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Entenda as cenas pós-créditos de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

Ambos os momentos deixam as portas do MCU abertas para novas aventuras do Mestre do Kung Fu

Mariana Canhisares
01.09.2021
21h30
Atualizada em
07.09.2021
15h40
Atualizada em 07.09.2021 às 15h40

[Atenção: contém spoilers de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis]

Diferentemente de Viúva Negra, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis tem duas cenas pós-créditos. No entanto, vale um conselho: não vá com a expectativa de um vislumbre impactante sobre o que vem aí nas próximas produções do MCU, porque nenhuma delas cria conexões dramáticas entre o filme solo do Mestre do Kung Fu com os eventos assistidos nas últimas produções do Marvel Studios. Ou seja, não há nada ali sobre os misteriosos -- porém, certamente escusos -- planos de Valentina Allegra (Julia Louis-Dreyfus), ou quaisquer pistas sobre o que está em jogo agora que o multiverso foi aberto. Seguindo o modelo que foi estabelecido pelo próprio longa, os dois momentos ficam mais restritos ao universo do seu protagonista, com um agradável twist: afinal, há sim participações especiais de velhos conhecidos da Casa das Ideias.

A primeira cena é, certamente, a mais divertida, sobretudo para os espectadores que se encantaram com o herói recém-chegado aos cinemas. Depois de derrotar seu pai, o líder dos Dez Anéis Wenwu (Tony Leung), e as criaturas das sombras que ameaçavam a mística Ta Lo e o próprio planeta Terra, Shang-Chi (Simu Liu) volta para São Francisco e, acompanhado de Katy (Awkwafina), sai para tomar um drink com o casal de amigos do início do filme. Eles explicam em detalhes toda a sua aventura, entre conquistas, perdas e elementos mágicos, e como essa viagem inesperada acabou servindo de catalisador para seu amadurecimento. Mas se seus interlocutores mal conseguem acreditar que Katy aprendeu a usar um arco e flecha e que “Shaun” tem uma irmã, imagina a possibilidade de um deles montar um dragão mágico e mandar um kamehameha usando anéis milenares…

Tudo fica mais claro quando Wong (Benedict Wong) interrompe o jantar e convoca tanto Shang-Chi, quanto Katy para uma reunião de última hora. Os dois, claro, o reconhecem do "octógono" do Golden Daggers Club, o clube da luta criado por Xialing (Meng'er Zhang) em Macau, e o seguem sem pestanejar -- enquanto seus amigos, espantados, começam a levar mais a sério toda a história à la Dragon Ball Z.

Longe do restaurante, o trio começa a analisar os Dez Anéis, mas é importante dizer que eles não estão sozinhos: Capitã Marvel (Brie Larson) e Bruce Banner (Mark Ruffalo) fazem uma chamada de vídeo para acompanhar as descobertas de Wong. Juntos, eles concluem que os artefatos são muito mais antigos do que imaginavam, porque não há registro deles nos arquivos do Sanctum Sanctorum. Além disso, os Anéis estão mandando um sinal. Para quem e por que razão, os heróis não entendem, e realmente não há na cena pistas que possam sugerir a identidade de quem o está recebendo, nem mesmo se é vilão ou mocinho, terráqueo ou alienígena.

Quem conhece a origem dos artefatos nos quadrinhos está confiante de que possa ser uma primeira alusão a Fin Fang Foom, dragão alienígena e muito poderoso, criado por Stan Lee e Jack Kirby nos anos 1960. Afinal, assim como os Dez Anéis, ele é nativo do planeta Maklu V. Mas a verdade é que esse momento não é sobre a próxima ameaça do MCU, e sim sobre a confirmação de que Shang-Chi e Katy voltarão a aparecer mais vezes -- e, portanto, seu universo mágico só tende a ser ampliado.

Tanto a Capitã Marvel e o Bruce Banner -- claramente ainda ferido depois de tentar a chance com a Manopla do Infinito --, quanto Wong aproveitam o momento para dar as boas-vindas para a dupla. “A vida de vocês nunca mais será a mesma”, dizem, num momento que é claramente metalinguístico -- afinal, a frase vale para os novos heróis, assim como para os recém-chegados ao MCU Simu Liu e Awkwafina.

Como de costume, a Capitã Marvel se despede às pressas, diante de mais um chamado urgente e misterioso. Banner não demora muito a segui-la. Quando sobram apenas três, Wong os aconselha a irem descansar, porque de agora em diante a vida deles será frenética. Mas o carisma da dupla fala mais alto e os jovens arrastam o braço direito do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para um karaokê, onde cantam, é claro, “Hotel California”, a música que marcou o início da amizade entre Shang-Chi e Katy.

A segunda cena, por sua vez, transforma uma das aliadas do herói em vilã. Enquanto Shang-Chi acredita que a irmã está desmontando a estrutura da organização criminosa do pai, na realidade ela está assumindo seu posto como líder. Para além das mudanças estéticas, que incluem muitos graffitis -- e é, essencialmente, um visual na linha do Golden Daggers Club --, Xialing abre espaço nos Dez Anéis para a formação de guerreiras, e definitivamente não faltam candidatas.

Não está claro se ela ainda tem muito ressentimento com relação à fuga do irmão ou se ela está apenas realizando a sua ambição de comandar um império, como ela mesma chegou a declarar quando aparece pela primeira vez no filme. Mas uma coisa é fato: as DR familiares de Shang-Chi estão longe de acabar.

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

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