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Digimon - Digital Monsters

Digimon - Digital Monsters

Fábio Yabu
03.07.2000
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h11
Atualizada em 21.09.2014 às 13h11

Ash e Pikachu têm novos rivais....para a alegria das crianças e pavor dos licenciantes de Pokémon!

Prepare-se para a encrenca! Ops!

Fãs de desenhos japoneses, monstros de estimação e coisas do tipo, alegrai-vos. Em julho, estréia na Rede Globo o anime Digimon - Digital Monsters, comprado pela toda-poderosa emissora para concorrer e tentar deter o crescimento desenfreado de Pokémon.

Ao contrário do que a grande maioria pensa, Digimon NÃO é uma cópia deslavada de Pokémon. Trata-se de um anime com temática totalmente diferente, muito mais voltada para a ação que para a diversão descompromissada de Pokémon. As diferenças começam desde as origens dos personagens - os Digimons surgiram nos tamagotchis, e não nos videogames - até o desenvolvimento da história, passando pelos brinquedos (muito legais, por sinal) e sem esquecer da animação, que também é um show, com vários elementos de computação gráfica.

Em Digimon, sete crianças que estavam num acampamento são misteriosamente transportadas para o Digital World (Mundo Digital), onde cada uma é escolhida por um Digimon, um monstrinho falante (sim, os Digimons falam pelos cotovelos, até mais que o Meowth, da Equipe Rocket) que se torna fiel a seu dono e o ajuda nos momentos de necessidade. Juntos, eles precisam descobrir o que está tornando os Digimons malvados...antes que o Mundo Digital seja destruído. A história é repleta de ação e revelações sobre os personagens e seus relacionamentos, lembrando muito mais o clássico Caverna do Dragão do que Pikachu e seus amigos.

Nada a ver

Esqueça tudo o que você aprendeu sobre monstrinhos em Pokémon: os Digimons não treinam nem batalham em campeonatos e muito menos ficam em Digibolas.

As diferenças não param por aí....em Digimon, há Digimons do Mal e Digimons do Bem (não existe Pokémon do mal ou do bem), e os Digimons do Mal são muito barra pesada! Cada treinador Digimon só carrega um bichinho que, por sinal, tem 1001 utilidades, pois eles evoluem (aqui deve ficar como Digivoluem ou Digivolve mesmo) durante a batalha para formas mais poderosas. Mas, instantes depois, voltam ao normal. E isso se estiverem bem alimentados, pois os Digimons não lutam de barriga vazia... tá pensando o quê&qt;& Digimon também é gente!

Que Meda

Digimon é um enorme sucesso no Japão, em alguns aspectos é até melhor que Pokémon - a começar pelos personagens, muito cativantes e bem feitos. A animação é de primeira, e, apesar de parecerem esquisitinhos à primeira vista, os Digimons têm formas bem legais, que vão desde ursinhos de pelúcia (Teddymon) a anjos (Angelmon). Nos EUA, os brinquedos começam a invadir e rapidamente sumir das prateleiras das lojas, e a febre promete se repetir no Brasil... se os Digimons vencerem seu maior desafio: estabelecerem-se na grade de programação da Globo, que muda os programas de horário como quem troca de Pokémon numa batalha. O mais recente caso foi com o anime Samurai X (Rurouni Kenshin), um dos maiores sucessos da animação japonesa nos últimos anos e que se perdeu no Angel Mix após menos de um mês de exibição.

Uma curiosidade: rumores dizem que recentemente os licenciantes de Pokémon no Brasil reuniram-se na Exim - a empresa responsável pelos licenciamentos de produtos - para, entre outras coisas, traçar uma estratégia de defesa a fim de que a febre Digimon não pegue por aqui. Falava-se inclusive de se divulgar pela Internet nos sites de fãs de Pokémon que Digimon era apenas uma cópia... tsc.

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