Ray Fisher em Liga da Justiça/Warner

Créditos da imagem: Warner Bros./Divulgação

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Warner diz que Ray Fisher não tem cooperado com investigações internas

Estúdio diz que ator foi procurado diversas vezes por agência que investiga acusações de ambiente tóxico no set de Liga da Justiça

Nicolaos Garófalo
05.09.2020
14h50
Atualizada em
05.09.2020
15h49
Atualizada em 05.09.2020 às 15h49

Pouco depois de Ray Fisher afirmar no Twitter que Walter Hamada, presidente da DC Films, teria pedido para que ele não citasse Geoff Johns em suas alegações sobre o ambiente tóxico no set de Liga da Justiça, a Warner divulgou um comunicado negando o contato entre os dois. Segundo o estúdio, o ator tem se negado a ajudar nas investigações promovidas por uma agência externa, não respondendo “as várias tentativas” de contato por parte dos investigadores.

O comunicado, publicado pelo Hollywood Reporter, diz ainda que Fisher e Hamada chegaram a conversar em julho para discutir a participação do ator no filme solo do Flash. Teria sido nesta reunião que Fisher “recontou seus desacordos com a equipe [de Liga da Justiça] em relação à sua interpretação como Cyborg”, o que incentivou Hamada a pedir que a Warner iniciasse as investigações.

Ainda insatisfeito, o sr. Fisher pediu que a WarnerMedia contratasse um investigador externo”, afirma o estúdio – confira o comunicado completo abaixo:

Em julho, representantes de Ray Fisher pediram ao presidente da DC Films, Walter Hamada, que conversasse com o sr. Fisher sobre seus problemas durante a produção de Liga da Justiça. Os dois haviam se encontrado anteriormente quando o sr. Hamada pediu para que ele retornasse como o Cyborg no filme do Flash produzido pela Warner Bros., ao lado de outros membros do elenco de Liga da Justiça. Em sua conversa de julho, o sr. Fisher recontou seus desacordos com a equipe criativa do filme em relação à sua interpretação como Cyborg e reclamou que as alterações no roteiro sugeridas por ele não foram aceitas. O sr. Hamada o explicou que diferenças criativas são algo normal no processo de produção e que a decisão final sobre essas diferenças fica a cargo do diretor/roteirista do filme. Ainda assim, o sr. Hamada disse ao sr. Fisher que levaria suas preocupações à WarnerMedia para que eles pudessem conduzir uma investigação. Em nenhum momento o sr. Hamada ‘jogou ninguém na vala’, como o sr. Fisher afirmou falsamente, ou aplicou qualquer julgamento em relação à produção de Liga da Justiça, com a qual não teve qualquer envolvimento, já que as filmagens aconteceram antes de o sr. Hamada chegar a seu posto atual. Embora o sr. Fisher nunca tenha denunciado nenhuma ação contestável contra ele, a WarnerMedia iniciou a investigar os problemas que ele teve em relação à interpretação de seu personagem. Ainda insatisfeito, o sr. Fisher pediu que a WarnerMedia contratasse um investigador externo. Este investigador tentou várias vezes encontrar com o sr. Fisher para discutir suas acusações, mas, até o momento, ele se recusou a falar com o investigador. A Warner Bros. segue comprometida com o bem-estar de todos os atores e membros da equipe de todas as suas produções. O estúdio também segue comprometido a investigar qualquer acusação específica e crível de má conduta, o que até agora o sr. Fisher não entregou

[Atualização] Após o comunicado da Warner, Fisher compartilhou em seu Twitter um e-mail que enviou à sua equipe de advogados em 26 de agosto. Na mensagem, o ator diz ter realizado uma videochamada com o investigador da Warner Bros. e “mais uma pessoa como testemunha”, mas diz não ter se aprofundado na conversa por sua equipe legal não estava envolvida. Fisher disse que o investigador havia sido contratado “pela Warner Bros. Pictures e não pela WarnerMedia” e que ele “tentou me manter na chamada, mas disse que precisava consultar minha equipe antes de prosseguir”.

O ator ainda agradeceu fãs que o avisaram do comunicado da Warner e chamou o pronunciamento de “tentativa desesperada de me desacreditar e proteger aqueles no poder”. Fisher ainda compartilhou um vídeo que postou no Instagram em 21 de agosto, alertando que pesquisaria o investigador contratado pelo estúdio para garantir uma avaliação justa – confira abaixo:

A Warner levou essa história para um nível completamente diferente, mas eu estou pronto para enfrentar de igual para igual”, concluiu Fisher. [Fim da atualização]

Entenda o caso

Whedon foi acusado de postura abusiva no set de Liga da Justiça, filme da DC de 2017 no qual entrou para o posto de diretor após a saída de Zack Snyder. Segundo as primeiras falas de Fisher, "o tratamento que Joss Whedon deu ao elenco e à equipe no set de Liga da Justiça foi nojento, abusivo, antiprofissional e completamente inaceitável.

Mais tarde, o diretor Kevin Smith afirmou ter ouvido relatos que dão força ao argumento de Fisher. Depois, as dublês de Buffy, A Caça-Vampiros - série criada por Whedon - acusaram o criador de ser egomaníaco - saiba mais.

Joss Whedon assumiu as filmagens de Liga da Justiça depois da saída de Zack Snyder da direção por problemas familiares. A reação negativa em torno do filme estimulou pedidos pela versão original do longa, já que muito material planejado pelo Snyder não entrou na versão final. Após muito tempo, a Warner confirmou o lançamento do SnyderCut para 2021 no HBO Max, streaming do grupo Time Warner.