Enquanto Isso | Acting Class, a graphic novel queridinha do ano

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Enquanto Isso | Acting Class, a graphic novel queridinha do ano

E mais: Ducks, Quarteto Fantástico: Ciclos, O Pequeno Astronauta e Little Nemo

Omelete
1 min de leitura
16.09.2022, às 15H02.
Atualizada em 18.09.2022, ÀS 16H41

Faz um tempo que a imprensa do EUA gosta de escolher a graphic novel do ano. Não é um concurso nem um troféu, mas tem aquela graphic que é vencedora no número de matérias que gera, entre entrevistas, resenhas e outras menções por aí. Pode virar prêmios mais pra frente. Por enquanto, é a queridinha. (E esse prestígio é alimentado por boa assessoria de imprensa, é claro.)

Em 2018, foi Berlim, de Jason Lutes. Em 2019, foi Rusty Brown, de Chris Ware. Em 2020, foi Kent State, de Derf Backderf. No ano passado foi The Secret to Superhuman Strength, de Alison Bechdel. A graphic novel deste ano é Acting Class, de Nick Drnaso.

 

Como você vê pela lista, a imprensa vai no confiável. (As assessorias também.) São autores que já têm carreira, alguma obra bem conhecida e que estão há um tempo preparando a nova. Drnaso cai em todas as categorias depois do baque que foi Sabrina em 2018.

E quando eu falo em imprensa, não é a especializada. Drnaso deu entrevistas ao Guardian (que fez resenha à parte), ao Independent, à Publishers Weekly, à Artforum. Teve preview na Atlantic, também acompanhado de entrevista. Acting Class foi recomendada pela New York Times Magazine e pela Vulture entre destaques do mês na cultura pop. A New Yorker, ápice da imprensa culta, já tinha feito um perfil comprido de Drnaso quando ele começou a produzir e deu o primeiro preview de Acting Class há dois anos.

Rolou até um minidocumentário sobre ele e a esposa, a também quadrinista Sarah Leitten

Na imprensa especializada, para ficar em uma amostra só, teve não uma, mas duas resenhas no mesmo mês no Comics Journal. A primeira, de Tim Hayes, torceu o nariz, como é típico do Journal“o efeito é uma manta de modernidade, de pós autenticidade, um visual tão irônico que vira legítimo, que faz todo personagem ficar com o olhar perdido de um meme de internet” – enquanto a segunda, de Lane Yates, é mais intelectualizada, falando em “simulacros”, “neoliberalismo”, “mediocridade branca”. E bastante positiva.

O que é Acting Class? É a história de uma dúzia de personagens que participam de um curso de teatro gratuito. O professor John Smith – o nome mais anônimo do inglês – passa uns exercícios esquisitos para os aspirantes a ator. Talvez ele seja charlatão, talvez seja excêntrico. Os alunos não ficam muito atrás: cada um tem seu problema em casa, traumas, vícios ou a mais pura solidão que vão sublimar através do curso livre.

A grande sacada da HQ é que os exercícios de atuação e a vida de cada personagem se misturam. Algumas cenas começam parecendo realidade, mas aí alguém diz “fim de cena” e o cenário ou figurino mudam – era só a imaginação do aluno imerso na atuação. Depois acontece o inverso: o que parecia atuação era vida real. Conforme a HQ anda, fica mais difícil identificar o que é real e o que é imaginação.

É um esquema esperto, que às vezes lembra David Lynch em Cidade dos Sonhos. Só que mais controlado, meticuloso. Um pouco mais claro, mesmo com as figuras low-energy e a sensação de tédio planejado no desenho de Drnaso.

A moral da história, já digo, não é que “a vida é um palco”. Também tem isso, mas não só. Drnaso quer retratar de um lado, um aspecto da vida contemporânea – todo mundo está sofrendo com alguma coisa e tentamos buscar a ficção e a companhia para parar de sofrer – e, do outro, quem se aproveita disso. Neste segundo ponto, ele chega bem perto daquela crítica certeira do momento político e social a que chegou em Sabrina. Falar mais é spoiler.

Circulou a declaração que Drnaso deu ao Guardian sobre quadrinhos e transtorno obsessivo-compulsivo. “Só falo por mim, mas eu concluí que existe algo nos quadrinhos que atrai gente com tendência à ansiedade ou ao TOC”, diz na entrevista.

Ele explica ao entrevistador que tem a ver com o tempo que o quadrinista se dedica a cada quadro ou página, ao trabalho meticuloso que se aplica mesmo sabendo que um leitor vai passar por aquilo em segundos. “Tem uma coisa terapêutica na solução dos problemas, de sacar como a sequência vai se desenrolar, se estruturar, como você dá ritmo. É bastante coisa pragmática pra se focar.”

No documentário, durante uma visita ao ateliê de Drnaso num subúrbio de Chicago, é mostrado que a maioria, se não todos os personagens de Acting Class foram pensados antes em pequenas pinturas, esculturas e muito, muito desenho de caras e bocas. (Aliás, na nova HQ, ele desenha os olhos dos personagens, não só os pontinhos que usava em Sabrina.)

Drnaso tem só 33 anos e a cara do quadrinista brasileiro Rodrigo Rosa (que entrevistei logo abaixo, por coincidência). Na declaração à ArtForum e no documentário, Drnaso diz que trabalhou como faxineiro e que aprendeu muito sendo essa pessoa de fundo, parte do cenário, que observa os outros. Hoje vive só dos quadrinhos, graças ao sucesso de Sabrina – que foi indicada ao Booker Prize, a primeira HQ a chegar lá.

Tem uma relação complicada com a fama: “Fica essa sensação de que eu não devia ter um privilégio desses, que eu não podia trabalhar nessa coisa e aproveitar o tanto que eu aproveito…”, ele diz ao Independent.

Drnaso também sofre. 

AS OUTRAS DO ANO

Ducks: Two Years in the Oil Sands, de Kate Beaton, é outra candidata a graphic novel mais falada do ano. Só não é tão explorada quanto Acting Class porque é um pouco mais recente: saiu esta semana na América do Norte.

É uma HQ autobiográfica de Beaton – conhecida pela webcomic Hark! A Vagrant, de piadas geniais com história e literatura – sobre o tempo em que ela trabalhou numa empresa de extração de betume no noroeste do Canadá. Mistura trabalho pesado, perigoso e desgastante, com abusos (inclusive sexual) e uma menina tentando quitar o crédito estudantil depois da faculdade. E uma das atividades mais prejudiciais ao meio ambiente.

É forte e tem o peso de 430 páginas. Tem alguns toques de humor e o ritmo que é só de Beaton.

De um lado bem diferente do espectro, Quarteto Fantástico: Ciclos também se encaixa nas mais comentadas do ano. A graphic novel de Alex Ross – em raro trabalho solo – é o espetáculo visual que muita gente esperava.

É capaz até de mudar a opinião de quem não curtia a arte de Ross, mesmo porque o artista adotou um estilo diferente. Embora o realismo ainda seja forte, tem alguns “excessos” no lápis que lembram muito o finado Neal Adams – assim como nos ângulos e perspectivas complicadas, embora Ross também explore isso há quase 30 anos.

O trabalho com as cores que é absolutamente inesperado, refletindo o que se vê de mais criativo no quadrinho contemporâneo (as cores de Criminal por Elizabeth Breitweiser e Jacob Phillips, por exemplo). E lindo pra caramba.

A história não é, digamos assim, nenhum Alan Moore. Mas não faz feio se você comparar às boas histórias do Quarteto de Lee/Kirby ou de John Byrne.

Curiosamente, Ciclos só é bem falada porque, nos EUA, não foi lançada pela Marvel, e sim pela editora Abrams – que tem um trabalho de assessoria de imprensa de verdade.

Chamo Ciclos pelo nome em português porque ela acabou de sair aqui pela Panini (a tradução é de Mario Barroso). Ducks ainda não tem editora no Brasil. Nem Acting Class.

E você pergunta: já estão escolhendo as melhores do ano em setembro? Este é o mercado livreiro dos Estados Unidos, que tem momento certos para suas levas de lançamento. Este período, de fim do verão e início de outono, costuma concentrar as grandes apostas do ano. Até novembro devem sair outros. Mas, se as editoras tiverem outros pesos pesados prontos, vão guardar para o ano que vem.

ALERTA DE QUADRINHO BOM

Não sei dizer se, entre as lançadas no Brasil, é a HQ do ano. Mas é a que me deixou mais tenso. Tenso como eu não me sentia com nada e há muito tempo, do momento em que eu passei da capa até fechar.

O Pequeno Astronauta, de Jean-Paul Eid, saiu no final do mês passado pela Nemo (a tradução é de Renata Silveira). Como a minha experiência foi esta, recomendo que você não leia sinopses nem do que ela trata antes de ler. Mas leia.

Só faço outro alerta: é impactante de um jeito especial se você é pai ou, quem sabe, se tem algum envolvimento com crianças atípicas.

Também é bom você saber que Astronauta ganhou o prêmio quebecoense da Associação de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos no início deste ano. O pessoal especializado do Canadá francófono a elegeu o melhor álbum de 2021.

E só mais uma coisa: é um quadrinho perfeito porque o autor consegue trabalhar um tema difícil com todo peso que ele merece ter, com todas as incertezas que envolve e com uma leveza de quem não quer só enfiar a faca no seu coração. Isso é difícil. E, nisso, Pequeno Astronauta é brilhante.

QUAL É A META DE META SE META BATER A META

O primeiro volume de Meta - Depto. de Crimes Linguísticos ganhou o Prêmio Jabuti de HQ no ano passado. O segundo volume da HQ de Marcelo Saravá, André Freitas, Omar Viñole e Deyvison Manes sai este ano e está buscando financiamento no Catarse.

No primeiro volume, que comentei aqui, os autores derrubaram a barreira entre criadores e criaturas numa história em que personagens de gibi matam seus autores. A surpresa está nas jogadas metalinguísticas, que vão muito além do personagem que olha pro leitor.

No segundo volume, os autores prometem aplicar “recursos gráficos de forma inédita nos quadrinhos, transformando a leitura numa experiência imersiva, participativa e cheia de surpresas”, segundo o release.

Fui incomodar Marcelo Saravá para saber mais.

“Você prefere ficar sabendo do que vai acontecer e não ter autorização de contar OU ter uma dica super-hermética de uma coisa que eu não posso revelar por que é spoiler?”, ele me perguntou.

Também sou leitor, também quero a surpresa. Fui de segunda opção.

“Me inspirei em jogos de tabuleiro pra transformar a leitura de meta em um verdadeiro legado.”

Hermética mesmo. Pedi outra. Também hermética.

“O leitor vai ter uma verdadeira escolha de Sofia na história.”

Mais uma?

A resposta foi: “Ai, ai, ai.”

Não parece dica, mas só um sinal de que eu estava exigindo demais do autor. Paramos por aí. Estou curioso.

Meta vol. 2: A Jornada do Leitor fica até 26 de outubro no Catarse. A HQ vai sair pela editora Zarabatana e fica pronta na CCXP.

Os autores também informam que “o resultado da campanha no Catarse também pode ter consequências no futuro dos nossos personagens”.

Bônus: se Meta superar a meta, apoiadores vão ganhar um postal com Stan Lee desenhado ao estilo Romero Britto. Por favor, faça acontecer.

PEQUENO GRANDE NEMO

No momento em que estou escrevendo, a campanha de Little Nemo vol. 1 (1905-1909) no Catarse passou de 700 apoiadores e atingiu 64% da sua meta. No momento em que estou revisando, ela já chegou a 70%. Ainda não fechou 48 horas no ar.

É um projeto histórico em muitos sentidos: será a primeira edição brasileira dedicada ao quadrinho clássico dos clássicos de Winsor McCay, que estreou há quase cento e vinte anos; vai ser uma edição luxuosa, em tamanho avantajado, primeira de dois volumes que reunirão toda a primeira fase de Nemo; e está nas mãos de uma editora, a Figura, que em cinco anos de atividade cavou o nicho do quadrinho histórico de altíssimo luxo, fidelizou esse nicho e parece a editora ideal para encampar um projeto do porte que merece Little Nemo.

Tem mais um ponto histórico na jogada. É a maior meta que já se estipulou para uma campanha de financiamento coletivo de quadrinhos no Brasil: R$ 180 mil. E é uma campanha tudo-ou-nada: se não chegar neste mínimo, Little Nemo não sai.

Provavelmente vai sair. E ninguém vai virar Tio Patinhas. O projeto tem meta alta porque o custo de gráfica vai ser estratosférico e os valores de envio com segurança e proteção, já embutidos na meta, também não são baixos.

Financiamentos coletivos de HQ já superaram esta meta. E muito: Confinada, no ano passado, passou dos 600 mil. A recente Bom Dia Socorro chegou perto dos 200 mil. A própria Figura já superou 180 mil em três campanhas; a Coleção Toppi, do início deste ano, chegou perto dos 250 mil.

Mas Rodrigo Rosa, editor da Figura, confirma que dá um frio na barriga. “Antes de tudo, por ser uma pré-venda de uma obra de tanta importância quanto é Little Nemo. Depois, pelo valor que precisamos arrecadar para viabilizar a edição, que é a mais custosa que já produzimos até aqui. Mas nossas melhores expectativas estão sendo superadas.”

Ele está confiante de que a meta vai ser atingida em poucos dias. “É uma alegria enorme ver como os leitores apostaram no projeto e como confiam na qualidade de nosso trabalho editorial.”

O que os mais de 700 apoiadores em menos de 48 horas revelam é que esta edição de Little Nemo faz parte de uma construção de mercado que aconteceu devagar, mas está dando resultado. O que também é histórico.

(Um aviso: tenho um dedo nesta edição de Little Nemo como autor do posfácio, que conta a biografia de Winsor McCay e tudo que Nemo influenciou durante e depois da sua época. A editora me pediu um texto, eu entreguei um livreto: equivale a umas cinco colunas como esta.)

E isso aqui está muito pouco falado: você sabia que tem uma adaptação de Little Nemo para longa-metragem? Chama-se Terra dos Sonhos e estreia em novembro na Netflix. Tem o Jason Momoa de Flip e tem a cama com as pernas compridas. Veja o trailer abaixo:

VIRANDO PÁGINAS

Diane Noomin, um dos maiores nomes do quadrinho underground nos EUA, faleceu em 1º de setembro aos 75 anos. Num “velório escrito” no Comics Journal, com depoimentos de vários autores, Gary Groth escreveu: “Contrário à reputação de viveiro do sexismo e da misoginia, a onda dos underground comix incluiu mais mulheres do que qualquer outro movimento, período ou era até aquele momento na história do cartum, e Diane Noomin esteve entre elas a partir de sua contribuição à Wimmen’s Comix em 1973.”

Além de produzir quadrinhos como os da personagem DiDi Glitz, Noomin foi editora, tendo produzido a Twisted Sisters Comics junto a Aline Kominsky-Crumb nos anos 1970. Ela casou-se com outro nome do underground, Bill Griffith, na mesma época e estava na ativa até recentemente. Seu último trabalho foi a organização de Drawing Power, uma coletânea de HQs de autoras sobre a era Trump e o movimento #MeToo.

Seth, o canadense Gregory Gallant, completa 60 anos hoje. Autor de A Vida É Boa Se Você Não Fraquejar e de Wimbledon Green ainda se veste como se vivesse há cem anos. Na semana que vem sai George Sprott: 1894-1975, uma de suas melhores graphic novels, pela Mino (com tradução de Aline Zouvi). Lá fora, ele prepara a edição 24 de sua série Palookaville para o ano que vem.

Bianca Pinheiro completa 35 anos na quarta-feira, dia 21. A autora de Bear, as Graphics MSP da Mônica, Eles Estão Por Aí e Sob o Solo (os dois últimos com Greg Stella) não tem projeto anunciado no momento, mas comentou alguns em desenvolvimento no início do ano passado, nesta coluna.

Steve Gerber, um dos grandes nomes do roteiro de quadrinhos, completaria 75 anos na terça-feira, dia 20. Gerber foi um dos criadores de Howard o Pato e Homem-Coisa, escreveu todos os principais personagens de Marvel e DC, além de ter sido roteirista de desenho animado. Ele faleceu precocemente de fibrose pulmonar em 2007.

A segunda série de Batman na editora Abril, na época do formatinho, chegou às bancas em 10 de setembro de 1987, há 35 anos. Foi a estreia brasileira de Ano Um, de Frank Miller e David Mazzucchelli.

Capitão América n. 100, também da Abril, saiu no mesmo mês comemorando o número sem nenhuma história do Capitão América – mas com a publicação das primeiras histórias clássicas de Quarteto Fantástico, Hulk, Homem-Aranha e Thor, todas com introdução de Stan Lee contando bastidores e cada uma delas acompanhada por uma história moderna. Foi um momento histórico para este leitor.

UMA CAPA

De Hassan Otsmane-Elhaou na capa alternativa de Above Snakes n. 3. Saiu esta semana nos EUA pela Image. Otsmane-Elhaou é, como você já deve ter se dado conta, o letreirista da série de western e fantasia de Sean Lewis e Hayden Sherman.

UMA TIRA

Da Laerte. Saiu no ano passado na Folha de S. Paulo, entrou há pouco no Manual do Minotauro.

(o)

Sobre o autor

Érico Assis é jornalista da área de quadrinhos desde que o Omelete era mato. Também é autor do livro Balões de Pensamento – textos para pensar quadrinhos. (Logo, logo tem Balões 2.)

Sobre a coluna

Toda sexta-feira (ou quase toda), virando a página da semana nos quadrinhos. O que aconteceu de mais importante nos universos das HQs nos últimos dias, as novidades que você não notou entre um quadrinho e outro. Também: sugestões de leitura, conversas com autores e autoras, as capas e páginas mais impactantes dos últimos dias e o que rolar de interessante no quadrinho nacional e internacional.

#89 – Não gostei de Sandman, quero segunda temporada

#88 – O novo selo Poseidon e o Comicsgate

#87 – O mundo pós-FIQ: você tinha que estar lá

#86 – Quinze lançamentos no FIQ 2022

#85 – O Eisner 2022, histórico para o Brasil

#84 – Quem vem primeiro: o roteirista ou o desenhista?

#83 – Qual brasileiro vai ao Eisner?

#82 – Dois quadrinhos franceses sobre a música brasileira

#81 – Pronomes neutros e o que se aprende com os quadrinhos

#80 – Retomando aquele assunto

#79 – O quadrinista brasileiro mais vendido dos EUA

#78 – Narrativistas e grafistas

#77 – George Pérez, passionate

#76 – A menina-robô que não era robô nem menina

#75 – Moore vs. Morrison nos livros de verdade

#74 – Os autores-problema e suas adaptações problemáticas

#73 – Toda editora terá seu Zidrou

#72 – A JBC é uma ponte

#71 – Da Cidade Submersa para outras cidades

#70 – A Comix 2000 embaixo do monitor

#69 – Três mulheres, uma Angoulême e a década feminina

#68 – Quem foi Miguel Gallardo?

#67 – Gidalti Jr. sobre os ombros de gigantes

#66 – Mais um ano lendo gibi

#65 – A notícia do ano é

#64 – Quando você paga pelo que pode ler de graça?

#63 – Como se lê quadrinhos da Marvel?

#62 – Temporada dos prêmios

#61 – O futuro da sua coleção é uma gibiteca

#60 – Vai faltar papel pro gibi?

#59 - A editora que vai publicar Apesar de Tudo, apesar de tudo

#58 - Os quadrinhos da Brasa e para que serve um editor

#57 - Você vs. a Marvel

#56 - Notícias aos baldes

#55 – Marvel e DC cringeando

#54 – Nunca tivemos tanto quadrinho no Brasil? Tivemos mais.

#53 - Flavio Colin e os quadrinhos como sacerdócio

#52 - O direct market da Hyperion

#51 - Quadrinhos que falam oxe

#50 - Quadrinho não é cultura?

#49 - San Diego é hoje

#48 - Robson Rocha, um condado, risografia e Cão Raivoso

#47 - A revolução dos quadrinhos em 1990

#46 - Um clássico POC

#45 - Eisner não é Oscar

#44 - A fazendinha Guará

#43 - Kentaro Miura, o karôshi e a privacidade

#42 - A maratona de Alison Bechdel, Laerte esgotada, crocodilos

#41 - Os quadrinhos são fazendinhas

#40 - Webtoons, os quadrinhos mais lidos do mundo

#39 - Como escolher o que comprar

#38 - Popeye, brasileiros na França e Soldado Invernal

#37 - Desculpe, vou falar de NFTs

#36 - Que as lojas de quadrinhos não fiquem na saudade

#35 - Por que a Marvel sacudiu o mercado ontem

#34 - Um quadrinista brasileiro e um golpe internacional

#33 - WandaVision foi puro suco de John Byrne

#32 - Biografia de Stan Lee tem publicação garantida no Brasil

#31 - Sem filme, McFarlane aposta no Spawnverso

#30 - HQ dá solução sobrenatural para meninos de rua

#29 - O prêmio de HQ mais importante do mundo

#28 - Brasileiros em 2021 e preguiça na Marvel

#27 - Brasileiros pelo mundo e brasileiros pelo Brasil

#26 - Brasileiros em 2021 e a Marvel no Capitólio

#25 - Mais brasileiros em 2021

#24 - Os brasileiros em 2021

#23 - O melhor de 2020

#22 - Lombadeiros, lombadeiras e o lombadeirismo

#21 - Os quadrinistas e o bolo do filme e das séries

#20 - Seleções do Artists’ Valley

#19 - Mafalda e o feminismo

#18 - O Jabuti de HQ conta a história dos quadrinhos

#17 - A italiana que leva a HQ brasileira ao mundo

#16 - Graphic novel é só um rótulo marketeiro?

#15 - A volta da HQ argentina ao Brasil

#14 - Alan Moore brabo e as biografias de Stan Lee

#13 - Cuidado com o Omnibus

#12 - Crise criativa ou crise no bolo?

#11 - Mix de opiniões sobre o HQ Mix

#10 - Mais um fim para o comic book

#9 - Quadrinhos de quem não desiste nunca

#8 - Como os franceses leem gibi

#7 - Violência policial nas HQs

#6 - Kirby, McFarlane e as biografias que tem pra hoje

#5 - Wander e Moebius: o jeitinho do brasileiro e as sacanagens do francês

#4 - Cheiro de gibi velho e a falsa morte da DC Comics

#3 - Saquinho e álcool gel: como manter as HQs em dia nos tempos do corona

#2 - Café com gostinho brasileiro e a história dos gibis que dá gosto de ler

#1 - Eisner Awards | Mulheres levam maioria dos prêmios na edição 2020

#0 - Warren Ellis cancelado, X-Men descomplicado e a versão definitiva de Stan Lee

 

(c) Érico Assis

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