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Loki aproveita o ego do protagonista e mostra os riscos de um multiverso

Deus da Trapaça volta à vida e enfrenta seu maior desafio em nova série da Disney+

Marcelo Forlani
08.06.2021
13h03
Atualizada em
09.06.2021
15h33
Atualizada em 09.06.2021 às 15h33
O tempo parece que só faz bem a Loki (Tom Hiddleston). Ele, que surgiu no primeiro (e fraco) Thor (2011) como vilão, foi roubando a cena até se tornar um dos personagens mais queridos do MCU, mesmo não sendo um dos heróis, nem estando presente em todos os grandes eventos. E agora ele está prestes a mudar a história! Bom, na verdade, é justamente porque ele, sem querer, mudou a história que temos agora a sua primeira série solo, Loki, no Disney+.
 
Após ver o tesseract literalmente cair no seu pé - em cena vista em Vingadores Ultimato - Loki vai para o outro lado do mundo. Mas antes que pudesse criar o seu habitual caos, é capturado pelos agentes da TVA (Travel Variant Authority, ou Autoridade de Variância Temporal, em português), que o levam para a sede da empresa, onde será julgado pelos crimes cometidos. E por "crimes", entenda apenas que estamos falando das felonias contra a variação do tempo e não das trapaças, mentiras, tortura, apunhaladas pelas costas, etc.
 
 
Experimentando linguagens e gêneros, a nova série da Disney+ mergulha no retrô e coloca na tela uma animação que parece saída do século passado para explicar quem são os Guardiões do Tempo (aqueles três cabeções que a gente tinha visto nos trailers), que criaram e cuidam da Linha Sagrada do Tempo. Tudo é explicado de forma bastante didática e fica claro os riscos de um Multiverso (sim, Doutor Estranho, estamos olhando para você!).E tudo isso antes da vinheta de abertura, que mostra o mais bonito logo da MCU até agora, com as letras L, O, K e I mudando de fonte, se inspirando em vários outros produtos da Casa das Ideias.
 
Sem dar spoilers sobre a aventura que começa agora e tem seis episódios para se desenrolar, já dá para garantir que ação e bons efeitos visuais estão equilibrados com ótimos diálogos e um timing cômico perfeito - algo que já se esperava de Hiddleston e seu principal parceiro de cenas, Owen Wilson, Mobius. O agente da TVA usa a esperança do deus da mentira em reaver sua vida e seu enorme ego para fazê-lo aceitar uma missão ao seu lado.
 
O primeiro episódio, que será exibido em 9 de junho, serve mais para situar o público no tempo (óbvio) e espaço, deixando para o segundo (16 de junho) o papel de aprofundar um pouco nos desafios e também na ação. As ambientações em diferentes eras estão caprichadas e o cenário de repartição pública é tediosamente ideal como contraponto a tudo o que Loki mais abomina. O brilho do ouro asgardiano dá lugar a tudo o que há de mais apagado nos tons de marrom e bege.
 
Ver Loki, que sempre esteve dez passos à frente de seus inimigos, correndo atrás deve nos divertir pelas próximas seis semanas. E sabendo o que sabemos sobre ele, o universo nunca mais será o mesmo depois de sua passagem pela TVA. Que bom!

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