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Lista

Os 10 melhores álbuns de k-pop de 2025

De aespa aos solos do NCT, passando por G-Dragon e Seventeen, confira nossos favoritos

Omelete
1 min de leitura
23.12.2025, às 09H36.
Os melhores álbuns de k-pop de 2025 (VIctor Nogueira/Omelete)

Créditos da imagem: Os melhores álbuns de k-pop de 2025 (VIctor Nogueira/Omelete)

2025 foi mais um ano marcante para o k-pop. Em meio ao fenômeno Guerreiras do K-Pop, que provou mais uma vez o potencial gigantesco da música sul-coreana para contar histórias que transcendem limites geográficos, a indústria do país continuou produzidno pop de excelência inigualável.

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Excelentes novos grupos alcançaram um nível de sucesso que os seus antecessores só poderiam sonhar - vide KATSEYE, BOYNEXTDOOR, BABYMONSTER, CORTIS, ZEROBASEONE, e muitos outros -, enquanto veteranos provaram que continuam trabalhando a todo vapor, carregando um legado e uma história que se mescla à realidade contemporânea do gênero.

A seguir, o Omelete compilou uma lista dos nossos discos de k-pop favoritos de 2025. Quais foram os seus?

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Essa lista faz parte do Omelhor, premiação do Omelete que reconhece os grandes acontecimentos da cultura pop no ano.

10. Tilt - Red Velvet - Irene & Seulgi

Se o primeiro lançamento da dupla Irene & Seulgi (saída do Red Velvet) as estabeleceu como uma provocação lésbica das boas dentro do cenário do k-pop, Tilt dobra a aposta com uma piscadela ainda mais clara para o público queer. Sofisticação é a palavra chave da produção, que aposta em sintetizadores comprimidos e nos tons sugestivos que as cantoras emulam durante as canções, entre o grave sensual e o agudo etéreo – mas esse verniz de seriedade só serve para cobrir narrativas cada vez mais ousadas. “Girl Next Door” (composta pela lendária Kenzie, com seu baixo funkeado sujíssimo e sua ode apaixonada a uma vizinha bonita) e "Trampoline" são o ápice dessa exploração . Difícil imaginar para onde Irene & Seulgi vão a partir daqui, mas a jornada até o destino certamente foi divertida.

Ouça o álbum completo.

9. Love Race - SF9

O SF9 é infalível: todo ano, o grupo de k-pop veterano (ano que vem eles completam uma década de carreira) que nunca realmente estourou nas paradas lança um disco brilhante que merecia ser mais ouvido. Love Race é o de 2025, mais uma coleção de produções pop elevadas pelas escolhas mais inesperadas: “Suited” é balançada desde o começo, mas conquista mesmo com um último refrão levado por palminhas; a melodramática “WARURU” se apoia em vocais sentidos e numa batida propulsiva para entregar um épico de 3:11 pronto para as pistas de dança; e “No No No” é um throwback para outra era do k-pop com seu refrão que não tem nenhuma vergonha de ser vergonhoso. O SF9 é ótimo quando assume a galhofa, como “Tear Drop” mostrou anos atrás - mas é delicioso perceber que eles continuam firmes e fortes em 2025.

Ouça o álbum completo.

8. EVE: Romance - BIBI

EVE: ROMANCE é só o segundo álbum de BIBI, mas já é tão fácil identificar quem ela é como artista: uma fusão deliciosa de trap e jazz que, apesar da gigantesca popularidade da artista na Coreia do Sul natal, não tem medo do slow tempo de algumas canções, de enfiar solos de trompete e cantigas de ninar no meio de seus discos, de fazer insinuações sexuais ousadas e optar pela ultraviolência nos clipes. Desavergonhadamente camp e mais dedicada à vibe do que seus contemporâneos, BIBI faz deste EVE uma viagem e tanto, seja na estrada principal ("Meat" é 3:03 de puro jazz esfumaçado) ou nos desvios (vide o city pop de "Midnight Cruise").

Ouça o álbum completo.

7. The Firstfruit - Mark

Como o prolífico rapper principal do NCT (é piada recorrente entre os fãs que ele trabalha demais, dividido entre as várias units do supergrupo), vai entender de que maneira Mark encontrou algum tempo, nos últimos 10 anos, para compor e produzir o álbum solo mais pessoal do k-pop em algum tempo. Das referências ao seu Canadá natal às declarações familiares (“Minha mãe me criou como um anjo/ Meu pai me ensinou a combater demônios”), passando pelo abraço de influências como Prince (na deliciosamente balançada “1999”) e noise music (basta ouvir “Righteous” para saber que o apreço do NCT por sintetizadores distorcidos e refrões em coro não é acidental), The Firstfruit é um álbum único como os melhores do hip hop. Longo para o gênero em suas 13 canções, o disco dá espaço de sobra para Mark ser Mark - e os fãs não querem nada além disso.

Ouça o álbum completo.

 

6. Rich Man - aespa

O desgosto de uma parte dos fãs do aespa com os últimos lançamentos do grupo, me parece, é fruto de uma relutância com o amadurecimento do grupo. Criadas como o “próximo nível” da notavelmente experimental SM Entertainment, e por isso mesmo recebidas como o futuro do k-pop, as meninas atingem meia década de carreira com Rich Man, e irrevogavelmente se veem “passadas para trás” nessa corrida pela próxima grande coisa. Mas nem só de gen alpha vive o k-pop, e Rich Man estabelece o quarteto como uma força elástica no seu cenário, galvanizando colaboradores clássicos (a marca de Kenzie em “Angel #48” é tipicamente indelével), referências líricas estratégicas e ideias sonoras sofisticadas para tentar convencer o ouvinte que aqui está, enfim, um grupo adulto. Conte os meus ouvidos, ao menos, como plenamente convertidos ao evangelho deste novo aespa.

Ouça o álbum completo.

5. Beam - HxW

Com 7 minutos de duração ao todo, o Beam é de longe o “álbum” mais curto da nossa lista - mas há tanto impulso inventivo nas três curtas canções incluídas nessa estreia do duo HxW (formado por Hoshi e Woozi, do grupo Seventeen) que seria um crime excluí-lo do ranking “só” por isso. Pouco mais do que um interlúdio, “PINOCCHIO” é teatral e imprevisível em suas viradas melódicas, enquanto “96ers” pisa no acelerador com um eletro-hip hop apoiado em uma batida simples e recortes vocais inesperados. A cereja no bolo é a house music descompromissada de “Stupid Idiot”, genuinamente uma das melhores e mais divertidas canções do k-pop em 2025. Não é preciso muito para demonstrar excelência - e, se o disco mais recente do Seventeen é evidência, talvez Woozi precise mesmo encontrar pequenos escapes criativos para sua proficiência.

Ouça o álbum completo.

4. Hunter - Key

Hunter é o álbum mais experimental, mais amargo e inesperado de KEY. Desde que se estabeleceu como artista solo genial com Bad Love, o nosso álbum de k-pop favorito de 2021, o integrante do SHINee tem refinado uma marca muito particular de synthpop dançante, mas baseado em subtons sombrios - aqui, ele atinge o ápice dessa evolução. Dono de uma voz naturalmente envernizada, ele se estica em notas longas, agudos rasantes ou sussurros de arrepiar, envelopados por batidas industriais 4-on-the-floor, guitarras distorcidas (na excelente "Strange") ou arranhadas de DJ pontuais (vide "Picture Frame"). Tudo em serviço de uma filosofia de boate meio niilista, meio esperançosa, que o coloca em um patamar único dentro do k-pop. Só uma coisa é constante: sempre vale a pena ouvi-lo.

Ouça o álbum completo.

3. Übermensch - G-Dragon

Ninguém faz como G-Dragon. Ninguém fazia quando ele estava em sua fase imperial, dentro e fora do BIGBANG, e ninguém fez nos oito anos de hiato que ele tirou depois de Kwon Ji Yong (2017), quebrados com este espetacular Übermensch. Isso porque ninguém tem a coragem de fazer como ele, porque todo mundo menos ele entende que não consegue sustentar a boa vontade do público apostando em contradições tão flagrantes: aura de popstar intocável, reputação experimental, mergulho pop irrestrito. Que outro rapper dono de timbre famosamente frágil tentaria “Drama” ou “Bonamana”, baladas despidas ao básico e ao acústico, ao mesmo tempo em que mergulharia na disco na deliciosa “Take Me”, se jogaria no synthpop de estádio em “Home Sweet Home”, se enfiaria na batida irrepreensível de Anderson .Paak em “Too Bad”? Eu respondo por vocês: nenhum outro. Ninguém faz como G-Dragon, e é sempre um privilégio ouvi-lo fazendo.

Ouça o álbum completo.

2. Stunner - Ten

Não foi lançada canção mais infinitamente interessante este ano do que “Stunner”, a faixa de abertura do álbum de mesmo nome, liberado por Ten (integrante do NCT) em março. Levada com elasticidade pelos vocais semi-falsete do artista tailandês, o single passeia por melodias ascendentes e descendentes, filtros cheios de ecos e vocais mais diretos, sintetizadores graves e elevados… nada parece fora de alcance para Ten e seus produtores, e isso é excitante. O espírito se estende por todo o excelente disco, que mostra que o integrante do NCT é muito mais do que a resposta sul-coreana para Troye Sivan. O hip hop noventista de “Enough for Me”, a provocação falada de “Sweet as Sin”, o flamenco sintetizado de “Waves”, e finalmente a confissão ao piano de “Butterfly” - o Stunner soletra a alma de um artista que nunca parece se esgotar.

Ouça o álbum completo.

1. EX - P1Harmony

Muitos grupos de k-pop, quando se preparam para fazer o pulo definitivo para o mercado ocidental com um single ou álbum cantado inteiramente em inglês, sentem a necessidade de abrandar ou "emburrecer" sua música para este público pouco familiar com os ritmos do pop sul-coreano. É o que acontece também com o P1Harmony em EX, mas eles o fazem com uma piscadela esperta e uma consciência de gênero impecável - meio hyperpop (a faixa título não faria feio dentro do Brat, de Charli XCX), meio soul-rock ("Dancing Queen" e seu riff propulsivo só perdem para o vocal ardido de "Stupid Brain"), EX é uma jogada de mestre no tabuleiro de xadrez em 4D que define essa travessia Oriente-Ocidente para tantos grupos. E, a julgar por este disco, o P1Harmony vai se dar muito bem nesse jogo.

Ouça o álbum completo.

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