Bacurau | Bong Joon Ho elogia filme e pede que governo apoie o cinema nacional

Créditos da imagem: CinemaScopio/Diculgação

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Bacurau | Bong Joon Ho elogia filme e pede que governo apoie o cinema nacional

Vencedor do Oscar por Parasita assistiu o longa brasileiro em uma sessão em Londres que contou com os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

Nicolaos Garófalo
06.03.2020
22h23
Atualizada em
07.03.2020
10h36
Atualizada em 07.03.2020 às 10h36

Grande vencedor do Oscar 2020, Bong Joon Ho (Parasita) compareceu a uma sessão especial do longa brasileiro Bacurau e elogiou o trabalho dos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles sobre a situação do cinema brasileiro. Após o filme, o cineasta disse que Parasita tem diversas similaridades com o longa nacional e afirmou que espera que “que o governo brasileiro apoie mais a indústria de cinema brasileira e seus incríveis cineastas” – via BBC Brasil.

Mais tarde, em conversa ao lado Menfonça Filho e Dornelles, Ho comentou sobre como a cota de salas destinadas a longas nacionais ajudou a indústria cinematográfica nacional da Coréia do Sul, instaurada nos anos 1960 e reajustada em meados dos anos 2000. “Houve dificuldades e uma grande luta. Agora, o público gosta e está acostumado com os atores e diretores coreanos”.

Comparando os personagens Parasita e Bacurau, o cineasta premiado pela Academia disse que o “pessoal das classes mais baixas” do filme brasileiro é mais divertido. “A questão de comunidade de é muito bonita em Bacurau. Só que infelizmente as pessoas das classes baixas em Parasita nunca ficam tão bravas”, se diverte Ho. Em resposta, Mendonça Filho afirma que, talvez se o grupo mostrado no longa do colega sul-coreano fosse maior, eles também pegariam em armas.

Após excelente recepção no exterior, tendo levado até o prêmio do júri do Festival de CannesBacurau estreou nos cinemas brasileiros em agosto de 2020.

O longa narra a história de um pequeno povoado do sertão brasileiro que dá adeus a Dona Carmelita, uma mulher forte e querida que morreu aos 94 anos. Dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade não consta mais nos mapas, e que uma ameaça externa é iminente.