Séries e TV

Entrevista

WandaVision | Elenco fala sobre como “família perfeita” de sitcoms afeta Wanda

Elizabeth Olsen e Paul Bettany contam como modelo apresentado por séries clássicas pauta realidade dos protagonistas

Nicolaos Garófalo
16.01.2021
20h00
Atualizada em
18.01.2021
13h00
Atualizada em 18.01.2021 às 13h00

Inspirada em sitcoms transmitidas desde os anos 1950, WandaVision não se limitou a homenagear a estrutura das populares comédias norte-americanas. Além de emular o estilo de produções que vão de I Love Lucy a Três É Demais, a primeira série do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) no Disney+ explora como o modelo da “família perfeita” vendida pela televisão americana afeta Wanda (Elizabeth Olsen) e a realidade que ela comanda na série.

Embora tenha como tema principal os traumas sofridos pela heroína ao longo de sua vida, a série usa o humor para desenvolver seus protagonistas, apresentados à franquia em 2015. “É totalmente diferente, totalmente divertido e estranho e existe uma razão para isso”, afirmou Olsen em entrevista ao Omelete. A atriz, que disse nunca ter imaginado que chegaria tão longe na franquia, elogiou a mistura de gêneros e o respeito que a série tem com a história de Wanda e Visão nos quadrinhos. “É algo que nasce do MCU, das HQs da Marvel e do que vimos até agora da vida da Wanda nesses filmes”.

Em busca da felicidade absoluta encontrada nas sitcoms, Wanda altera tudo ao seu redor para refletir as mesmas mudanças trazidas nas comédias familiares. Filhos, vizinhos e colegas de trabalho precisam desempenhar papéis específicos para que a personagem mantenha sua ilusão, com o menor tropeço – ou engasgo – motivando uma drástica mudança de cenário.

Jac Schaeffer é a roteirista [de WandaVision] – e uma grande roteirista – e ela trouxe um quebra-cabeças muito elegante. Não foi uma decisão arbitrária estar em uma sitcom dos anos 1950”, afirmou Paul Bettany, que vive o Visão, sobre a constante mudança do bairro em que o sintezóide vive com a mulher. “À medida que avançamos pelo século americano, década por década, semana por semana, o público vai poder descascar a cebola com o Visão, que começa a se perguntar ‘o que está acontecendo nessa cidade? Isso não está certo’”.

Segundo Olsen, o passado de Wanda está diretamente relacionado aos bizarros acontecimentos vistos em WandaVision. “A história dela é a base dessa série, é o que posso dizer. Tudo o que já aconteceu a ela é material para a nossa série”.

Surpresas também no mundo real

Enquanto o desenrolar da trama de WandaVision ainda é um mistério para os fãs do MCU, Olsen diz que até agora se impressiona com o fato de ainda fazer parte do universo cinematográfico. “Ninguém me falou qual era ou se tinha um plano, para ser honesta, então eu me surpreendo como eles usam meu personagem a cada dois anos, sabe? Eles podiam ter me matado. Então me sinto sortuda por eles terem me mantido”, afirmou, dizendo ainda que ela e Bettany passaram os últimos cinco anos tentando dar sequência ao fio narrativo iniciado em Vingadores: A Era de Ultron. “Nós não imaginávamos que chegaríamos aqui”.

Parte do elenco do MCU desde 2008, quando dublou JARVIS, assistente virtual de Tony Stark em Homem de Ferro, Bettany se surpreendeu com sua longevidade na franquia. “Não achava que eu seria o Visão, pensei que eu seria só uma voz na armadura”, afirmou, dizendo ainda que, por causa do destino de seu personagem em Vingadores: Guerra Infinita, achou que seria demitido na reunião em que ficou sabendo sobre WandaVision. “Você aprende a esperar o inesperado com a Marvel”.

Sobre as novidades trazidas pelo Marvel Studios para WandaVision, o ator afirmou ter se divertido bastante com a oportunidade de viver o Visão em uma comédia. “Atuar na frente de uma plateia ao vivo no estúdio foi fabuloso. E assistir todas aquelas sitcoms. Eu assisti um monte de sitcoms para absorver um pouco de cada uma delas e os estilos delas mudam muito. E isso foi muito divertido”.

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