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Os desafios nos bastidores de Homem-Formiga e a Vespa

Paul Rudd e Peyton Reed comentam seus truques para evitar spoilers e como lidar com piadas que não funcionam

Mariana Canhisares
05.07.2018
14h34
Atualizada em
05.07.2018
15h13
Atualizada em 05.07.2018 às 15h13

Espera-se que uma sequência seja maior e melhor que o primeiro filme. Mas, para atingir essa expectativa, a equipe de produção precisa pensar fora da caixa e ousar para continuar surpreendendo seu espectador. O diretor Peyton Reed e o ator Paul Rudd passaram por esse processo enquanto trabalhavam em Homem-Formiga e a Vespa e compartilharam alguns dos desafios da sequência. Confira:

Quando a piada não funciona

“Tentamos coisas estranhas. Algumas entraram no filme, outras não. Fomos para vários caminhos, principalmente em termos de comédia. Gravamos diferentes versões. Quando você está no set, você pensa em jeitos de melhorar [a cena] e dávamos uma chance. Sabe, muitas vezes, essa versão acabava sendo melhor”, diz Peyton Reed.

“É uma sensação estranha e isso já me aconteceu várias vezes. Coisas que no roteiro parecem a melhor fala e que realmente vão funcionar simplesmente não dão certo. Não consigo explicar porquê, mas é legal poder brincar com isso”, explica o Rudd.

Os spoilers

“Tentamos fazer muitas coisas enquanto filmamos, mas dá para controlar até certo ponto. Então, a gente pede ‘não estraguem o filme para as pessoas”, afirma Rudd.

“Quando vou fazer entrevistas, meu método é tomar um café para ficar afiado, porque as pessoas sempre tentam arrancar segredos. Kevin Feige tem monitores no escritório e, quando alguém está promovendo um filme e diz algo errado, vem um dardo tranquilizante”, brinca. “Ele fica sentado, fazendo carinho no Baby Groot, como um vilão do 007”, continua Rudd.

A criação do Reino Quântico

“Fizemos pinturas e trabalhos de design na pré-produção, olhamos fotografias de microscópio”, explica o diretor. “Os filmes do Homem-Formiga se passam no mundo real, não no espaço. E o Reino Quântico tinha que existir dentro desse contexto. Foi um desafio real”.

“Em termos de história, tivemos que criar uma lógica interna. Talvez, Janet estivesse viva lá embaixo, só precisávamos passar por um lugar sombrio chamado Void [onde Scott foi no primeiro filme]. Então, precisávamos mapeá-lo e trabalhá-lo no roteiro. Sabe, a boa notícia é também a má: é infinito, pode ser o que quisermos”, conclui.

A cena mais difícil

“Tem uma cena simples no filme, numa escola, em que ele [Scott Lang] fica de diferentes tamanhos. Ele tem 60 cm, fica com 6 m e, depois, 90 cm. Parece que isso não deu trabalho para filmar, mas foi a parte mais difícil, porque envolveu muita matemática. Tivemos que gravá-la em ambientes reais, então construímos um armário do zelador com tela verde e enfiamos você [Paul Rudd] nele. Tecnicamente, foi a parte mais complicada, mas quando você vê o filme, não parece. Foi uma tortura por alguns dias”, conta Reed.