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Ray Fisher reforça acusações contra Warner Bros. em vídeo

Ator afirmou que Walter Hamada, presidente da DC Films, não acreditou em acusações sobre Geoff Johns

Nicolaos Garófalo
06.09.2020
17h44
Atualizada em
07.09.2020
20h01
Atualizada em 07.09.2020 às 20h01

Após revelar um e-mail enviado aos seus advogados após uma conversa com o investigador contratado pela Warner para analisar suas acusações contra Joss Whedon, Geoff Johns e Jon Berg, Ray Fisher voltou a criticar o comportamento do estúdio diante da história. Segundo o ator, o comunicado emitido pela empresa no último sábado (5) seria apenas uma tentativa de acobertar a culpa dos acusados, o que seria evidenciado pela ausência de falas diretas.

Pelo Instagram, Fisher afirmou ainda que tem diversos comprovantes de seus contatos não só com os responsáveis pela investigação, mas com diversas outras pessoas, não identificadas pelo ator por não usufruírem das mesmas oportunidades para se defender. Além disso, o intérprete do Cyborg afirmou que é mentira que Walter Hamada, presidente da DC Films, teria sido o responsável por pedir pela investigação. “No texto, eles deixaram a entender que ele me agraciou ao sugerir a investigação. Não foi isso”.

Sobre suas acusações contra Johns, Fisher afirmou que Hamada se negou a acreditar nas palavras do ator, levando em conta suas experiências anteriores com o roteirista em Shazam!. “Walter estava tentando proteger Geoff Johns por causa de sua parceria [com a Warner] como Mulher-Maravilha 1984 e sei lá quais outros projetos eles estão preparando”.

Fisher disse também que Johns teria mandado mensagens “se vangloriando pela escalação de outro ator para fazer o Cyborg em [Patrulha do Destino], que ele estava produzindo”. O ator disse ainda que, além das reclamações contra o quadrinista, ele também “entrou em detalhes” sobre sua experiência com Whedon e Berg.

O único jeito de escapar dos jogos de relações públicas é com fatos concretos e mostrar pras pessoas que você não está brincando”, disse o ator. Confira o vídeo completo abaixo:

Por fim, Fisher ainda agradeceu novamente os fãs que, além de o alertarem sobre o pronunciamento da Warner, o defenderam das acusações do estúdio. “Eles testaram a água com esse comunicado e as pessoas não acreditaram neles”.

Entenda o caso

Whedon foi acusado de postura abusiva no set de Liga da Justiça, filme da DC de 2017 no qual entrou para o posto de diretor após a saída de Zack Snyder. Segundo as primeiras falas de Fisher, "o tratamento que Joss Whedon deu ao elenco e à equipe no set de Liga da Justiça foi nojento, abusivo, antiprofissional e completamente inaceitável.

Mais tarde, o diretor Kevin Smith afirmou ter ouvido relatos que dão força ao argumento de Fisher. Depois, as dublês de Buffy, A Caça-Vampiros - série criada por Whedon - acusaram o criador de ser egomaníaco - saiba mais.

Joss Whedon assumiu as filmagens de Liga da Justiça depois da saída de Zack Snyder da direção por problemas familiares. A reação negativa em torno do filme estimulou pedidos pela versão original do longa, já que muito material planejado pelo Snyder não entrou na versão final. Após muito tempo, a Warner confirmou o lançamento do SnyderCut para 2021 no HBO Max, streaming do grupo Time Warner.