Pôster de O Bem, o Bart e o Loki

Créditos da imagem: Disney+/Divulgação

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O Bem, o Bart e o Loki | Simpsons e MCU se unem em sátira cheia de referências

Como bem diz o próprio curta, “é isso o que acontece quando a Disney compra a Marvel e a Fox”

Mariana Canhisares
07.07.2021
18h25
Atualizada em
07.07.2021
20h41
Atualizada em 07.07.2021 às 20h41

Talvez você não tenha se dado conta, mas Bart e Loki têm muito em comum. Ambos têm irmãos loiros e exemplares que os irritam profundamente e lidam com a frustração de uma figura paterna distante e abusiva. Portanto, não é difícil para o novo curta do Disney+, O Bem, o Bart e o Loki, estabelecer um ponto de convergência entre os universos de Os Simpsons e o MCU. No entanto, se tratando da querida família de Springfield, fazer sentido não é suficiente. É preciso descaramento, e são nesses momentos que a produção lançada nesta quarta-feira (7) realmente arranca gargalhadas.

A sátira começa com Odin, acompanhado de Heimdall, Lady Sif, Fandral e Thor, condenando o Deus da Trapaça -- aqui, realmente dublado por Tom Hiddleston -- por seus crimes. Sua punição é ir para a Terra, mas não para qualquer cidade: para desespero do herdeiro de Jotunheim, ele está fadado a morar em Springfield.

O Bem, o Bart e o Loki
Disney+/Divulgação

Tão logo chega ao seu novo lar, ele encontra Bart, a quem supõe não entender nenhum de seus dilemas e traumas. Mas o adolescente, claro, o compreende muito bem e o convida para jantar na sua casa. Diante de uma família “normal”, Loki começa a realizar desejos e não hesita em atender o pedido de Bart para se livrar de Lisa. O que nem o menino, nem o Deus da Trapaça contavam era que ela seria digna de erguer o Mjölnir e reunir os Vingadores. Quer dizer, uma versão menos imponente.

Deste ponto em diante, o fã da Marvel se deliciará com easter eggs -- no mínimo, 100 -- acompanhados de uma boa dose de ironia. Porque embora Lisa seja realmente digna de assumir o título de Thor, o restante da equipe destoa das suas contrapartes oficiais. Por exemplo, não é Tony Stark quem veste a armadura do Homem de Ferro, mas sim Barney Gumble. A Viúva Negra, por sua vez, passa a ser Agnes Skinner. As irmãs Selma e Patty Bouvier tomam o posto de Feiticeira Escarlate e Agatha Harkness. Milhouse é o Gavião Arqueiro, e a lista vai longe. Mas, mais engraçado que esse crossover curioso, é a placa que aparece durante a formação da equipe. “É isso o que acontece quando a Disney compra a Marvel e a Fox”. Está aí uma verdade, não é mesmo?

O conflito se resolve em questão de segundos -- e de um jeito muito pertinente para a personalidade de Loki --, e deixa a vontade de ver mais dessa mistura, principalmente porque a produção apela ao tocar o tema dos Vingadores. Mas essa sensação não dura muito tempo. A sátira é tão completa que, mesmo se tratando de um curta, há três cenas pós-créditos.

Na primeira, Loki assume o lugar de Moe atrás do balcão e libera a cerveja de graça para todos os clientes. Em um momento de surto, ele se revela e tenta aconselhar a todos sobre os efeitos do consumo do álcool nas suas vidas e no meio ambiente. Mas quem vai se convencer com esse discurso? Na sequência, após ilustrações que colocam Homer como Drax e Marge como Gamora -- genial, diga-se de passagem --, vem possivelmente o momento mais divertido de todos: a recriação da cena em que o Hulk joga Loki de um lado para o outro, em Os Vingadores. Contudo, o Gigante Esmeralda, na realidade, é bem pequeno. É Ralph Wiggum!

Por fim, as cenas pós-créditos se encerram com um aceno bastante direto à série do Disney+. Reproduzindo um momento do primeiro episódio de Loki, o Deus da Trapaça é julgado por Ravonna Renslayer no AVT. Mas, para além dos crimes que a variante sob custódia do agente Mobius cometeu, essa versão do Deus da Trapaça ainda cruzou áreas proibidas do Disney+, ocupou duas vagas do estacionamento do Pateta, foi mais popular que os heróis, entre outras tantas acusações. 

Essa não é a primeira vez que Os Simpsons ri da Marvel desde a fusão entre Disney e Fox. No ano passado, novamente em uma trama centrada no Bart, a animação fez piada da fobia de spoilers com a participação do presidente do estúdio, Kevin Feige, e dos diretores de Guerra Infinita e Ultimato, os irmãos Russo. O Bem, o Bart e o Loki segue esta mesma toada, em um período consideravelmente menor, mas com uma acidez muito bem-vinda, especialmente em uma quarta-feira que, nas últimas cinco semanas, são dominadas por um único assunto: Loki.

Loki e as temporadas 29 e 30 de Os Simpsons, assim como outros curtas da franquia, estão disponíveis no Disney+.

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