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Homem-Formiga e a Vespa está na esquina do MCU, diz o diretor Peyton Reed

Paul Rudd fala ainda sobre a pressão de estrear depois de Vingadores: Guerra Infinita

Mariana Canhisares
29.06.2018
18h17
Atualizada em
05.07.2018
15h16
Atualizada em 05.07.2018 às 15h16

Suceder Vingadores: Guerra Infinita certamente não é uma tarefa fácil, mas o diretor Peyton Reed e o ator Paul Rudd estão, em alguma medida, habituados a essa pressão. Há três anos, quando lançavam o primeiro Homem-Formiga, os dois tiveram que lidar com a proximidade da estreia do também sombrio Vingadores: Era de Ultron, enquanto apresentavam a história de um homem ordinário que, inesperadamente, se tornava capaz de encolher a tamanhos microscópicos. Agora, porém, o desafio é um pouco maior: eles precisam convencer o público a deixar de lado as perguntas e o gosto amargo após o embate contra Thanos para conhecer mais sobre o misterioso Reino Quântico.

Marvel Studios/Divulgação

Pela primeira vez comandando uma sequência, Reed não se sente mais pressionado para atingir resultados semelhantes ou melhores que o longa de 2015. Para ele, essa responsabilidade é parte da produção de qualquer filme, algo com que Rudd concorda. “Antes de Guerra Infinita, teve Pantera Negra. Acho que chega um momento em que você precisa encontrar um foco, fechar os olhos para as datas de lançamento da Marvel e só se preocupar com o seu”, diz o ator.

A dupla, então, se volta novamente à comédia e à engenhosidade das tecnologias de Hank Pym, os grandes acertos do longa que apresentou Scott Lang e Hope Van Dyne, para construir um novo capítulo do universo cinematográfico. “Falamos desde o começo que queríamos tornar esse filme ainda mais engraçado que o primeiro. Sair para São Francisco e enlouquecer um pouco, usando a tecnologia de jeitos diferentes. Mas, ainda assim, mantê-lo tão íntimo [quanto o outro], tratando sobre pais e filhas”, conta o diretor.

Dessa vez, como o próprio título sugere, a personagem de Evangeline Lilly ganha mais importância. Na jornada para resgatar Janet Van Dyne do Reino Quântico, uma missão que já tem significados bem particulares para Hope, cria-se também uma verdadeira dinâmica de equipe. “Toda a espinha dorsal do filme é: essas pessoas conseguem trabalhar juntas? Não somente enquanto Homem-Formiga e a Vespa, mas também pessoalmente?”, analisa Reed.

O filme deixa a entender que, antes de se tornarem parceiros, Hope e Scott tiveram um relacionamento amoroso frustrado. Afinal, ele expôs a tecnologia Pym para o mundo em Capitão América: Guerra Civil e tornou Hope e Hank foragidos do FBI. Isso levantou muitas especulações de que a sequência seria uma espécie de comédia romântica da Marvel, entendimento que, segundo eles, não está correto. Para o diretor e o ator, elementos deste gênero coexistem com a ação e com outros componentes típicos de um filme para a família. Assim, Homem-Formiga e a Vespa não se encaixa completamente em nenhum gênero. “Temos um produto final que apela para um público maior, mas com sua própria identidade”, define Rudd.

Embora não saibam como o público lidará com essa mudança drástica de tom em relação ao filme do Titã Louco, a ideia da dupla sempre foi se manter fiel ao DNA do primeiro filme. “Amamos Guerra Infinita, é um filme incrível, mas estamos fazendo algo realmente diferente. Decidimos contar a nossa história, ambientada na esquina do MCU”, explica Reed. “[Mas] conforme o filme avança, ele responde a pergunta sobre onde está na linha do tempo e como lidamos com Guerra Infinita”.