Ghostface, assassino da franquia Pânico

Créditos da imagem: Pânico/Divulgação

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10 filmes de terror para curtir no Telecine durante o Dia das Bruxas

Slashers, animações até cults, tem algo para todo fã de terror

A cozinha
31.10.2020
17h18
Atualizada em
03.11.2020
12h09
Atualizada em 03.11.2020 às 12h09

O Dia das Bruxas finalmente chegou! Por mais que a data não seja oficialmente comemorada no Brasil, isso não nos impede de usar o evento como desculpa para maratonar bons filmes de terror.

Para curtir o Halloween sem dor de cabeça, o streaming do Telecine é a recomendação! Sob medida para fãs do cinema, a plataforma tem mais de 2 mil títulos no acervo, e ainda oferece 30 dias grátis para novos assinantes. Para começar a explorar o catálogo em alto nível, selecionamos 10 títulos de terror para curtir no Dia das Bruxas!

Pânico (1996)

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Dir.: Wes Craven

O clássico de Wes Craven continua sendo a melhor porta de entrada para quem quer começar a ver filmes de terror. Acontece que o diretor, durante os anos 1980, foi o criador de Freddy Krueger em A Hora do Pesadelo, longa que ajudou a firmar muitos clichês dos slashers, subgênero de assassinos maníacos como Jason e Michael Myers. Já nos anos 1990, quando a repetição já tinha cansado os espectadores, Craven brincou com seu próprio legado - e construiu algo novo - com Pânico.

A trama acompanha Sidney Prescott (Neve Campbell), uma garota que passa a ser perseguida por um estranho assassino mascarado. Com toques de paródia, Pânico é sangrento, cheio de tensão e muito divertido, e com certeza te deixará morrendo de vontade de ver mais filmes do tipo.

Casamento Sangrento (2019)

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Dir.: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett

Falando em Pânico, a franquia está ensaiando um retorno bombástico, com seu elenco clássico e tudo. Mas esse será o primeiro filme da saga sem o envolvimento do criador Wes Craven, que faleceu em 2015. Por sorte, as coisas estão nas boas mãos da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, e Casamento Sangrento é a prova disso. Lançado no Brasil apenas em 2020, a trama acompanha Grace (Samara Weaving), uma noiva de família humilde em seu dia perfeito, se casando com Alex (Mark O'Brien) na mansão de seus pais ricos, os Le Domas. A família, porém, é bastante excêntrica: magnatas do ramo de jogos de tabuleiros e cartas, eles têm a estranha tradição de ter uma noite de jogo sortido com os novos parentes. Grace tira a carta de esconde-esconde e, sem saber, acaba envolvida em uma perseguição mortal, com os parentes de seu marido a perseguindo violentamente até o amanhecer.

“Esconde-esconde mortal” é uma premissa que soa bastante boba, e o filme tem plena consciência disso. Tudo é conduzido com bastante ironia, humor sombrio e, claro, tensão e sangue. Pelo enorme carisma de Samara Weaving, pela direção afiada, e pelo roteiro sarcástico, Casamento Sangrento é um dos mais marcantes e divertidos filmes de terror dos últimos anos.

A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

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Dir.: George Romero

Muita gente pode ter cansado de zumbis do entretenimento, após um surto de popularidades nos últimos anos. Isso, é claro, não atrapalha o aproveitamento dos clássicos - especialmente os de George Romero, o pai do mortos-vivos.

A Noite dos Mortos-Vivos é o filme independente mais popular do terror, e talvez do cinema em geral. Mesmo com produção visivelmente amadora, a qualidade da direção, das atuações e a inventividade das situações surpreendem até hoje. A trama, porém, pode parecer um pouco simplista, ao mostrar um grupo de sobreviventes tentando resistir ao ataque de hordas de zumbis em uma casa abandonada. Há um motivo pra isso: foi esse o filme que apresentou algo do tipo pela primeira vez.

O clássico de Romero não só entrega os bons e velhos mortos-vivos, como também traz bastante conflitos entre os vivos, e comentário social que só ganhou mais força ao longo das décadas. É uma pedida para os fãs das incontáveis obras que se inspiraram em Noite dos Mortos-Vivos.

Extermínio (2002)

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Dir.: Danny Boyle

Se foi A Noite dos Mortos-Vivos que criou o conceito de zumbis que conhecemos, então Extermínio marca sua primeira grande mutação. No começo dos anos 2000, quando os filmes de mortos-vivos já tinha caído em clichês, Danny Boyle deu um sopro de vida nova ao mostrar o avanço de um vírus de forma bastante visceral.

A trama acompanha Jim (Cillian Murphy), que acorda no hospital após uma epidemia no Reino Unido que transforma as pessoas em zumbis. Aqui, porém, as criaturas não são daquelas acinzentadas, que caminham com os braços pra frente: são caçadores bastante ágeis e furiosos. Parece uma mudança pequena, mas foi o suficiente pra inspirar uma nova leva de produções que combinam horror e ação, e garantir que os zumbis não morreriam tão cedo. A cena inicial, em que Jim caminha por Londres completamente deserta - gravada em locação -, continua sendo uma das mais marcantes e aterrorizantes do cinema.

O Farol (2019)

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Dir.: Robert Eggers

O horror sempre teve níveis diferentes de intensidade, além de conseguir se misturar bem com outros gêneros, seja comédia, drama ou ação. Uma das tendências que ganharam força nos últimos anos é a de filmes de terror mais artísticos, que brincam com as sensações e a interpretação do público. Um dos melhores exemplos disso é O Farol.

O segundo filme de Robert Eggers (A Bruxa), que chegou aos cinemas brasileiros em janeiro de 2020, é excêntrico até em sua apresentação. A trama mostra dois faroleiros - vividos por Robert Pattinson (The Batman) e Willem DaFoe (Homem-Aranha) - que são encarregados da manutenção de um farol isolado. O trabalho deve durar apenas algumas semanas, mas logo eles percebem que há uma estranha presença com eles na ilha. Os nervos tomam conta, e a hierarquia e diferença de idade entre os dois vira material para conflitos raivosos.

O longa é rodado como um filme antigo, com formato de tela diferenciado, em preto-e-branco, e com diálogos em inglês antigo de marinheiro. Não espere algo como um Invocação do Mal, repleto de sustos, mas sim drama bastante único, desconfortante e com toques de horror cósmico.

A Corrente do Mal (2014)

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Dir.: David Robert Mitchell

Se um filme complicado que nem O Farol conseguiu ser lançados nas grandes redes de cinema, disputando salas com blockbusters da Marvel e afins, A Corrente do Mal merece crédito. Pode não parecer ter conexão alguma, mas o filme de David Robert Mitchell - ao lado de contemporâneos como O Babadook - ajudou a emplacar a tendência de horror que valoriza a simbologia e o significado.

Assim como fazia David Cronenberg nos anos 1980, a ideia de Corrente do Mal é criar terror de saúde pública, que se relaciona com o medo dos nossos próprios corpos. Jay (Maika Monroe), após ter relações sexuais com um homem, se vê perseguida por impiedosa assombração. Ela então descobre que foi vítima de uma maldição, transferida entre hospedeiros através do sexo, como uma DST.

É um terror sufocante, sóbrio e com muito a dizer, que merece mais consideração nos dias de hoje.

Alien - O Oitavo Passageiro (1979)

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Dir.: Ridley Scott

Um dos filmes mais influentes do gênero, Alien provou no fim dos anos 1970 a versatilidade do horror ao combiná-lo com ficção científica. Mas a obra-prima de Ridley Scott não é sci-fi de mundos cromados e pistolas laser.

Muito pelo contrário, o filme se foca nos operários da nave mineradora Nostromo, que precisam se virar com o que têm em mãos para combater uma inesperada ameaça alienígena que invade o local.

Apesar de ter sido feito há mais de 40 anos, Alien é um filme verdadeiramente atemporal. Do visual retrô-futurista a seus personagens e suspense, tudo é moderno e construído com perfeição.

Nós (2019)

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Dir.: Jordan Peele

O segundo filme de Jordan Peele não é tão queridinho quanto Corra!, mas é muito mais voltado a construir momentos de tensão e horror que o antecessor. Após se destacar no Oscar e nas bilheterias, o cineasta queria provar que é capaz de entregar uma experiência não só com comentário social, mas que também fosse aterrorizante.

Nós se inspira em Além da Imaginação e nos trabalhos de Alfred Hitchcock para mostrar uma família sendo atacada por sósias. As coisas ficam cada vez mais bizarras quando percebem que cópias das pessoas estão tramando uma violenta revolução.

É um filme que transita entre o humor, o horror e a mensagem, ou seja, a garantia de uma boa sessão que deixa algo a se pensar.

Bacurau (2019)

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Dir.: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

Ao se falar de filmes que transitam entre gêneros e que têm algo a dizer, Bacurau não pode ficar de fora. O fenômeno do cinema brasileiro talvez não se enquadre como terror, mas é difícil dizer que o longa não flerta com o gênero (assim como faz com o faroeste).

Na trama, os habitantes da cidade de Bacurau começam a perceber que estão sendo isolados do restante do mundo. O cerco fica ainda mais estranho quando forças bizarras aparecem para tentar criar caos no local.

Bacurau não só é um excelente filme como também é uma verdadeira carta de amor aos trabalhos de John Carpenter, diretor de clássicos do horror como Halloween, Enigma de Outro Mundo e mais. Não se assuste, inclusive, se você ouvir os sintetizadores do cineasta (que também é músico) na trilha sonora de Bacurau.

A Família Addams (2019)

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Dir.: Greg Tiernan e Conrad Vernon

Convenhamos, não é todo mundo que gosta de filmes de terror. Mas isso não significa que essas pessoas estão proibidas de aproveitarem o Dia das Bruxas, certo? Para isso, A Família Addams é a pedida perfeita.

Em 2019, a família sombria mais tradicional do entretenimento ganhou uma animação digital com elenco de peso, com vozes de Oscar Isaac, Charlize Theron, Chloë Grace Moretz, Finn Wolfhard, Nick Kroll e Bette Midler. Vale a pena não só para curtir algo trevoso nesse Halloween, como também para se preparar para a vindoura série de TV live-action de A Família Addams pelas mãos de Tim Burton.

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