WandaVision

Créditos da imagem: Marvel Studios/Divulgação

Séries e TV

Entrevista

Criadora de WandaVision diz que fãs têm teorias ótimas, mas ainda não acertaram

Em entrevista ao Omelete, Jac Schaeffer disse que internautas chegaram perto de adivinhar o que acontecerá na série

Nicolaos Garófalo
11.02.2021
19h57
Atualizada em
12.02.2021
14h57
Atualizada em 12.02.2021 às 14h57

Primeira série do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) criada para o Disney+, WandaVision surpreendeu fãs e críticos com sua atmosfera cômica e produção que foge da já relativamente batida fórmula estabelecida ao longo dos últimos 13 anos. Emulando sitcoms clássicas e centrando seu principal mistério no casal titular, o programa tem prendido semanalmente os espectadores graças aos seus inúmeros mistérios, que dominam as discussões nas redes sociais, com fãs criando as mais diversas teorias para explicar as situações vividas por Wanda (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany). Embora admita que alguns palpites dos internautas tenham chegado perto do que ela imaginou para a série, a criadora e roteirista do programa, Jac Schaeffer, disse ao Omelete que ninguém acertou em cheio. “E tem algumas que erraram feio, mas são ótimas. Essa teorização é divertida, especialmente para [os roteiristas].”

Apesar de estar por trás da construção de WandaVision e de ser a principal arquiteta dos caminhos tomados pela série, a roteirista admite que algumas das várias referências feitas ao Universo Marvel passaram batido para ela. “Não posso contar o que foi, mas tiveram algumas que me deixaram pensando ‘caramba! Bom, acho que vou receber os créditos por essa’”, brinca Schaeffer, que reconhece não ter um conhecimento prévio tão amplo sobre os quadrinhos. “Depois que contratamos [Matt Shakman, diretor da série] e os chefes de departamento, as coisas começaram a se encaixar. Então existem vários detalhes no design e no figurino que esses profissionais incrivelmente talentosos incluíram na série.”

Elogiada por críticos e fãs por fugir do padrão estabelecido pelo Marvel Studios desde 2008, a produção abriu de maneira confiante a Fase 4. “Essa é só uma pequena parte da pressão”. “Para mim, [a pressão] está em criar algo bom e que as pessoas vão querer assistir, e essa combinação nem sempre dá certo.”

Assumindo um legado

Mas não conhecer os quadrinhos tão profundamente não era um problema grave, porque o principal legado a ser explorado vinha dos filmes, explica Schaeffer. “Quando você trabalha em um projeto da Marvel, você herda a versão dos personagens mostrada no MCU”, contaE sobre a influência das histórias de Wanda e Visão nos gibis na série, ela explica: “Foi mais ver com calma todas as histórias que tínhamos disponíveis e usar várias influências. Não foi o caso de olhar uma HQ e traduzi-la inteira”.

Continuar as histórias do casal de heróis não era a única missão de Schaeffer e sua equipe. Além da dupla, ela precisou encaixar na trama velhos conhecidos dos fãs, como Darcy Lewis (Kat Dennings) e Jimmy Woo (Randall Park). “Nos ofereceram Darcy e Jimmy num esquema tipo ‘eles funcionariam nessa história?’, e eu sou uma grande fã dos dois atores. Quando fizeram a sugestão de usá-los, me esforcei para fazer funcionar, porque admiro muito eles”, conta a criadora da produção.

Com Monica Rambeau, que retorna adulta ao MCU, a relação foi bem diferente. “Eu tive a sorte de contribuir com [o filme] Capitã Marvel, então trabalhei nas cenas da jovem Monica. Nunca vi como se estivesse preparando um personagem para aparecer no cinema, mas como se eu estivesse dando continuidade a uma personagem já estabelecida, agora como uma mulher crescida.” A personagem, que atualmente usa o nome de Espectro nos quadrinhos, é agora vivida por Teyonah Parris e já foi confirmada na sequência de Capitã Marvel. “Existem ligações a serem feitas, mas o foco foi desenvolver esse personagem durante a série.”

Ainda que não seja uma fã antiga dos quadrinhos da Marvel, Schaeffer se tornou presença constante no MCU nos últimos anos. Além de WandaVision e Capitã Marvel, ela ainda trabalhou em Viúva Negra, próximo lançamento da franquia nos cinemas. E, se depender dela, seu vínculo com o Marvel Studios pode continuar por um bom tempo. “Eu amo muito os personagens que já existem no MCU. Eu amo o Hulk do Mark Ruffalo, ele é demais. E o Thor do Chris Hemsworth é maravilhoso”, diz a roteirista, ao ser questionada sobre com qual outro personagem gostaria de trabalhar. “Eu amo a Valquíria [Tessa Thompson] e a Okoye [Danai Gurira]. Se eu tivesse que escolher, elas estariam no topo.”

Todas as sextas-feiras, os críticos do Omelete se reúnem na twitch.tv/omeleteve, a partir das 16h30, para discutir o episódio da semana e o futuro da série e do MCU. Venha conversar com a gente!

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