doucet não publica nenhuma HQ desde 1999, quando largou a cena porque se sentia oprimida pelo espaço dominado por homens. Ela voltou a produzir recentemente, porém, e sua graphic novel Time Zone J sai no mês que vem.

A Veneta publica o primeiro álbum de Doucet no Brasil, My New York Diary, este ano, com tradução de Cris Siqueira.

Angoulême premia os álbuns do ano neste final de semana. Vale muito a pena acompanhar a única cobertura brasileira do festival, com visitas às exposições, palestras e tudo mais no canal Eurocomics, em parceria com a Raio Laser.

ANGELA

Tal como o Festival d’Angoulême escolheu sua terceira mulher entre os quase cinquenta Grand Prix da história, o Troféu Angelo Agostini bateu outro recorde na 37ª edição, cujo resultado saiu esta semana. Sete das onze categorias premiaram autoras por trabalhos de 2020.

Mary Cagnin ganhou “Roteirista” por Bittersweet e Laura Athayde ganhou “Desenhista” por Aconteceu Comigo. Quarentena em Quadrinhos, de Rose Araújo, ganhou “Lançamento independente”. Fabi Marques, melhor “Colorista”, também está na equipe de Apagão: Fruto Proibido (com Raphael Fernandes e Abel), que ganhou em “Lançamento”. Anita Costa Prado foi uma das eleitas entre “Mestres do Quadrinho Nacional” e a revista Mina de HQ, editada por Gabriela Borges, ganhou o Prêmio Jayme Cortez.

UMA CAPA

De Sean Phillips para a edição brasileira de Fade Out, colaboração entre ele e Ed Brubaker. A série sai em volume completo (400 páginas!) pela Mino no mês que vem, com tradução de Dandara Palankof. A pré-venda já está rolando.

UMA PÁGINA

Nunca consigo escolher só uma. Fique com todas que o pesquisador espanhol Pedro Paredes selecionou num fio para mostrar que Chris Ware está contando uma longa história com suas colaborações na New Yorker e que pouca gente sacou. Ou o fio sobre os antecedentes de Ware na exploração de tempo e espaço na página de HQ.

Tem mais, muito mais, no perfil de Paredes no Twitter e nos artigos do seu blog.

(o)

Sobre o autor

Érico Assis é jornalista da área de quadrinhos desde que o Omelete era mato. Também é autor do livro Balões de Pensamento – textos para pensar quadrinhos.

Sobre a coluna

Toda sexta-feira (ou quase toda), virando a página da semana nos quadrinhos. O que aconteceu de mais importante nos universos das HQs nos últimos dias, as novidades que você não notou entre um quadrinho e outro. Também: sugestões de leitura, conversas com autores e autoras, as capas e páginas mais impactantes dos últimos dias e o que rolar de interessante no quadrinho nacional e internacional.

#70 – A Comix 2000 embaixo do monitor

#69 – Três mulheres, uma Angoulême e a década feminina

#68 – Quem foi Miguel Gallardo?

#67 – Gidalti Jr. sobre os ombros de gigantes

#66 – Mais um ano lendo gibi

#65 – A notícia do ano é

#64 – Quando você paga pelo que pode ler de graça?

#63 – Como se lê quadrinhos da Marvel?

#62 – Temporada dos prêmios

#61 – O futuro da sua coleção é uma gibiteca

#60 – Vai faltar papel pro gibi?

#59 - A editora que vai publicar Apesar de Tudo, apesar de tudo

#58 - Os quadrinhos da Brasa e para que serve um editor

#57 - Você vs. a Marvel

#56 - Notícias aos baldes

#55 – Marvel e DC cringeando

#54 – Nunca tivemos tanto quadrinho no Brasil? Tivemos mais.

#53 - Flavio Colin e os quadrinhos como sacerdócio

#52 - O direct market da Hyperion

#51 - Quadrinhos que falam oxe

#50 - Quadrinho não é cultura?

#49 - San Diego é hoje

#48 - Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

#47 - A revolução dos quadrinhos em 1990

#46 - Um clássico POC

#45 - Eisner não é Oscar

#44 - A fazendinha Guará

#43 - Kentaro Miura, o karôshi e a privacidade

#42 - A maratona de Alison Bechdel, Laerte esgotada, crocodilos

#41 - Os quadrinhos são fazendinhas

#40 - Webtoons, os quadrinhos mais lidos do mundo

#39 - Como escolher o que comprar

#38 - Popeye, brasileiros na França e Soldado Invernal

#37 - Desculpe, vou falar de NFTs

#36 - Que as lojas de quadrinhos não fiquem na saudade

#35 - Por que a Marvel sacudiu o mercado ontem

#34 - Um quadrinista brasileiro e um golpe internacional

#33 - WandaVision foi puro suco de John Byrne

#32 - Biografia de Stan Lee tem publicação garantida no Brasil

#31 - Sem filme, McFarlane aposta no Spawnverso

#30 - HQ dá solução sobrenatural para meninos de rua

#29 - O prêmio de HQ mais importante do mundo

#28 - Brasileiros em 2021 e preguiça na Marvel

#27 - Brasileiros pelo mundo e brasileiros pelo Brasil

#26 - Brasileiros em 2021 e a Marvel no Capitólio

#25 - Mais brasileiros em 2021

#24 - Os brasileiros em 2021

#23 - O melhor de 2020

#22 - Lombadeiros, lombadeiras e o lombadeirismo

#21 - Os quadrinistas e o bolo do filme e das séries

#20 - Seleções do Artists’ Valley

#19 - Mafalda e o feminismo

#18 - O Jabuti de HQ conta a história dos quadrinhos

#17 - A italiana que leva a HQ brasileira ao mundo

#16 - Graphic novel é só um rótulo marketeiro?

#15 - A volta da HQ argentina ao Brasil

#14 - Alan Moore brabo e as biografias de Stan Lee

#13 - Cuidado com o Omnibus

#12 - Crise criativa ou crise no bolo?

#11 - Mix de opiniões sobre o HQ Mix

#10 - Mais um fim para o comic book

#9 - Quadrinhos de quem não desiste nunca

#8 - Como os franceses leem gibi

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