Foto de Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald

Créditos da imagem: Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald/Warner/Divulgação

Filmes

Entrevista

Animais Fantásticos 2 | Como foi a criação do jovem Dumbledore de Jude Law

Visitamos o set do filme e revelamos como o famoso mago ganhou vida na nova produção

Patrícia Gomes e Camila Sousa
13.11.2018
15h34
Atualizada em
16.11.2018
23h38
Atualizada em 16.11.2018 às 23h38

Revisitar um universo com tantos fãs como o de Harry Potter não é uma tarefa fácil. E fazer isso representando a versão jovem de um dos maiores magos de todos os os tempos é ainda mais desafiador. Essa é uma das missões de Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald, que mostra Jude Law na pele do novo Dumbledore.

Um dos pontos importantes na composição desse novo momento do personagem é o figurino. Durante nossa visita ao set do filme, à convite da Warner Bros., a figurinista Colleen Atwood revelou que a aposta foi em roupas mais simples, que fazem sentido com a vida de professor de Alvo:

“Nos filmes [de Harry Potter] ele usa mais tons de roxo e eu mudei isso para uma versão mais suave e acessível, com tons meio cinzas que ainda não chegaram no roxo, porque ele é mais jovem e, sabe, é um professor. Ele não tem muito dinheiro, então não usa uma toga ou algo assim. Ele ainda não chegou lá (...) Esse Dumbledore é um jovem professor que todas as crianças gostam, porque ele é legal, acessível, aberto aos desajustados e bruxos com talentos diferentes. Então nós (e Jude) queríamos humanizá-lo um pouco”.

Diferença nos figurinos de Dumbledore

Foto de Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald; Foto de Harry Potter e a Ordem da Fênix
Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald/Warner/Divulgação; Harry Potter e a Ordem da Fênix/Warner/Divulgação

A escolha de Law também foi outro ponto muito importante para o filme. Veterano em Hollywood e conhecido por filmes variados, de Closer: Perto Demais (2004) até Sherlock Holmes (2009), o ator tinha a difícil tarefa de continuar o trabalho iniciado por Richard Harris em 2001 e Michael Gambon em 2004. David Heyman, produtor de longa data da franquia, disse que o astro não foi exatamente a primeira opção, mas se destacou logo nos primeiros testes: “Esse é um papel crucial, essencial para a franquia, mas também muito significativo porque ele é um personagem muito querido. Queríamos ter certeza de que ele se encaixaria nesse universo. Fizemos testes com algumas pessoas, mas ficou claro de que Jude se destacou e era a escolha certa. Ele é muito carismático, uma característica importante para  Dumbledore, e é astuto, tem um brilho no olhar que ajuda muito. A química dele com Eddie [Redmayne] era palpável e isso também era muito importante para nós”.

A relação entre Dumbledore e Newt Scamander é aprofundada em Os Crimes de Grindelwald, relembrando a amizade do futuro diretor de Hogwarts com o jovem Harry Potter. Apesar de menos experiente, o mago continua igualmente misterioso e precisa da ajuda de Newt para combater Grindelwald (Johnny Depp). Eddie Redmayne ressalta que professor e aluno têm uma dinâmica um pouco diferente e mais madura nesse longa: “Dumbledore viu grande empatia e coração nesse personagem. Sempre achei intrigante quando você tem uma relação próxima com professores na escola e de repente você deixa a escola, cresce e começa a chamá-los pelo primeiro nome, se você mantém esses relacionamentos. Mas nesse filme há menos uma relação entre mestre e estudante, e mais desses personagens desafiando um ao outro, mas não em um nível de jogo, o que eu acho interessante”.

Ao mostrar Dumbledore como professor em Hogwarts, foi necessário recriar a sala de aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Em uma das cenas, por exemplo, o mago dá a mesma aula mostrada em o Prisioneiro de Azkaban, quando Lupin coloca seus alunos frente a frente com o Bicho-Papão. Pierre Bohanna, responsável pelos objetos de cena, revela que foi uma oportunidade única trazer de volta itens utilizados na franquia Harry Potter:

“A melhor coisa sobre a [sala de aula] de Defesa Contra as Artes das Trevas é fato que fomos capazes de fazer novas peças, que mostram seu interesse em astronomia, mas também há coisas da Tour [atração da Warner em que os fãs visitam os sets de Leavesden]. Conseguimos trazer algumas peças que estavam no escritório dele da época de Harry Potter, e trazer isso de volta foi realmente encantador. É ótimo conseguir colocar algum tipo de ‘linhagem’ em algo que ele leva consigo, ao invés de apenas mudar tudo”.

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