Melhores shows de 2018 no Brasil

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Música

Lista

Melhores shows de 2018 no Brasil

Segundo o editorial do Omelete

A cozinha
23.12.2018
15h00
Atualizada em
26.12.2018
13h38
Atualizada em 26.12.2018 às 13h38

Continuando a série de listas com os favoritos do Omelete em 2018, selecionamos os shows que marcaram o nosso ano no Brasil.

Veja também:

Mac DeMarco | Lollapalooza Brasil 2018

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Festivais servem para perder muitas atrações por conflitos de horário. Mac DeMarco sentiu isso na pele ao se apresentar na mesma hora que os Red Hot Chilli Peppers, mas contornou isso com bom humor e entregou uma memorável e divertida apresentação de seu rock indie cheio de sintetizadores - Arthur Eloi

Roger Waters | São Paulo

Natália Bridi

Além de um belo setlist, uma banda exemplar e uma produção realmente estonteante, por causa do contexto político, estar no 1º show do Roger Waters em São Paulo pareceu algo histórico de verdade -Julia Sabbaga.

O pai de Waters morreu durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos de um nazista e o músico dedicou sua carreira a denunciar o fascismo ao redor do mundo. A presença do tema é muito clara em músicas como "Another Brick in the Wall" e "Pigs", mas parece que em algum momento a mensagem se perdeu para parte de seu público. Mesmo criticado por uma parcela de seus "fãs", os shows que fez ao redor do país no final do ano foram espetáculos para os ouvidos e para os olhos e, a sua maneira, ele ainda conseguiu passar sua mensagem anti-fascista. Além disso, é impossível não se emocionar com "The Great Gig in the Sky" ao vivo - Fábio Gomes.

The Killers | Lollapalooza Brasil 2018

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O Lollapalooza é um festival questionável, com seus line-ups estranhos e disposição de palcos confusa. Mas o encerramento da edição 2018 teve brilho com o show do The Killers. Tocando os maiores hits e com a simpatia de Brandon Flowers, a banda animou o público e entregou uma apresentação inesquecível para os fãs. Nem mesmo a ausência de alguns membros da formação original prejudicou o resultado. Que voltem mais vezes! - Camila Sousa.

Sun Kil Moon | São Paulo

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A experiência visceral de ouvir as canções confessionais de Mark Kozelek só fica completa no registro ao vivo; ele interage com o público, declama textos, e se mostra ainda mais vulnerável do que nos álbuns - Marcelo Hessel.

David Byrne| Lollapalooza Brasil 2018

Natália Bridi

O espetáculo da turnê American Utopia foi o melhor show no pior lugar. A inventividade de Byrne cria uma atmosfera urbana e viva entre o cinza dos figurinos e da cortina de correntes que adorna o palco, povoando essa ambientação com músicos vibrantes que carregam seus instrumentos no corpo e não param um minuto no mesmo lugar. Todo o espetáculo é coreografado para que a música não seja apenas apresentada, mas vivida, por quem está no palco e por quem está na plateia. Daí ser esse o show certo no lugar errado, o Lollapalooza, um festival de música que a cada ano se torna mais um background para fotos e stories do que um local para a descoberta e reverência de talentos. Ainda que tivesse muita gente feliz em ver o ex-Talking Heads, uma boa parte do público só estava esperando o show seguinte, do Imagine Dragons, sem a menor noção ou disposição para aproveitar o que tinha na frente - Natália Bridi.

Katy Perry | Witness The Tour São Paulo

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Em seu show Katy Perry transportar o público para uma atmosfera cheia de fantasia e encanto, com  flamingos gigantes, dados enormes e um acústico nos anéis de Saturno - Camila Leal.

Harry Styles | São Paulo

Stephanie Hahne/TMDQA!/Reprodução

A última vez que Harry Styles passou pelo Brasil ele tocou para um estádio do Morumbi lotado por mais de 50 mil fãs do grupo One Direction, recorde da carreira até então. Em maio deste ano, o cantor voltou para apresentar seu trabalho solo de forma mais intimista, mais madura. Apesar do público ainda ser majoritariamente composto por adolescentes nostálgicas pelos tempos em que ele ainda dividia o palco com mais 4 garotos, Styles mostrou uma entrega sem igual e, sabendo do seu poder diante dos fãs, segurou o público na mão pelas 2 horas de apresentação. Mais do que ver um trabalho consistente - como foi seu álbum solo - fiquei feliz de presenciar na frente dos meus olhos um músico em constante evolução - Patricia Gomes