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Créditos da imagem: O Senhor dos Anéis/New Line/Divulgação

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O Senhor dos Anéis | Amazon precisou atender exigências para fazer série de TV

Estúdio que adquiriu os direitos em 2017 não pode mudar eventos principais da história

Camila Sousa
09.08.2019
15h56

A Amazon precisou atender algumas exigências para fazer a aguardada série de TV de O Senhor dos Anéis. O acordo foi fechado em novembro de 2017 com a Tolkien Estate, que administra toda a propriedade intelectual de J.R.R. Tolkien, mas para isso acontecer a Amazon precisou aceitar alguns termos propostos por eles.

Em entrevista para um site de fãs do autor, Tom Shippey, estudioso de Tolkien citado na equipe criativa da série, revelou alguns detalhes. Segundo ele, o estúdio terá uma certa liberdade ao contar a história da Segunda Era da Terra Média, mas os elementos principais precisarão ser mantidos: “O Tolkien Estate insiste que o modelo principal do período seja mantido. Sauron invade Eriador, é forçado a voltar por uma expedição Númeroriana e chega em Númenor. Lá ele corrompe a população local e os seduz para quebrar a proibição dos Valar. Tudo isso, o curso da história, precisa ser o mesmo”. No entanto, a Amazon pode responder algumas perguntas que existem sobre os acontecimentos da época.

Além disso, Shippey disse que as histórias da Primeira e Terceira Era da Terra Média (esta última adaptada aos cinemas na trilogia de Peter Jackson) estavam “fora dos limites” do que a Amazon pode fazer. “Eventos podem ser mencionados, se eles explicarem eventos da Segunda Era”. O site alemão explica ainda que os direitos da Primeira Era da Terra Média estão com a Tolkien Estate e que os direitos da Terceira, incluindo os eventos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis, estão com a Middle-earth Enterprises. Ou seja, assim como já aconteceu com a Marvel anteriormente, os direitos da obra de Tolkien estão divididos entre companhias diferentes. A Amazon pode negociar com elas de alguma forma para citar ou mostrar eventos, mas não há informações se o estúdio pretende fazer isso.

Shippey disse ainda que a previsão de lançamento do seriado é para 2021, por isso ele acredita que a produção não deve começar este ano.

O projeto custou cerca de US$1 bilhão e terá cinco temporadas, com a possibilidade de uma série derivada em aberto. Além disso, especula-se que o primeiro ano mostre o jovem Aragorn - saiba mais.