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O Rei Leão | Veja as diferenças entre o remake e a animação original

Nova versão é bastante fiel, mas ainda assim toma algumas liberdades

Mariana Canhisares
23.07.2019
19h57
Atualizada em
23.07.2019
20h26
Atualizada em 23.07.2019 às 20h26

O diretor Jon Favreau foi muito fiel à animação original no novo O Rei Leão, mantendo a história e as músicas praticamente intactas. Mas isso não quer dizer que ele e sua equipe não tenham tomado algumas liberdades. Confira a seguir as principais diferenças entre o remake e o clássico de 1994:

Mais realista

Walt Disney/Divulgação

A grande inovação da versão de O Rei Leão de Jon Favreau é o visual. Usando uma tecnologia que concilia realidade virtual e processos tradicionais da produção cinematográfica, Simba e companhia perderam seus traços caricatos e humanizados e agora são representados de modo mais fotorrealista - entenda como essa técnica pode mudar o cinema

Autorreferente

Os diálogos de Timão e Pumba estão cheios de referências à animação original. Um exemplo claro é que o javali, agora dublado por Seth Rogen, finalmente fala a palavra “pum!”. Quando está narrando sua triste história da infância durante “Hakuna Matata” no filme de 1994, Timão o interrompe, dizendo "ei, na frente das crianças não". Agora, Pumba até questiona: “você não vai me impedir?”.

Mais longo

Walt Disney/Divulgação

Diferentemente da animação original, cuja duração é de 90 minutos, o remake tem quase 120 minutos. Em outras palavras, agora temos meia hora a mais de Simba, Timão e Pumba.

Música inédita

Além de dar voz a Nala, Beyoncé também contribuiu compondo uma música inédita para o longa, “Spirit”. A faixa é parte do álbum inspirado no remake, The Lion King: The Gift, que tem curadoria e produção da cantora. Entre os nomes confirmados no disco estão Childish Gambino, JAY-Z e Kendrick Lamar - veja a tracklist.

Versão estendida de "The Lion Sleeps Tonight”

O humor é um dos principais trunfos do remake e isso fica perceptível quando Timão e Pumba lideram um momento musical específico. Em determinado momento do filme, a dupla começa a fazer uma performance de "The Lion Sleeps Tonight”, como na animação. Mas, no remake, o momento fica mais grandioso quando a canção começa a atrair os outros animais que também levam o estilo de vida Hakuna Matata. A cena, então, ganha ares de apresentação de coral até ser repentinamente interrompida.

Versão reduzida de “Be Prepared”

A icônica música de Scar foi reduzida na nova versão. Em vez dos quase quatro minutos, a faixa, agora cantada por Chiwetel Ejiofor, tem pouco mais de dois minutos de duração. Mas essa não é a única mudança. O momento que dá destaque ao vilão no filme é visualmente mais sombrio e realista, sem a tradicional fumaça verde ou o atrevimento do personagem da animação.

Easter egg de outro filme da Disney

Walt Disney/Divulgação

Por causa da proposta mais realista do filme, o remake não traz Timão como dançarino de hula e Pumba com uma maçã na boca para atrair as hienas. Porém, o filme encontra uma solução divertida para a cena. Com um sotaque francês, o personagem de Billy Eichner apresenta Pumba como uma isca viva dizendo "allow me to proudly present: Your dinner. Be...our...guest!", isto é, "permita-me orgulhosamente te apresentar ao seu jantar. À vontade". A fala é uma clara referência a outra animação da Disney, A Bela e a Fera.

Nala tem mais destaque

Walt Disney/Divulgação

Com a escalação de Beyoncé para dublar Nala, Favreau quis dar mais espaço para a leoa na nova versão da história. O remake, então, dá destaque para a coragem e o senso de justiça da personagem, mostrando sua arriscada fuga da Pedra do Rei, já sob o domínio de Scar, para tentar salvar o reino.  

Mudança no discurso do Mufasa para o Simba

Walt Disney/Divulgação

Até mesmo Mufasa foi levemente atualizado na nova versão. Agora, quando o líder está apresentando o reino a Simba, ele ressalta que as terras não são propriedade dele, mas sim sua responsabilidade. 

Rafiki mais reservada

Walt Disney/Divulgação

A excentricidade de Rafiki é posta de lado no novo Rei Leão. Neste filme, o primata é retratado como uma figura mais reservada e sábia. Por isso, a descoberta de que Simba está vivo é mais científica do que mística. Na versão de Favreau, ele encontra pelos de leão, sem nada do teor de profecia que havia no original.