Atores avisam sobre reviravoltas em Climax: “Prestem atenção em cada detalhe”
Omelete entrevista Ju Ji-hoon e Ha Ji-won, estrelas do k-drama do Rakuten Viki
Créditos da imagem: Ha Ji-won e Ju Ji-hoon em Climax (Reprodução)
O suspense de Climax, série sul-coreana transmitida no Brasil pelo Rakuten Viki, tem deixado os fãs grudados na tela durante as últimas semanas. Centrada na relação complicada entre dois indivíduos ambiciosos – um promotor e uma atriz –, a série confia muito nos protagonistas Ju Ji-hoon (Heróis de Plantão) e Ha Ji-won (Imperatriz Ki) para segurar a atenção do público.
Por sorte, os dois entregam com sobra. A seguir, o Omelete conversa com a dupla sobre a construção de seus personagens, a relação entre eles (“Antes das filmagens, tivemos muitas conversas e consideramos cuidadosamente as intenções ocultas por trás de cada cena”, diz Ju) e o que o público pode esperar da segunda metade do k-drama.
“Acho que os espectadores devem prestar muita atenção aos olhares sutis entre os personagens, às pequenas mudanças em seu comportamento, e até mesmo ao que fica subentendido”, aponta Ha Ji-won. “Esses detalhes podem oferecer pistas sobre as reviravoltas que se desenrolam mais tarde”.
Confira o papo completo!
OMELETE: Sempre acho interessante quando atores interpretam outros atores na tela. Ha Ji-won, como atriz experiente, você sentiu que teve uma compreensão imediata de quem era Chu Sung-ah? Como você construiu a personalidade dela?
HA JI-WON: Como alguém que atua há muito tempo, naturalmente me identifiquei com a ansiedade e a ambição de Chu Sung-ah. No entanto, suas escolhas extremas e sua frieza eram bem diferentes de mim, então me concentrei em imaginar o que ela havia perdido e o desespero por trás de seus objetivos para construir seu mundo interior. Também trabalhei nos aspectos externos, seu tom de voz, expressões faciais e até mesmo a maneira como ela anda.
OMELETE: Ju Ji-hoon, a ambição de Bang Tae-seop impulsiona grande parte da história. Como você interpreta sua busca por mais sucesso? Essa ambição às vezes entra em conflito com seu senso de justiça?
JU JI-HOON: Tae-seop cresceu em um ambiente que inevitavelmente alimenta a ambição. Senso de justiça não é exatamente a força motriz por trás dele – em vez disso, acho que a chave para entender esse personagem reside nas constantes escolhas que ele faz entre seus próprios desejos e os sentimentos genuínos que nutre por Sang-ah.
OMELETE: A relação complexa entre seus personagens é a base de Climax. Como vocês trabalharam juntos para desenvolver a química necessária para serem convincentes como um casal, e um casal tão singular?
HA JI-WON: Tentamos tornar o relacionamento complexo e crível, compreendendo profundamente as personalidades e emoções um do outro. Antes das filmagens, tivemos muitas conversas e consideramos cuidadosamente as intenções ocultas por trás de cada cena, construindo o arco emocional passo a passo. Através desse processo, a tensão e a química se desenvolveram naturalmente.
JU JI-HOON: Trabalhar com Ha Ji-won, uma atriz tão experiente, foi de grande ajuda para que ambos pudéssemos nos manter totalmente imersos em nossos personagens. Ao filmar cenas emocionalmente complexas ou tecnicamente exigentes, houve momentos em que senti algumas preocupações físicas. Mas, assim que começamos a filmar, lembro-me de como conseguimos concluir essas cenas com foco intenso e presente. Essa experiência realmente me marcou.
OMELETE: Em um thriller como Climax, o público já está acostumado a esperar o inesperado. Vocês se surpreenderam ao ler os roteiros? No que vocês diriam que os fãs deveriam prestar mais atenção à medida que os episódios avançam?
HA JI-WON: Quando li o roteiro pela primeira vez, fiquei realmente surpresa com o momento em que o relacionamento dos protagonistas, construído em uma base de confiança, repentinamente se transforma de uma maneira inesperada. Acho que os espectadores devem prestar muita atenção aos olhares sutis entre os personagens, às pequenas mudanças em seu comportamento, e até mesmo ao que fica subentendido – esses detalhes podem oferecer pistas sobre as reviravoltas que se desenrolam mais tarde.
JU JI-HOON: Climax é uma história sobre como os desejos e escolhas mais profundos dos personagens distorcem e, por fim, destroem seus relacionamentos. Superficialmente, tudo pode parecer glamoroso e sólido, mas a série acompanha de perto os momentos em que as coisas começam a desmoronar por baixo dessa fachada. Quando li o roteiro pela primeira vez, fiquei impressionado com a crueza e o instinto dos desejos dos personagens.
OMELETE: Climax foi escrito e dirigido por Lee Ji-won, que até então era mais conhecida por seu trabalho no cinema. Como foi tê-la no set? E vocês notaram um número maior de diretores de cinema trabalhando na TV nos últimos anos?
HA JI-WON: Trabalhar com a diretora Lee Ji-won foi uma experiência muito delicada, mas profundamente enriquecedora. Ela trouxe uma sensibilidade cinematográfica para o drama televisivo, adicionando profundidade a cada cena. Acho empolgante que mais diretores de cinema estejam trabalhando na televisão atualmente. Isso traz maior variedade aos dramas e dilui criativamente as fronteiras entre cinema e TV. Como atriz, gosto muito de fazer parte desse processo.
JU JI-HOON: A diretora fez um excelente trabalho ao retratar as relações entre os personagens, especialmente Tae-seop e Sang-ah. Embora possa parecer intuitivo para os espectadores, na verdade é uma estrutura muito complexa do ponto de vista do criador. Uma das maiores qualidades dos diretores de cinema que trabalham em uma série é a capacidade de investir profundamente na pré-produção, o que, na minha opinião, fica bem evidente neste projeto.
*Climax já está disponível para streaming no Rakuten Viki, com novos episódios às segundas e terças-feiras. Confira a agenda completa.
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