Os 10 Melhores Filmes Que Vimos na 50ª Mostra SP
De sucessos internacionais a longas brasileiros, os 10 melhores filmes que a equipe do Omelete viu na 50ª Mostra de Cinema de São Paulo
Créditos da imagem: Reprodução/Montagem
A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo fez jus ao fato de ser uma edição histórica. Completando cinquenta anos, este grande festival trouxe convidados incríveis como James Gray, Boots Riley e S.S. Rajamouli, e entregou ao público uma seleção variada.
- Entrevista: S.S. Rajamouli quer filmar no Brasil: “Se surgir uma boa história, adoraria”
- Entrevista: Boots Riley relaciona I Love Boosters com eleição de Lula: “O trabalhador tem o poder”
Entre clássicos, filmes brasileiros, sucessos em festivais internacionais e surpresas como o grande encerramento, não faltaram boas opções para assistir esse ano na Mostra. Por isso, abaixo, listamos em ordem alfabética os 10 melhores filmes que a equipe do Omelete conferiu no evento.
Behemoth! Uma Vida Composta em Peças
Entre a trilogia Bourne, Conduta de Risco e Andor, Tony Gilroy deixou claro que é um mestre em misturar tensão e drama em suas obras. Assinando o roteiro dos filmes estrelados por Matt Damon, Gilroy ajudou a ditar o cinema de ação nos anos 2000, apresentando um herói humanizado e atormentado. Já com Star Wars, ele colocou os pés da franquia no chão com dramas relevantes para o mundo real, tanto em Andor quanto em Rogue One. É interessante então que, após histórias de ação, espionagem e intrigas, tenhamos Behemoth!, longa que Gilroy escreve e dirige, e enxergamos um drama sobre inspiração, arte, propósito, família e música. Muita música. - Alexandre Almeida (Leia a crítica completa).
Everytime
que acontece quando alguém morre, hoje, no Século 21? Minha intenção com essa pergunta não é especular sobre uma vida após a morte que teria, por alguma razão, alguma característica específica à nossa época. O que realmente acontece, particularmente com os amados daquela pessoa que são deixados para lidar com a perda numa época onde registros do falecido nos cercam constantemente? É essa dinâmica que anima o febril, hipnótico e devastador Everytime de Sandra Wollner, um dos melhores filmes de 2026. - Guilherme Jacobs (Leia a crítica completa).
Feito Pipa
Existem filmes que retratam o interior do Nordeste brasileiro pela lente da dureza — da seca, da pobreza, da violência. Feito Pipa escolhe um caminho diferente e, ao fazer isso, entrega uma das experiências mais bonitas do cinema brasileiro em 2026: ele olha para essa mesma região e enxerga, ali, espaço para brilho, glitter e liberdade. - André Zuliani (Leia a crítica completa).
Fjord
Não há saídas fáceis em Fjord — e não menciono isso porque o cenário norueguês que dá nome ao filme do romeno Cristian Mungiu só pode ser acessada por barco quando neva, o que é bem frequente. Meio drama de família, meio suspense de tribunal, seu novo longa é um dos menos tensos mas mais emocionalmente devastadores de sua carreira. Alguns anos depois de tratar de imigrantes e discriminação na conservadora Romênia em RMN, o cineasta praticamente inverte o jogo. Partindo para a ultra progressista Noruega, ele elenca uma série de perguntas difíceis e, além de não oferecer respostas, também nos deixa pensando que, talvez, elas nem existam. - Guilherme Jacobs (Leia a crítica completa).
Minotauro
Inspirado em A Mulher Infiel (1969) de Claude Chabrol, o novo filme de Andreï Zvyagintsev representa seu melhor trabalho até aqui. Um premeditado mas nunca entediante drama familiar, Minotauro traça uma linha direta entre o que acontece numa família russa e a situação atual do país, com a então recém-iniciada invasão à Ucrânia servindo de contexto e subtexto para uma trama cujos paralelismos são arrepiantes e assustadores. - Guilherme Jacobs (Leia a crítica completa).
Ney Por Trás das Máscaras
Se Eu Fosse Vivo... Vivia
Se Eu Fosse Vivo… Vivia não demora a deixar claro que é um filme muito melhor aproveitado quando se conhece bem a cultura brasileira. Gírias, piadas e até a nossa natureza fofoqueira arrancam risos logo nos primeiros minutos do longa de André Novais Oliveira. Uma vez que nos acostumamos com as particularidades de Gilberto (Norberto Novais Oliveira) e Jacira (Conceição Evaristo), sentimos conforto por estarmos vendo personagens familiares, o que também aumenta nossa angústia quando os conflitos da história começam a surgir. - Breno Deolindo (Leia a crítica completa).
O Sentido da Vida
O que Ryusuke Hamaguchi tem explorado em seu cinema nesta década? Olhando sua tríade de obras-primas nos anos 2020 – A Roda do Destino (2021), Drive My Car (2021) e O Mal Não Existe (2024) – fica claro que o cineasta japonês está interessado em comunicação, humanismo e arte, entre outras coisas. Sendo este o caso, não é injusto chamar seu novo filme, O Sentido da Vida, pelo título original (All of a Sudden – ou, "de repente"), do projeto para o qual ele vinha construindo. Repleto de ecos de seus últimos trabalhos mas inteiramente único em sua carga emocional, o novo longa do diretor (e com mais de três horas de duração, coloque longa nisso) confirma novamente o status de Hamaguchi como um dos melhores da atualidade. - Guilherme Jacobs (Leia a crítica completa).
Tigre de Papel
Retornando à combinação de cinema de gênero e drama familiar que aspira a comentários sobre os fundamentos da sociedade estadunidense, James Gray faz grande trabalho em Tigre de Papel. Quase uma continuação espiritual de Os Donos da Noite – ou, já que a história se passa em 1986, um prequel – seu novo filme é novamente centrado em irmãos que se encontram envolvidos em conspirações criminosas. A diferença é que, dessa vez, eles literalmente pediram para se aproximar das figuras que agora os perseguem. - Guilherme Jacobs (Leia a crítica completa).
Tudo Pode Ser Visto
Caso você pergunte sobre Tudo Pode Ser Visto para alguém que já conhece o trabalho de Nathan Fielder, a resposta deve ser algo em torno dele ser um diretor que borra a linha entre a verdade e a ficção. Esse aspecto tem sido amplamente usado como a descrição mais básica possível sobre o documentário da A24, mas mesmo antes de sentar para assistir ao filme, eu já não concordava tanto com essa simplificação; se fosse escolher um único trejeito para descrever Fielder, usaria sua tendência por extrapolar a forma que encaramos dinâmicas sociais. - Breno Deolindo (Leia a crítica completa aqui).
Editar comentário
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login para comentar e avaliar
Compartilhe sua opinião, publique críticas e participe das discussões com a comunidade Omelete.Escrever comentário