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Entre guerra e tragédia, A Casa do Dragão volta focada e sem enrolação no 3º ano

Primeiros episódios entregam o que os fãs tanto pediam e Batalha da Goela é a melhor escolha para isso

Omelete
3 min de leitura
15.06.2026, às 12H00.
Atualizada em 15.06.2026, ÀS 12H38

As coisas andaram bem no primeiro semestre de 2026 lá pelas bandas de Westeros e da HBO. O Cavaleiro dos Sete Reinos foi um sucesso não só de audiência, mas também de crítica, oxigenando as adaptações da obra de George R.R. Martin. Agora, A Casa do Dragão, um dos carros-chefes do canal e do streaming, retorna entregando — finalmente! — o que os fãs tanto queriam em seus primeiros episódios, dando passos largos rumo à reta final.

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A terceira temporada de A Casa do Dragão será a penúltima da história de Rhaenyra (Emma D’Arcy), Alicent (Olivia Cooke), Daemon (Matt Smith) e todo o caos familiar envolvendo os Targaryen. A trama começa praticamente de onde paramos no ano anterior, com as peças do tabuleiro preparadas para a guerra. Rhaenyra tenta dar sequência ao plano oferecido por Alicent para que a herdeira do trono finalmente assuma seu lugar em Porto Real. Mas, como tudo nessa série, encontros, desencontros, ruídos de comunicação e acasos do destino vão balançar o que parecia fácil.

Pudemos assistir aos dois primeiros episódios da temporada, e eles entregam exatamente o que o público esperou ao longo de todo o segundo ano — e que nunca aconteceu. A trama política e os dramas palacianos finalmente culminam em batalhas, mortes trágicas e, claro, muitos dragões.

A Casa do Dragão
Divulgação/HBO

O grande destaque é a Batalha da Goela, um dos eventos mais marcantes do livro de George R.R. Martin, que ganha quase um episódio inteiro para chamar de seu. As ótimas sequências de ação e os efeitos especiais competentes dão a real dimensão do conflito. Como a série vive um momento delicado em relação às expectativas dos fãs, é possível que condensar a guerra em um único capítulo frustre quem esperava horas e horas de pancadaria. No entanto, a decisão é acertada e, principalmente, muito bem construída para focar na relação de Corlys (Steve Toussaint) e Alyn (Abubakar Salim), além de aumentar a tensão em Pedra do Dragão com Rhaenyra e Jacaerys (Harry Collett).

As consequências do confronto são o gatilho para a temporada e para que Rhaenyra avance com o plano de tomar Porto Real. Os caminhos que a série toma agora começam a desenhar o fim do jogo. Com o encerramento já estabelecido para o quarto ano, a produção — que antes parecia se arrastar sem necessidade — finalmente dá sinais de que sabe para onde está indo. A jornada da rainha legítima avança, Aegon (Tom Glynn-Carney) e Aemond (Ewan Mitchell) ganham arcos próprios fora do palácio, e Alicent precisa arcar com o peso de sua decisão: salvar a própria pele e a da filha em troca da traição de sua linhagem.

Se o segundo ano parecia andar em círculos e entregou um final repetitivo que não sustentava a promessa de guerra e tragédia, o início da terceira temporada dá aos fãs o que eles tanto pediam. Olhando o histórico da série, ainda é cedo para comemorar e cravar que este será o ápice da produção, mas o fogo parece estar mais vivo do que nunca e as peças, bem posicionadas. Agora é aguardar o próximo movimento.

A nova temporada de A Casa do Dragão estreia em 21 de junho na HBO e na HBO Max.

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