Enquanto Isso | Um almoço, o jornalismo-esgoto e Kim Jung-Gi

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Enquanto Isso | Um almoço, o jornalismo-esgoto e Kim Jung-Gi

Mais: Alan Moore sinestésico, Aragonés, Chris Ware e uma das minhas leituras do ano

Omelete
9 min de leitura
14.10.2022, às 17H48.
Atualizada em 14.10.2022, ÀS 18H27

Eliane Brum é a jornalista mais premiada do Brasil. Tem mais de trinta anos de carreira, assinou colunas em jornais e revistas grandes, escreveu uma pilha de livros, de vez em quando escreve ficção, foi publicada nos EUA e na Europa e dirigiu documentários. Laerte-se, sobre a Laerte, foi dirigido por ela e por Lygia Barbosa da Silva. Desde 2017, ela mora em Altamira, Pará, no meio da Floresta Amazônica – que ela chama de centro do mundo – para transmitir o fim do mundo a partir do centro do mundo.

Nada disso é dito em Almoço: uma conversa com Eliane Brum, o quadrinho de Pablito Aguiar que sai na semana que vem. É um quadrinho sobre Brum, em que as falas são praticamente só dela, mas não é uma biografia nem um comentário sobre sua carreira. É um respiro. É, na prática, um almoço.

 

E é assim por intenção. Pablito Aguiar é conhecido pelos quadrinhos, geralmente curtos, em que entrevista pessoas comuns – moradores de rua, entregadores de aplicativo, professoras, barbeiros – e elas mesmas contam um pouquinho da sua biografia. São os “Fala que eu desenho”.

Quando foi fazer seu primeiro quadrinho longo – Almoço tem 80 páginas – e entrevistar uma pessoa relativamente famosa, a biografia ficou em segundo plano. Se você nunca ouviu falar de Eliane Brum, uma nota ao final do livro, fora do quadrinho, explica.

“A intenção do projeto não era apresentar a Eliane, era produzir algo novo para um público que já existe”, Pablito diz em conversa por e-mail. “Me concentrei mais na casa dela, na comida, família e nos pensamentos sobre as questões que conversamos. Foi realmente um quadrinho a partir do meu olhar, o olhar de uma pessoa que já admirava a Eliane.”

O quadrinho se estrutura em torno do feijão. É o feijão do almoço, que Brum coloca para cozinhar no início de Almoço e que (spoiler) fica pronto ao final. Enquanto ela mexe o feijão, a conversa passa da receita ao que ela pensa do trabalho e da vida.

“Desde pequena eu tenho raiva”, diz Brum. “Com cinco, seis anos, quando tentei botar fogo na prefeitura com uma caixa de palitos de fósforo. Não consegui, ainda bem. Eu queria botar fogo era pela raiva de terem humilhado o meu pai.” Pablito faz o foco na boca do fogão aceso. “Acho que me tornei jornalista ali. Se eu não posso botar fogo, então escrever foi essa maneira. Escrevo para não morrer, mas escrevo também para não matar.”

Nos quadrinhos do Pablito, mesmo quando duram só uma ou duas páginas, quase sempre há um momento de silêncio. São quadrinhos de fala, fala, fala, geralmente uma pessoa olhando para nós e contando uma história. São entrevistas, mas Pablito nunca publica suas perguntas. De repente o entrevistado para, respira e apenas nos olha. É um tique, um estilo e um jeito de Pablito mostrar o ritmo real de uma conversa.

Em um quadrinho de 80 páginas, ele não fica só focado na cara de sua entrevistada. Passeia pelo cenário, a casa de Eliane Brum, seus gatos e cachorros e a floresta ao redor. E as pausas, quando acontecem, não são mais de um quadro só, mas de meia página, de página inteira, até de uma linda panorâmica de página dupla da Floresta Amazônica.

“Sim, eu gosto que os meus personagens olhem ‘para a câmera’, porque o que eu busco é que os olhos do desenho encontrem os olhos do leitor”, diz Pablito. “E os quadros em silêncio são momentos de respiro no quadrinho. Momentos para absorver tudo o que foi dito pela pessoa e para outras camadas de compreensão, de uma forma menos objetiva que a fala. Eu adoro eles também.”

Almoço está em pré-venda no site da editora Arquipélago e começa a ser enviado no dia 20. Parte da renda com o livro será doada para a Sumaúma Jornalismo do Centro do Mundo, uma das iniciativas de Eliane Brum. É uma aula de quadrinhos, de jornalismo e de motivação pra vida.

SUPERMAN CONTRA O ESGOTO DO JORNALISMO

Na Comic Con de Nova York, semana passada, a DC Comics anunciou que a série Superman: Son of Kal-El vai acabar no número 18 e voltar com outro nome, Adventures of Superman: Jon Kent, no ano que vem.

Sim, é aquele gibi com o filho do Superman que é bissexual e, sim, séries de super-herói que param e voltam com nome diferente no mês seguinte – só para ter outro n. 1 – são mais uma terça-feira nos quadrinhos.

Menos para as criaturas do esgoto que aproveitam qualquer entrelinha para repetir o que as vozes na sua cabeça dizem que é uma conspiração contra elas. “Quem lacra não lucra: Série da DC com Superman gay é cancelada depois de 18 edições e vendas fracas”, diz o Washington Examiner. “DC cancela Superman bissexual: editora trava série sobre filho de Kal-El que saiu do armário e luta contra negacionistas da mudança climática depois de 18 edições quando vendas caem a 34 mil”, diz o título comprido do Daily Mail.

Tom Taylor, o roteirista da série atual e da próxima com Jon Kent, rebateu no Twitter uma dessas matérias “quem lacra não lucra” na Sky News Australia. (Taylor é australiano.)

“Não foi cancelamento. A série solo do Jon Kent vai ganhar outro nome: ‘Adventures of Superman: Jon Kent’. O Jon vai ficar com uma série icônica do Superman, sozinho e vai ter o próprio nome no título. Quanto às vendas, deixa eu ver qual é o gibi mais vendido na Amazon nesse momento… Oh.”

Naquele momento, na última quarta-feira, a última edição digital de Superman: Son of Kal-El era a mais vendida no site, em formato digital.

O Bleeding Cool captou uma derrapada do Daily Mail ao publicar uma das matérias citadas acima. O texto saiu inicialmente com notas do editor a respeito do que o texto deveria focar: que Jon Kent faz parte de uma onda de personagens “reinventados”, que devia reforçar as vendas baixas e comparar com reações a outras notícias de “lacração” na cultura pop (como a Velma lésbica de Scooby-Doo).

As notas do editor – cuja publicação parece menos derrapada e mais um redator botando para o mundo as bostas que tem que aguentar da chefia – foram apagadas em seguida no Daily Mail e a matéria foi revisada.

Mas o jornal ainda manteve a declaração de Gabe Eltaeb, colorista que largou a série de Superman em protesto contra a “lacração” e foi lançar seu próprio gibi “antilacração”. O qual, segundo fonte alguma além da própria editora antilacradora, vende mais que o Superman bi.

O Bleeding Cool ressalta que as vendas de “34 mil” na manchete do Daily Mail são uma estimativa a partir dos números de distribuição do gibi físico, feita pela imprensa especializada (e não corroborado pela DC). Geralmente é um chute para baixo no caso de séries populares, que não computa nem coletâneas nem vendas digitais. Superman: Son of Kal-El, diz o site, costuma ficar no topo das mais vendidas entre os digitais.

De provocação, o Bleeding Cool também publicou, hoje, a matéria “DC cancela gibi do Robin heterossexual após 17 edições quando vendas desabam”.

KIM JUNG-GI

Já se passaram quase dez dias, mas a morte de Kim Jung Gi, com apenas 47 anos, ainda impacta. O desenhista sul-coreano estava em um aeroporto de Paris, a caminho da Comic Con de Nova York, quando teve um infarto fulminante.

Kim Jung Gi tinha um daqueles cérebros para construção visual que a ciência precisava estudar. Mas só se o cientista fosse atrás dele, pois Gi não ia sair de perto de caneta e papel para cientista ver. A impressão de quem conheceu o homem e de quem conhece o tamanho da sua produção – só seus seis sketchbooks têm mais de 3500 páginas – é que, sem exagero, ele estava sempre desenhando.

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Tive a oportunidade de ver Kim Jung Gi desenhando na Bienal de Quadrinhos de Curitiba de 2014. Eu e mais uma multidão ficamos de boca aberta diante do painel gigante que ele compôs como se estivesse só passando nanquim por um lápis que já existia, embora o lápis só existisse na sua cabeça.

Na mesma Bienal, sentei ao seu lado como mediador de uma mesa que ainda tinha Jean-David Morvan – roteirista do único quadrinho do sul-coreano que chegou no ocidente, Spy Games. Gi desenhou praticamente durante toda a hora da mesa, só parando quando tinha que pensar para responder uma pergunta minha ou da plateia. Se não, cabeça baixa e caneta no papel.

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Lembro que ele contou do período em que teve que fazer serviço militar na Coreia e passou dois anos proibido de desenhar. Como não tinha papel e caneta, ele ficava montando na sua cabeça como funcionavam os aviões, máquinas e veículos que via. Desenhava só no cérebro. (Este obituário no BDZoom lembra a história.)

Não lembro bem da pergunta que eu fiz, mas tinha a ver com não parar de desenhar. Gi disse que quando estava numa situação como aquela, numa mesa redonda, conseguia prestar atenção no que acontecia porque ficava desenhando coisinhas simples.

Roubei o papel dele. Uma composição absurdamente elaborada com dois tigres, musculatura e proporções perfeitas, cada listra drapeada sobre o corpo dos bichos rosnando, desenhada em vinte minutos. Mostrei para a plateia e disse: “Simples.”

Ele não ficou muito contente por eu ter roubado a folha. Devolvi em seguida. Desculpa, Kim Jung Gi.

UM TUÍTE

De Daniel Warren, desenhista da série Steve Lichman:

“Ver gente da inteligência artificial adestrando programa pra gerar imagens no estilo do Kim Jung Gi horas depois de ele morrer e postar os resultados como se fosse homenagem, pra mim, fechou como essas coisas não têm alma e nem valor lado a lado com a arte que o artista fez de verdade.”

MOORE SINESTÉSICO

O novo livro de contos de Alan Moore, Illuminations, já saiu nos EUA e na Inglaterra, o que desatou uma nova temporada de entrevistas com Alan Moore. Mas só para jornalistas que se dispõem a ligar para o telefone fixo de Moore, que diz que não usa nem e-mail nem celular.

Os fãs estão focados na entrevista do Guardian que saiu na última sexta-feira – em que Moore repete pela 72ª vez que largou os quadrinhos e que odeia super-herói. Mas o site The Quietus publicou uma conversa mais longa e com algo de diferente sobre o barbudo.

Moore fala de religião – “deixamos a religião existir porque ela vem a calhar quando se quer instigar o ódio a mais um grupo étnico” –, Lovecraft, se a Inglaterra devia voltar a ter um Mago da Corte como John Dee - “não” - e sobre a vida depois da morte - "Você não está trabalhando com vistas à recompensa no eterno. Sua recompensa no eterno é o aqui e o agora. Este é o seu paraíso e este é o seu inferno". E nada de quadrinhos.

A capa inglesa de Illuminations

Ou quase nada. O entrevistador Miles Ellingham pergunta como é, para um escritor que passou décadas escrevendo gibi, passar a escrever prosa. Moore, é óbvio, já pensou nisso.

“O caso é que havia uma grande parte do meu trabalho que o público nunca via e que nunca vai ver. Nos meus roteiros de quadrinho, eu conseguia ver como a página ia ficar, nitidamente. Eu via a diagramação dos quadros e todas as imagens. Eu tinha uma visão nítida, mas às vezes precisava de uma página inteira para descrever um quadro só. E descrever todos os detalhes de um jeito simples e prosaico, porque eu estava apenas transmitindo ao desenhista.

Mas eu me dei conta que, por exemplo, Jerusalem, era claramente um livro escrito por um ex-escritor de quadrinhos que não tinha um desenhista. Que eu estava dando atenção enorme às descrições visuais. Que eu tentava descrever de um jeito mais fluido e envolvente. Mas era a mesma habilidade, se você topar chamar assim, eu só não tinha que desenhar thumbnail. Estava compondo na própria página.

Uma das vantagens de escrever prosa é que você pode se referir com mais facilidade aos cinco sentidos: você pode falar do cheiro das coisas, do som das coisas e assim por diante. E é bom deixar seu leitor alicerçado nos cinco sentidos: que ele saiba o que a personagem pode ouvir, o que ela pode cheirar e do que ela sente gosto."

A capa de Illuminations nos EUA

O novo livro de Moore, Illuminations, saiu esta semana em inglês. Quem tiver pressa já pode começar a ler a versão digital por um preço que até me assustou de tão camarada.

Mas, se você tiver só um pouquinho de paciência, vale a pena esperar a edição nacional, que sai até o fim do ano pela editora Aleph. Aqui o livro vai se chamar Iluminações, terá capa exclusiva de Pedro Inoue e você pode ter grande expectativa com a tradução do poeta Adriano Scandolara.

A pré-venda, segundo a Aleph, deve começar ainda este mês.

ARAGONÉS, 85

A revista Mad publicou sua edição especial de 70 anos na semana passada. Sergio Aragonés, que colabora com todas as edições da Mad desde 1963, chegou aos 85 em setembro. O jornalista Michael Cavna aproveitou as duas datas para fazer um belo perfil da revista e do espanhol para o Washington Post.

A Mad de aniversário é uma das poucas edições atuais da revista que sai com material sobretudo inédito. Atualmente trimestral, a Mad  praticamente só tem republicado material dos anos de glória.

Uma das tiras de Aragonés na edição mostra a garotada chegando para uma palestra sobre a Mad e falando de ver Spy v. Spy, Alfred Neuman ou um patetão do Don Martin. De repente entram quatro velhinhos, tremendo para caminhar, dois deles de bengala.

Uma das tiras de Aragonés na última Mad

Aragonés só é o desenhista mais velho em atividade na Mad porque Al Jaffee, hoje com 102 anos, aposentou-se aos 100. E Aragonés, no perfil, diz que, na verdade, esteve fora de uma edição da Mad desde que entrou na revista. A culpa foi do correio, que não entregou seus desenhos a tempo.

O perfil ainda traz uma curiosidade que eu não lembrava e que une duas grandes figuras dos quadrinhos: quando era estudante de arquitetura no México, nos anos 1950, ele fez aulas de pantomima – e o professor era Alejandro Jodorowsky.

UMA CAPA

De Chris Ware, na New Yorker desta semana. No site da revista, Ware conta que ouve há anos da filha Clara sobre os dias em que sua escola faz treinamentos para situação de tiroteio – coisa cada vez mais comum nas escolas dos EUA, infelizmente.

“Em 6 de janeiro de 2021, Clara e eu assistimos aos manifestantes subindo os muros do Capitólio enquanto senadores e deputados se escondiam de medo. Na época, ela compartilhou uma opinião que parecia disseminada entre os amigos dela no TikTok e no Twitter: ‘Estou muito contente que os legisladores que votaram para deixar as armas se espalharem pelo país estão passando pelo que a minha geração passou praticamente a vida inteira.’

Em abril deste ano, Clara, agora com dezessete anos e formanda, chegou em casa e disse: ‘Hoje uma pessoa chegou na escola com uma arma.’”

UMA PÁGINA

A última da última edição de A Righteous Thirst for Vengeance, de André Lima Araújo e Rick Remender. Que não dá nenhum spoiler e pouco representa o que é a série, mas que eu trago aqui só para dizer que foi uma das minhas melhores leituras do ano. Torça para que saia no Brasil ou busque as edições digitais baratinhas.

UM BALÕES

Continua no Catarse a campanha de Balões de Pensamento 2: ideias que vêm dos quadrinhos. É um livro e eu sou o autor.

Balões 2 é uma coletânea de textos que escrevi para o Blog da Companhia sobre autores de quadrinhos, sobre leitores de quadrinhos, sobre o mercado de quadrinhos, sobre tradução de quadrinhos e sobre pesquisar quadrinhos. Tem material inédito, como comentários sobre os textos e ilustrações que eu nem merecia de tão incríveis do Alexandre S. Lourenço (Robô Esmaga, Você é um Babaca, Bernardo, Boxe). Compre pelo menos pelas ilustrações.

A campanha fica no Catarse até o dia 7 de novembro. Você pode apoiar em várias modalidades, inclusive comprando com meu primeiro livro, Balões de Pensamento (ou Balões 1). Quem participar do Catarse também ganha descontos exclusivos na Loja Monstra.

Se você curte o que eu escrevo aqui, acho que vai curtir o que escrevi no livro.    

UMA NAIFADA

Do Shiko.

 

(o)

Sobre o autor

Érico Assis é jornalista da área de quadrinhos desde que o Omelete era mato. Também é autor dos livros Balões de Pensamento – textos para pensar quadrinhos e Balões de Pensamento 2 – ideias que vêm dos quadrinhos.

Sobre a coluna

Toda sexta-feira (ou quase toda), virando a página da semana nos quadrinhos. O que aconteceu de mais importante nos universos das HQs nos últimos dias, as novidades que você não notou entre um quadrinho e outro. Também: sugestões de leitura, conversas com autores e autoras, as capas e páginas mais impactantes dos últimos dias e o que rolar de interessante no quadrinho nacional e internacional.

#92 – A semana mais bagunçada da nossa história

#91 – Ricardo Leite em busca do tempo

#90 – Acting Class, a graphic novel queridinha do ano

#89 – Não gostei de Sandman, quero segunda temporada

#88 – O novo selo Poseidon e o Comicsgate

#87 – O mundo pós-FIQ: você tinha que estar lá

#86 – Quinze lançamentos no FIQ 2022

#85 – O Eisner 2022, histórico para o Brasil

#84 – Quem vem primeiro: o roteirista ou o desenhista?

#83 – Qual brasileiro vai ao Eisner?

#82 – Dois quadrinhos franceses sobre a música brasileira

#81 – Pronomes neutros e o que se aprende com os quadrinhos

#80 – Retomando aquele assunto

#79 – O quadrinista brasileiro mais vendido dos EUA

#78 – Narrativistas e grafistas

#77 – George Pérez, passionate

#76 – A menina-robô que não era robô nem menina

#75 – Moore vs. Morrison nos livros de verdade

#74 – Os autores-problema e suas adaptações problemáticas

#73 – Toda editora terá seu Zidrou

#72 – A JBC é uma ponte

#71 – Da Cidade Submersa para outras cidades

#70 – A Comix 2000 embaixo do monitor

#69 – Três mulheres, uma Angoulême e a década feminina

#68 – Quem foi Miguel Gallardo?

#67 – Gidalti Jr. sobre os ombros de gigantes

#66 – Mais um ano lendo gibi

#65 – A notícia do ano é

#64 – Quando você paga pelo que pode ler de graça?

#63 – Como se lê quadrinhos da Marvel?

#62 – Temporada dos prêmios

#61 – O futuro da sua coleção é uma gibiteca

#60 – Vai faltar papel pro gibi?

#59 - A editora que vai publicar Apesar de Tudo, apesar de tudo

#58 - Os quadrinhos da Brasa e para que serve um editor

#57 - Você vs. a Marvel

#56 - Notícias aos baldes

#55 – Marvel e DC cringeando

#54 – Nunca tivemos tanto quadrinho no Brasil? Tivemos mais.

#53 - Flavio Colin e os quadrinhos como sacerdócio

#52 - O direct market da Hyperion

#51 - Quadrinhos que falam oxe

#50 - Quadrinho não é cultura?

#49 - San Diego é hoje

#48 - Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

#47 - A revolução dos quadrinhos em 1990

#46 - Um clássico POC

#45 - Eisner não é Oscar

#44 - A fazendinha Guará

#43 - Kentaro Miura, o karôshi e a privacidade

#42 - A maratona de Alison Bechdel, Laerte esgotada, crocodilos

#41 - Os quadrinhos são fazendinhas

#40 - Webtoons, os quadrinhos mais lidos do mundo

#39 - Como escolher o que comprar

#38 - Popeye, brasileiros na França e Soldado Invernal

#37 - Desculpe, vou falar de NFTs

#36 - Que as lojas de quadrinhos não fiquem na saudade

#35 - Por que a Marvel sacudiu o mercado ontem

#34 - Um quadrinista brasileiro e um golpe internacional

#33 - WandaVision foi puro suco de John Byrne

#32 - Biografia de Stan Lee tem publicação garantida no Brasil

#31 - Sem filme, McFarlane aposta no Spawnverso

#30 - HQ dá solução sobrenatural para meninos de rua

#29 - O prêmio de HQ mais importante do mundo

#28 - Brasileiros em 2021 e preguiça na Marvel

#27 - Brasileiros pelo mundo e brasileiros pelo Brasil

#26 - Brasileiros em 2021 e a Marvel no Capitólio

#25 - Mais brasileiros em 2021

#24 - Os brasileiros em 2021

#23 - O melhor de 2020

#22 - Lombadeiros, lombadeiras e o lombadeirismo

#21 - Os quadrinistas e o bolo do filme e das séries

#20 - Seleções do Artists’ Valley

#19 - Mafalda e o feminismo

#18 - O Jabuti de HQ conta a história dos quadrinhos

#17 - A italiana que leva a HQ brasileira ao mundo

#16 - Graphic novel é só um rótulo marketeiro?

#15 - A volta da HQ argentina ao Brasil

#14 - Alan Moore brabo e as biografias de Stan Lee

#13 - Cuidado com o Omnibus

#12 - Crise criativa ou crise no bolo?

#11 - Mix de opiniões sobre o HQ Mix

#10 - Mais um fim para o comic book

#9 - Quadrinhos de quem não desiste nunca

#8 - Como os franceses leem gibi

#7 - Violência policial nas HQs

#6 - Kirby, McFarlane e as biografias que tem pra hoje

#5 - Wander e Moebius: o jeitinho do brasileiro e as sacanagens do francês

#4 - Cheiro de gibi velho e a falsa morte da DC Comics

#3 - Saquinho e álcool gel: como manter as HQs em dia nos tempos do corona

#2 - Café com gostinho brasileiro e a história dos gibis que dá gosto de ler

#1 - Eisner Awards | Mulheres levam maioria dos prêmios na edição 2020

#0 - Warren Ellis cancelado, X-Men descomplicado e a versão definitiva de Stan Lee

 

(c) Érico Assis

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