Treinado em estilo de luta de Bruce Lee, Kang Tae-oh quer fazer k-drama de ação
Astro sul-coreano falou ao Omelete sobre Uma Advogada Extraordinária, Amor e Batatas e mais
Créditos da imagem: Kang Tae-oh (Reprodução)
O público talvez conheça Kang Tae-oh por seus papéis românticos em títulos como Rio Sob o Luar, Amor e Batatas e, é claro, Uma Advogada Extraordinária - mas o astro dos k-dramas também tem um lado mais "casca-grossa".
Kang é treinado em jeet kune do, a arte marcial versátil criada por Bruce Lee, como bem demonstrou durante aparição recente num talk show sul-coreano. E não falta vontade de trazer essas habilidades para frente das câmeras, como ele confessou em entrevista ao Omelete.
"Não costumo escolher os meus projetos apenas pelo gênero, mas há algo que eu realmente quero tentar agora: um drama de ação, ou um thriller", conta ele. "Tenho tido ótimas experiências com comédias românticas e romances, mas gostaria de sentir a diversão de fazer ação ou suspense também".
Confira a seguir o papo completo, conduzido durante passagem de Kang Tae-oh pelo Brasil para o fanmeeting O'Hour, em São Paulo. O evento aconteceu em fevereiro, com produção da SAM Entretenimento.
OMELETE: Olá, Kang Tae-oh! Bem-vindo ao Brasil.
KANG: [Em português, com a ajuda de uma colinha no celular] Oi, Brasil. Prazer em conhecer vocês.
OMELETE: Adorei! Bom, em seu trabalho mais recente, Rio Sob o Luar, você retornou aos k-dramas históricos muitos anos depois de O Conto de Nokdu. Pessoalmente, você gosta do gênero? E por que você acha que ele ressoa tanto com os telespectadores?
KANG: Eu pessoalmente gosto muito de dramas históricos. Como ator, sinto muito prazer em trabalhar enquanto posso vivenciar a cultura, a comida e os trajes de uma época diferente, e acho que os telespectadores também sentem a mesma coisa. É uma experiência cultural, e acho que por isso é um gênero tão popular.
OMELETE: Em Rio Sob o Luar, um ponto importante da trama é a troca de corpos entre seu personagem e a personagem de Kim Se-jeong, o que exigiu uma transformação física da sua parte. Que preparativos você fez para isso? Você observou muito os gestos e a fala da sua parceira de cena?
KANG: Sim, tivemos muita comunicação entre nós. Analisamos nossos próprios personagens e compartilhamos essas análises um com o outro, para conseguirmos atuar melhor nas cenas em que estamos em corpos trocados. Também ensinamos muito um ao outro, apontando pequenos momentos em que poderíamos incluir um hábito ou um gesto do outro em nossas cenas. Através dessas conversas constantes, tentamos completar as características de cada personagem, e interpretá-los de forma íntegra.
OMELETE: O seu trabalho anterior, Amor e Batatas, tinha um cenário único: um centro de pesquisa sobre batatas. O quanto você aprendeu sobre esse alimento durante as filmagens? Alguma vez imaginou que estudaria esse assunto em sua carreira de ator?
KANG: [Risos] Olha, eu não cheguei a estudar profundamente as batatas, mas posso dizer que é um alimento do qual sempre gostei muito, e que consumo com frequência - foi por isso que Amor e Batatas despertou meu interesse, como projeto. Claro que descobri alguns detalhes: fiquei surpreso ao saber que a história da batata na humanidade não é tão longa quanto eu pensava, por exemplo, e especialmente na Ásia, onde ela chegou há apenas algumas centenas de anos. Acho que adquirir esse tipo de conhecimento aleatório naturalmente enquanto se pesquisa um personagem é um dos maiores charmes da minha profissão.
OMELETE: Uma Advogada Extraordinária foi uma obra especial para muitas pessoas, e na época do lançamento você estava prestes a se alistar no serviço militar obrigatório. O que significou para você receber tanto amor em um momento tão delicado para a carreira de um artista?
KANG: Teve um significado imenso para mim. Para qualquer artista, quando um projeto em que trabalhamos é lançado e recebe o amor de tantas pessoas, é uma renovação da nossa força motriz. Uma Advogada Extraordinária foi esse tipo de projeto para mim. Recebi muito amor do mundo todo e, por isso, senti o desejo de me esforçar ainda mais nos próximos trabalhos, mostrar um lado ainda melhor de mim. Foi uma obra muito significativa para mim.
OMELETE: Você já interpretou heróis e vilões, fez comédia, romance e dramas de época. Qual gênero ou tipo de papel ainda falta você abordar?
KANG: Não costumo escolher os meus projetos apenas pelo gênero, mas há algo que eu realmente quero tentar agora: um drama de ação, ou um thriller. Tenho tido ótimas experiências com comédias românticas e romances, mas gostaria de sentir a diversão de fazer ação ou suspense também.
OMELETE: Eu ia citar que, pesquisando para a entrevista, descobri que você tem muitas habilidades em artes marciais [em referência ao jeet kune do]. Então poderemos vê-lo em um drama de ação em breve?
KANG: [Faz golpes de brincadeira com os braços] Se houver oportunidade, eu adoraria tentar. Acho que, se eu fizer, surgirá um novo lado de mim que nem eu conheço. Estou curioso e ansioso por isso.
OMELETE: Já no início da carreira, você teve contato com fãs estrangeiros através de Forever Young, uma série co-produzida por Coreia e Vietnã. Você acha que essa experiência te ajudou a lidar com o atual boom global dos k-dramas? E por que você acha que os dramas coreanos atraem tanto o público global?
KANG: Sim, quando era mais jovem participei do projeto Forever Young, e foi uma grande experiência, um tempo de aprendizado para mim. Ver atores vietnamitas e coreanos se encontrando, com suas diferentes culturas, e o processo de se conhecerem melhor para trabalhar juntos, me fez entender por que os fãs internacionais se interessam por obras de outros países. Há uma curiosidade ali que é natural do ser humano. Nesse sentido, acho que o público global cultiva essa curiosidade sobre a cultura da Coreia do Sul, e os k-dramas são uma forma de vivenciá-la, o que acaba sendo encantador para eles.
OMELETE: Perfeito. Muito obrigado!
KANG: Obrigado!