10 Melhores Filmes de 2026 (Até Agora) e Onde Assistir
Veja o que o ano teve de melhor no cinema!
Créditos da imagem: Divulgação/Montagem
Por mais que o Oscar e as premiações dos filmes do ano anterior sempre dominem a conversa nos primeiros meses do ano seguinte, nunca faltam bons lançamentos inéditos entrando em cartaz nos cinemas. Em 2026, isso não foi diferente. De blockbusters como Devoradores de Estrelas a títulos nacionais como Ato Noturno, o primeiro trimestre teve ótimas opções para públicos de todos os gostos.
Por isso, chegou a hora de listarmos os 10 melhores de 2026 (até agora) e onde assistir a cada um. A lista desconsidera filmes que entraram na corrida do Oscar passado mas que só estrearam no Brasil em janeiro (exemplo: Hamnet, Marty Supreme) visto que eles já figuram na nossa lista de melhores filmes de 2025.
Um aviso importante: Essa lista, que por hora é apresentada em ordem alfabética, será atualizada constantemente com novas séries entrando e saindo. Ao fim do ano, ela se transformará na nossa lista definitiva de melhores séries de 2026.
Ato Noturno
Onde assistir: Disponível para aluguel e compra no Google Play.
Ato Noturno começa com um conspícuo zoom em Matias (Gabriel Faryas), ator de uma companhia de teatro prestigiada de Porto Alegre, que ensaia uma nova peça e agora é visitada pela diretora de elenco de uma grande série que será filmada nos arredores. Durante as quase 2h que se seguem, os diretores e roteiristas Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (Tinta Bruta) empregam esse recurso algumas outras vezes, num aceno claro às estratégias de autores vulgares dos anos 1970 e 1980, como Brian De Palma, Adrian Lyne e Joel Schumacher. - Caio Coletti (Leia a crítica completa).
Cara de um, Focinho do Outro
Onde assistir: Em cartaz nos cinemas; daqui a alguns meses: em streaming no Disney+.
Por anos, o elemento mais comum em animações da Disney – e algo recorrente nos filmes da Pixar – foi o conceito dos animais falantes. Ainda que os brinquedos sejam mais famosos, as sociedades de criaturas antropomórficas são, talvez, o “mundo secreto” mais comum nessas histórias, mas só agora, no divertidíssimo Cara de Um, Focinho de Outro, é que a tensão inerente a essa ideia foi abordada. O que acontece quando um humano descobre esse universo e se torna capaz de se comunicar com os bichos? - Guilherme Jacobs (Leia a crítica completa).
Casamento Sangrento 2: A Viúva
Onde assistir: Em cartaz nos cinemas, em breve em streaming no Disney+.
A grande surpresa de Casamento Sangrento 2: A Viúva é que em nenhum momento o filme transparece motivações marketeiras ou cai na repetição preguiçosa. Ao contrário: os roteiristas Guy Busick e R. Christopher Murphy, repetindo a parceria do primeiro filme, acertam em cheio ao expandir o campo narrativo da trama e, assim, encontrar novos temas para abordar através do artifício de gênero. Se Casamento Sangrento era sobre o terror de conhecer seus sogros, A Viúva é sobre como as pressões do dinheiro e da influência corrompem estruturas familiares e frequentemente quebram laços fraternais. - Caio Coletti (Leia a crítica completa).
Depois do Fogo
Onde assistir: Disponível em streaming na Netflix.
Lançado no Festival de Sundance semanas depois dos incêndios em Los Angeles, Depois do Fogo é mais do que o seu timing tragicamente oportuno. Sua história de tragédia e procura por saída, seu argumento pela perseverança (social e, vamos lá, geográfica), sua celebração de comunidade como grupo de indivíduos entrelaçados historicamente a um lugar… tudo isso conversa com gente de todo canto. Walker-Silverman, exatamente como fez em A Love Song, mergulha em uma história profundamente Meio-Oeste estadunidense só para propor um faroeste contemporâneo que abrace a humanidade comum que existe por lá. Como artista, ele está menos interessado em fazer mitos, e mais interessado em entender a vida deles. - Caio Coletti (Leia a crítica completa).
Devoradores de Estrelas
Onde assistir: Em cartaz nos cinemas; daqui a alguns meses: em streaming no Prime Video.
Uma ficção científica que coloca o sentimento na frente da ciência, Devoradores de Estrelas mantém o Sol ardendo para aquecer o coração de seu espectador. Fazendo seu protagonista provar seu próprio valor para descobrir sua nova paixão, o filme mostra que sempre há esperança, mesmo quando escondida na autodepreciação. Essa virada de chave do ceticismo para a esperança e o perdão faz do longa-metragem um bálsamo necessário para tempos em que a incerteza sobre o futuro coloca em xeque nossa motivação para seguir em frente - como os que vivemos hoje. - Pedro Henrique Ribeiro (Leia a crítica completa).
Dinheiro Suspeito
Onde assistir: Disponível em streaming na Netflix.
Com a má fase do universo de super-heróis no cinema e uma injeção de doses extraordinárias de filmes de ação genéricos, é de se surpreender que o brilho de Dinheiro Suspeito venha de sua semelhança a obras antigas. Dirigido por Joe Carnahan (A Última Cartada), o longa que reúne Matt Damon e Ben Affleck em mais uma parceria - dentro e fora das telas - tem o espírito de thrillers policiais que fizeram sucesso entre as décadas de 1970 e 1980. Enquanto títulos atuais se apoiam em acrobacias e grandes explosões, a nova aposta da Netflix triunfa ao retornar ao básico: construir sua história através de um bom suspense. - André Zuliani (Leia a crítica completa).
O Drama
Onde assistir: Em cartaz nos cinemas
O Drama é o que toda boa história de internet (reproduzida nos inúmeros perfis de TikTok, YouTube e podcasts que ganham a vida com isso) precisa ser para viralizar: inflamatório, corrente e estupidamente despreparado para lidar com tudo isso. E, de certa forma, não é surpresa – já em O Homem dos Sonhos, Borgli tinha demonstrado fluência na linguagem da internet, e interesse em analisar os seus pormenores para revelar sua toxicidade. Aquele filme era sobre memes, e a vida útil miserável deles; este, é sobre fofoca. Ambos, no fundo, são sobre como os espaços virtuais contaminaram os espaços reais, e despertaram em nós os instintos reativos mais básicos. - Caio Coletti (Leia a crítica completa).
The Moment
Onde assistir: Disponível para compra e aluguel no Prime Video (a partir de 5 de abril).
Ninguém em The Moment parece entender (ou talvez aceitar) que Charli XCX vai lançar mais álbuns após o sucesso de brat – e isso inclui a própria Charli XCX. Como ela mesma admite em certo ponto do filme, durante conversa com a parceira criativa Celeste (Hailey Gates, de Marty Supreme), o disco de 2024 a trouxe para a consciência do mainstream de uma forma inesperada, e através de uma obra que ela pôde conceptualizar e lançar como bem entendeu, justamente porque as instituições da indústria ainda não prestavam muita atenção nela. Após anos sendo “o futuro do pop”, portanto, Charli precisa lidar com ser o presente… ou, enfim, “O Momento”. Mas quando é que “o momento” passa? The Moment, o filme, é uma ficcionalização ousada do processo de desapego que uma artista precisou inventar para si mesma, a fim de não ficar refém do disco que a catapultou para uma fama que ela nunca experimentou antes. - Caio Coletti (Leia a crítica completa).
Socorro!
Onde assistir: Atualmente indisponível no Brasil após passagem nos cinemas; em breve em streaming no Disney+.
São quase 15 anos desde que Sam Raimi lançou Arraste-me Para o Inferno, seu último trabalho de terror para o cinema. O tempo e a passagem do diretor por filmes como Oz: Mágico e Poderoso e o ótimo Doutor Estranho no Multiverso da Loucura tornam ainda mais curioso que seja justamente a produção de 2009 a acompanhar o clássico A Morte do Demônio no material promocional de Socorro!, filme que marca o retorno dele ao gênero. É nessa dupla de referências que reside um dos grandes brilhos da trama estrelada por Rachel McAdams e Dylan O’Brien: o horror cômico característico de Raimi. - Alexandre Almeida (Leia a crítica completa).
YES
Onde assistir: Disponível para streaming na Reserva Imovision.
Escrito, originalmente, antes do massacre de 7 de outubro de 2023, e da resposta violenta que Israel vem conduzindo desde então, YES foi reconstruído como um filme poderosamente imperfeito sobre a impossibilidade de um artista em processar, quanto mais entender, o que aparece em seu celular dia após a dia, e como sua alma é gradualmente sufocada enquanto ele precisa manter as aparências – para os outros e para si mesmo. Está claro, em tela, que o israelense Nadav Lapid precisava fazer esse filme. A ansiedade que infecta a tela sugere que, se ele não o fizesse, sua cabeça explodiria. - Guilherme Jacobs (Leia a crítica completa).
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