Pets 2

Créditos da imagem: Universal/Divulgação

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Pets: A Vida Secreta dos Bichos 2 | Crítica

Animação parece esquecer sua origem e tem mais cara de episódio de TV do que de sequência

Marcelo Forlani
27.06.2019
12h29
Atualizada em
27.06.2019
14h14
Atualizada em 27.06.2019 às 14h14

Ao chegar aos cinemas em 2016, Pets - A Vida Secreta dos Bichos surpreendeu nas bilheterias ao arrecadar quase 900 milhões de dólares nas salas de cinema ao redor do planeta. Para efeito de comparação, a animação arrecadou apenas um pouco menos do que Zootopia e Procurando Dory, ambas do mesmo ano, mas que custaram pelo menos o dobro para serem feitas. 

O segredo do projeto da Illumination (a mesma de Meu Malvado Favorito) era: primeiro, colocar os animais de estimação em cenas cotidianas, que qualquer “mãe/pai de pet” conseguiria se identificar; e, depois, mostrar o que os bichos fazem quando os humanos não estão olhando - no melhor estilo Toy StoryCom tanto dinheiro nos cofres, a sequência foi anunciada apenas alguns meses após a estreia. 

E se todo drama do primeiro capítulo focava na adaptação de Max ao seu novo companheiro e na conquista de sua confiança, esta nova aventura parece que vai mostrar as dificuldades dos cães agora que novos humanos chegam ao apartamento de Katie. Mas isso é apenas o começo da história, que depois divide seus animais em três grupos: Max, Duke e sua família vão para uma fazenda; Gigi vai ter que se virar no meio de dezenas de gatos para recuperar um brinquedo; e o coelho Bola de Neve enfrentará lobos e um malvado dono de circo para salvar um tigre que sofre maltratos. A vida no campo se mostra cheia de novidades para os bichos que passaram suas vidas sob o teto seguro do apartamento e com asfalto aos seus pés. Já para o grupo que ficou na cidade, as coisas também não estão nada fáceis. 

Ao separar os personagens em aventuras paralelas, a animação ganha espaço para apresentar novas caras (e aumentar sua chance de produtos licenciados), mas deixa de lado elementos que funcionaram bem no passado. Mas o maior problema é esquecer quem os personagens eram. Max, por exemplo, se torna um cão inseguro e cheio de tiques, enquanto o coelho que era líder da gangue do esgoto aparece totalmente domesticado, sem mostrar nem liderança, nem seu lado selvagem que parecia vir diretamente de Monty Python e o Cálice Sagrado. E Gigi se esforça além da conta para não decepcionar seu namorado, decisão bastante questionável se pensarmos que a produtora decidiu trocar o dublador original de Max, Louie C.K., depois de atitudes machistas que o comediante teve e foram reveladas no fim de 2017. 

Com situações previsíveis Pets - A Vida Secreta dos Bichos 2 fica apenas “fofo”, sem nenhum diferencial. O longa parece mais com episódios rasos feitos para uma série de TV (ou streaming) que foram condensados em 90 minutos para tentar faturar algo nos cinemas. E isso pode ser um fator determinante na hora de escolher onde gastar o dinheiro do cinema e pipoca - principalmente quando nas salas ao lado estão os ótimos Toy Story 4 Turma da Mônica: Laços

Nota do Crítico
Regular