Loki em Vingadores: Guerra Infinita

Créditos da imagem: Vingadores: Guerra Infinita/Marvel Studios/Reprodução

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Vingadores: Ultimato | Como o filme estabelece a série solo do Loki

Deus da Trapaça pelo Multiverso?

Arthur Eloi
07.05.2019
08h37
Atualizada em
07.05.2019
10h17
Atualizada em 07.05.2019 às 10h17

Em construção ao longo de mais de uma década, o universo audiovisual da Marvel alcançou seu ápice nos cinemas mas sequer começou a explorar seu potencial televisivo. Isso está prestes a mudar com a vinda do streaming Disney+ e uma vasta gama de projetos já confirmados. O primeiro anunciado foi uma série solo do Loki e é bem possível que Vingadores: Ultimato tenha mostrado como isso vai funcionar.

[Cuidado! Spoilers de Vingadores: Ultimato abaixo]

Analisar a viagem no tempo do filme é uma tarefa confusa, já que tanto o Hulk quanto a Anciã (Tilda Swinton) deixam a entender que trata-se de uma única linha temporal sempre contínua, em que algumas crises - como a ausência das Joias do Infinito - criam realidades paralelas caóticas. Quem ajudou a entender melhor isso foi o diretor Joe Russo que, durante entrevista sobre a conclusão do Capitão América, esclareceu que, na verdade, existem várias realidades similares coexistindo a todo momento - um Multiverso. A fala do cineasta foi confirmada durante o trailer mais recente de Homem-Aranha: Longe de Casa e retomada em outra entrevista, em que os irmãos Russo afirmam que Loki pode ter sobrevivido em uma linha do tempo/realidade alternativa.

Acontece que, diferente de viagem no tempo, o Multiverso não é um conceito realmente conhecido pelo espectador médio - ainda que o leitor de HQ conheça há tempos. Para deixar todos na mesma página, a Marvel precisará explicar as regras - e é aí que entra Loki.

Quando a equipe de Capitão América e Tony Stark retorna à Batalha de Nova York, uma sequência de erros resulta que o recém-capturado Loki pegue o Tesseract do chão e desapareça em um portal. A cena sempre pareceu indicar consequências desastrosas, mas o filme não dá foco a isso (com razão). Acontece que o momento pode acabar sendo o que é chamado na TV de backdoor pilot, quando a introdução de um derivado acontece na obra principal.

Pegando carona no Tesseract, é fácil imaginar uma série em que o Deus da Trapaça viaje através de inúmeras realidades alternativas como um fugitivo, apresentando aos fãs na prática as grandes diferenças entre universos - ao mesmo tempo em que garante o retorno de Tom Hiddleston à narrativa, já que o ator foi confirmado no projeto.

Considerando o envelhecimento diferente do personagem e também sua capacidade de imitação, é possível teorizar também um programa mostrando a vida de Loki pré-Thor (2011) - mas a cena de Ultimato é uma ponta solta grande demais para ser gratuita. Além disso, caso a série seja lançada juntamente com o Disney+ no final de 2019, "Loki pelo Multiverso" faria bastante sentido na progressão narrativa do MCU: até o final do ano, o conceito já terá sido apresentado em Homem-Aranha: Longe de Casa, criando a janela perfeita para ser desenvolvido e aperfeiçoado em menor escala antes da chegada de um grande projeto.

Há uma grande insistência por parte de Kevin Feige em garantir que as séries do Disney+ terão papel fundamental no MCU. Trabalhar a aceitação do Multiverso é o próximo passo lógico para garantir que o público reconheça que, assim como quando os Vingadores se uniram pela primeira vez em 2012, tudo faz sim parte de algo maior.

Com seis episódios, a série de TV do Loki ainda não tem previsão de estreia.