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Homem-Formiga e a Vespa | “Hope faz o que nasceu para fazer”, diz Paul Rudd

O ator e o diretor Peyton Reed ainda discutem os paralelos entre as duas gerações de heróis do filme

Mariana Canhisares
03.07.2018
14h16
Atualizada em
05.07.2018
15h15
Atualizada em 05.07.2018 às 15h15

O diretor Peyton Reed e o também roteirista Paul Rudd voltam a trabalhar com a ideia da formação de diferentes gerações de super-heróis em mais um capítulo do universo cinematográfico da Marvel. Dessa vez, porém, o conceito é desenvolvido desde o título do filme: Homem-Formiga e a Vespa pode se referir tanto a Scott Lang e Hope Van Dyne, como a Hank Pym e Janet Van Dyne. Afinal, o centro da trama está na missão para resgatar a Vespa original do Reino Quântico e todos se empenharão para que ela seja bem-sucedida.

Marvel Studios/Divulgação

Os paralelos entre os dois casais permeiam todo o longa, mas a dinâmica entre os heróis da nova geração tem suas particularidades. “Hank e Janet se tornaram parceiros bem no começo e, então, ele estava muito envolvido na S.H.I.E.L.D. [Já] Scott e Hope são mais como agentes independentes”, aponta Reed. Por isso, não é difícil notar as diferenças de estilo, a começar pelo modo como Lang lida com seu dilema na sequência, isto é, como conciliar a paternidade com a vida de herói. No auge da sua carreira, Hank não teve a mesma preocupação que seu pupilo tem com a filha, o que em alguma medida culminou no sacrifício da sua esposa em uma missão e no estremecimento da sua relação com Hope.

Mas, em Homem-Formiga e a Vespa, pai e filha parecem ter deixado esses problemas no passado e finalmente trabalham em harmonia, mesmo com todas as complicações de serem fugitivos do FBI. Nesse contexto, enquanto Scott segue tendo um mentor, Hope está praticamente sozinha nessa. “Ela finalmente se tornou uma heroína e a pessoa em que ela se espelharia não está lá há 30 anos. Isso torna a missão tão pessoal para a Hope. Ela obviamente quer se encontrar com a mãe, mas também precisa de um pouco de orientação sobre o que é ser um super-herói”, explica o diretor. Apesar de toda esta carga emocional, a personagem de Evangeline Lilly se mostra confiante, sem medo de sair na mão com vilão nenhum.

Assim, depois de dez anos de MCU, o último membro dos fundadores dos Vingadores nas HQs ganha os holofotes nos cinemas. Com a nova Vespa assumindo uma posição de liderança, a competitividade vista no primeiro filme entre Hope e Scott poderia voltar, mas o personagem de Paul Rudd está bem confortável com a mudança. “Acho que Scott seria o primeiro a dizer que ela deveria estar fazendo isso e não ele. É um negócio de família, muito mais adequado. Hope está fazendo o que quer e o que nasceu para fazer”, diz o ator.

Entretanto, ele admite que há uma coisa que incomoda Lang: “talvez ele sinta um pouco de inveja, porque ela consegue voar sem uma formiga”, brinca. “Mas ele está impressionado com as habilidades dela e, ao mesmo tempo, percebe que eles podem ser uma boa equipe”.