Mais do que uma revanche: o real significado da luta contra Pennywise em It 2

Créditos da imagem: It: Capítulo Dois/Warner Bros/Reprodução

Filmes

Artigo

Mais do que uma revanche: o real significado da luta contra Pennywise em It 2

O Palhaço Dançarino não é o único que tem interesses em jogo na sequência de It: A Coisa

Mariana Canhisares
09.09.2019
18h35
Atualizada em
09.09.2019
18h35
Atualizada em 09.09.2019 às 18h35

Pennywise e o Clube dos Perdedores voltam a Derry em It: Capítulo Dois quase trinta anos depois daquele encontro sinistro para um acerto de contas final. Mas, se o Palhaço Dançarino anseia por essa reunião para ter sua tão aguardada vingança, os amigos têm muito mais em jogo. Mais do que cumprir o pacto firmado no verão de 1989, o grupo está em uma guerra pessoal contra seus traumas de infância.

Como bem explica o trailer final da sequência (confira abaixo), “alguma coisa acontece quando você deixa esta cidade. Quanto mais longe, mais nebuloso tudo fica”. Por isso, agora na casa dos quarenta anos, os perdedores têm poucas memórias do vilão. Na realidade, eles mal se lembram uns dos outros, ou sequer têm nos corpos as cicatrizes do embate contra o Pennywise - Ben, por exemplo, não tem mais a marca na barriga, assim como nenhum deles tem qualquer vestígio do pacto de sangue que fizeram à beira da represa. “Essa é a extensão da magia de Derry. Bill não lembra nem que costumava gaguejar”, explicou James McAvoy no set do filme.

Deste modo, o alerta do Mike, o único personagem que ficou em Derry, sobre o Pennywise é tão impactante. “São memórias que eles realmente tiveram que enterrar, porque são relacionados com um drama que se perpetuou nas suas vidas adultas e são coisas bem difíceis de se confrontar”, afirmou o diretor Andy Muschietti.

Tendo estudado Derry nos últimos vinte anos, cabe ao personagem de Isaiah Mustafa o papel de guia do grupo na revanche contra o palhaço. “Mike é literalmente o guardião da história da cidade”. Mas, para isso, ele primeiro precisa convencê-los a ficar e reviver tudo o que fizeram questão de esquecer. Nesse sentido, os flashbacks são numerosos na continuação. Afinal, segundo Muschietti, eles “não são apenas memórias. Eles são cruciais para o avançar da trama”.

No entanto, conforme as lembranças vêm à tona, volta também toda a dinâmica do grupo, como se ainda fossem adolescentes. Richie e Eddie, por exemplo, se provocam como se tivessem convivido nos últimos 27 anos. Isso sem mencionar o triângulo amoroso entre Beverly, Bill e Ben. Por isso, McAvoy sente que não fez um necessariamente um terror. “Sinto que fiz um filme sobre um bando de amigos que passam por algo que poderia ter acontecido em Conta Comigo. Eles estão desafiando os próprios medos”.