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Créditos da imagem: Batwoman/CW/Divulgação

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Batwoman acerta ao apostar em seus pontos fortes e mostrar vilã do Batman

Capítulo 13 prova que primeira temporada segue caminho consistente

Camila Sousa
26.02.2020
16h42

Enquanto outras séries da CW passam por problemas, como Supergirl e The Flash, Batwoman segue com uma primeira temporada sólida. Apesar de não ter um capítulo espetacular toda semana, o seriado mantém um bom nível de qualidade, mostrado novamente em “Drink Me”. Além de aprofundar o que há de melhor nos personagens principais, o episódio ainda apresenta uma vilã da galeria do Batman.

[Spoilers de “Drink Me” abaixo]

Talvez seja um pouco decepcionante para os fãs saber que a vilã apresentada foi Nocturna (interpretada por Kayla Ewell), personagem com uma rara doença que age como uma vampira em busca de sangue. Ainda assim, a adição é extremamente interessante e traz algo já citado em outras resenhas: a necessidade de levar a Batwoman (Ruby Rose) para outros conflitos além das disputas com Alice (Rachel Skarsten). E não por que a personagem é ruim, mas sim porque, especialmente estando em sua primeira temporada, a vigilante precisa de experiências novas para ter uma formação completa.

E não há problema nenhum em deixar Alice pairando como um perigo em segundo plano, como acontece em “Drink Me”. Sabendo que a vilã de Skarsten é um nome de peso na narrativa, o capítulo a inclui no meio dos problemas sim, mas também cria disputas que acontecem sem ela. Além de beneficiar a história da Batwoman, o movimento é positivo para a própria Alice, que ganha a oportunidade de ter um arco narrativo independente da irmã. Ainda que a dinâmica de “gato e rato” entre as personagens seja boa, as duas só têm a ganhar com histórias separadas.

Outro ponto positivo do episódio é o tempo de tela de cada um dos protagonistas. Luke Fox (Camrus Johnson) é divertido e atrapalhado na medida certa; Jacob Kane (Dougray Scott) é rígido e implacável em sua busca pelos vilões de Gotham (incluindo, para ele, a Batwoman; Sophie (Meagan Tandy) é competente e encantadora na medida certa e não há o que dizer sobre Mary Hamilton (Nicole Kang), um dos nomes mais carismáticos do seriado até aqui. Um dos grandes feitos de Mary é ser uma personagem totalmente humana e crível, que serve quase como a visão do espectador dentro do seriado. É ela quem repara em detalhes curiosos, faz perguntas pertinentes e não precisa de muito tempo para associar que sua meia-irmã é a Batwoman. 

Enquanto Supergirl deixou praticamente de lado as tramas de suas personagens gays (estamos olhando para você, Alex) e segue fazendo um queerbait entre Kara e Lena (sugerem um romance entre as duas, mas nunca o tornam realidade), Batwoman não tem medo de ser sensual e mostrar as relações amorosas de Kate de forma natural. A personagem de Ruby Rose sente ciúmes, tem momentos de tensão sexual com a vilã Nocturna e ainda termina o episódio em um belo momento com Sophie, que deixa claro todo o sentimento que há entre as duas personagens. O amor em Batwoman é natural, seja ele entre casais héteros ou gays. 

Até aqui, o seriado segue um caminho firme em sua primeira temporada. A produção continua sim tendo todas as características de séries da CW, como lutas pouco empolgantes e diálogos expositivos, mas aqui, diferente de outros exemplos do Arrowverse, ainda é possível se divertir.