Taxi Driver terá 4ª temporada? “Também somos fãs, queremos mais”, dizem atores
K-drama encerra o seu terceiro ano com audiência lá em cima e expectativa de continuação
Créditos da imagem: Lee Je-hoon e Pyo Ye-jin em Taxi Driver 3 (Reprodução)
A história de sucesso de Taxi Driver é uma das mais impressionantes dos últimos anos. Em 2021, quando o crescimento internacional do k-drama ainda estava se estabelecendo, a série sobre um ex-soldado que se junta a um grupo de “taxistas” dedicados a se vingar em nome de vítimas de crimes violentos nunca resolvidos pela polícia virou fenômeno de audiência dentro da Coreia do Sul, e fenômeno de streaming fora dela.
Numa tendência que se consolidaria nos próximos anos, Taxi Driver então foi renovada. Em 2023, a turma de vigilantes – incluindo o protagonista, vivido por Lee Je-hoon, e a jovem hacker Ahn Go-eun, interpretada por Pyo Ye-jin – retornou para uma segunda temporada ainda mais fabulosamente bem-sucedida. Ambos os anos, de fato, estão na lista de k-dramas mais assistidos da história da TV sul-coreana.
Quando o anúncio de Taxi Driver 3 veio em meados de 2025, portanto, estava claro que a série ia voltar a escalar os rankings de audiência – e foi exatamente o que aconteceu, com os protagonistas enfrentando casos polêmicos (um deles ambientado no mundo do k-pop, outro no ambiente sujo das bets, e por aí vem) ao tom 15% da audiência sul-coreana e um lugar cativo entre os mais assistidos do Rakuten Viki, que distribui o título por aqui.
Conforme a terceira temporada se aproxima do seu final, no entanto, o Omelete conversou com Lee Je-hoon e Pyo Ye-jin sobre o amadurecimento de seus personagens, fãs internacionais, cenas de ação e a expectativa por ainda mais Taxi Driver no futuro. Confira a conversa na íntegra abaixo!
OMELETE: Taxi Driver é uma das séries de maior sucesso da televisão coreana. Que tipo de mensagens vocês recebem dos fãs da série? Vocês se surpreendem quando fãs internacionais entram em contato?
PYO: Fiquei genuinamente surpresa ao ver comentários em tantas línguas diferentes nas minhas redes sociais pessoais. Como moramos na Coreia, nem sempre é fácil perceber o quanto Taxi Driver estava sendo amada no exterior - mas, todas as vezes que viajei para fora para gravar esse e outros projetos, fiquei impressionada ao ver fãs de vários países me reconhecendo e demonstrando seu apoio. Isso me fez pensar em quantas outras pessoas ao redor do mundo estão assistindo e curtindo o nosso trabalho. Espero, de verdade, que um dia eu tenha a chance de encontrar todos pessoalmente.
LEE: Desde Taxi Driver, passei a perceber ainda mais o apoio incrível que recebo de fãs de outros países, e sou profundamente grato por isso. Sempre que realizo fanmeetings ou participo de sessões de autógrafo na Coreia, por exemplo, fãs de muitos lugares diferentes viajam até aqui para me apoiar. A cada vez que isso acontece, fico surpreso e sinceramente emocionado. Sei o quanto é difícil percorrer uma distância tão longa apenas para conhecer alguém, e esse esforço dos fãs me dá uma força imensa. Quando eles mostram que aprenderam coreano para falar comigo, ou me entregam cartas escritas por eles mesmos, sinto uma profunda gratidão, junto com um senso renovado de responsabilidade para trabalhar ainda mais duro.
OMELETE: O sucesso de Taxi Driver também permitiu que a série chegasse à sua terceira temporada, algo raro nos dramas coreanos. Como atores, como é permanecer com um personagem por tanto tempo, vendo sua evolução e crescimento?
PYO: Normalmente, quando você participa de um projeto, a história se encerra ali, e a jornada do personagem também chega ao fim. Felizmente, Taxi Driver continuou voltando e voltando - fizemos três temporadas ao longo de cinco anos. Nesse sentido, sinto como se tivesse vivido naturalmente ao lado da minha personagem, Go-eun, o que foi uma experiência incrivelmente especial para mim. Talvez isso tenha feito eu me apegar ainda mais a ela. [Risos] Assim como eu cresci ao longo desses cinco anos, tenho plena consciência de que o tempo também passou para a Go-eun dentro da história, e consigo reconhecer e observar essas mudanças nela com bastante clareza.
LEE: Passar tanto tempo com Kim Do-gi fez com que deixasse de parecer apenas uma interpretação e se tornasse algo como viver o tempo dele ao seu lado. Conforme as temporadas avançam, acompanhar Do-gi se curando aos poucos de suas feridas, mudando e crescendo me trouxe uma grande sensação de estabilidade emocional, e sinto que minha postura como ator também amadureceu. Como essa jornada se desenvolveu ao longo de várias temporadas, tive um cuidado especial em construir o personagem com muitos detalhes e profundidade. E, nesse processo, me apeguei profundamente a ele. De muitas formas, também me pego torcendo pessoalmente pelo Kim Do-gi.
OMELETE: Go-eun se tornou uma personagem favorita dos fãs. Ye-jin, o que na história dela mais ressoa com você, como atriz, e por que você acha que tantas pessoas se conectaram com ela tão facilmente?
PYO: Cada membro da equipe Rainbow Taxi tem sua própria história, mas a da Go-eun foi revelada de forma muito clara por meio de um incidente direto na primeira temporada, e isso permitiu uma compreensão muito mais profunda de quem ela é como personagem. Como atriz que interpreta a Go-eun, tentei construir sua trajetória a partir de um passado marcado por feridas profundas. E, com essa base, consegui abordar sua transformação com mais detalhes, retratando a Go-eun como alguém que, aos poucos, supera sua dor e se torna mais forte com o tempo.
OMELETE: Ao longo de Taxi Driver, Kim Do-gi precisa lidar com os limites da justiça pelas próprias mãos e com as consequências de suas ações na Rainbow Taxi Company. Je-hoon, como esse personagem transformou sua visão pessoal sobre justiça e violência?
LEE: Ao interpretar o Kim Do-gi, é claro que acabei refletindo naturalmente sobre a forma como a Rainbow Taxi resolve seus casos. O tipo de punição privada que eles aplicam seria, obviamente, inaceitável na vida real. Quando filmamos a cena do episódio 8 de Taxi Driver 3, em que Cheon Gwang-jin diz ao Do-gi que ele “também é um vilão”, isso levantou muitas questões para mim. Não pude deixar de me preocupar se momentos como esse poderiam ser interpretados como uma glorificação da violência.
Ainda assim, seja no drama ou na realidade, minha convicção permanece a mesma: em qualquer situação e diante de qualquer escolha, as vítimas devem vir em primeiro lugar. Idealmente, deveríamos buscar uma sociedade em que esse tipo de dano nunca aconteça – uma em que o direito básico de todos à proteção seja devidamente garantido. Acima de tudo, acredito que é fundamental mantermos a esperança de que coisas tão terríveis não voltem a acontecer e que, como sociedade, não viremos o rosto para esses problemas. Se assistir a esse drama fizer com que os espectadores reflitam sobre tudo isso menos uma vez, ficarei profundamente grato como ator.
OMELETE: As cenas de ação são, claro, uma grande parte de Taxi Driver. Como esta já é a terceira temporada, vocês acham que a prática tornou essa parte do trabalho mais fácil? A coreografia de lutas e os dublês já fazem parte de vocês naturalmente?
PYO: Não estou no mesmo nível do Lee Je-hoon, é claro, mas nesta temporada também pude vivenciar algumas cenas de ação bastante intensas. [Risos] No começo, eu me perguntava: “Será que vou conseguir fazer isso?”. Mas, assim que as gravações começaram, ganhei confiança ao confiar na orientação do coordenador de dublês e da equipe de ação, que sempre garantiram que tudo fosse feito com segurança. Olhando para trás, foi uma experiência realmente memorável. Aproveito também para agradecer a todos que ajudaram a criar essas grandes cenas de ação.
LEE: Sinto que já fiz bastante atuação de ação ao longo dos anos – mas, mesmo assim, as cenas de ação sempre parecem novas e desafiadoras, toda vez que as encaro. Há sempre uma certa tensão envolvida. Nesse aspecto, deposito total confiança na equipe de dublês e sigo suas orientações de coração aberto. Quando sigo cuidadosamente as instruções do coordenador, o processo flui muito melhor, e o resultado é uma cena de ação com a qual fico realmente satisfeito. Sinceramente, não acho que teria chegado até aqui sem a nossa equipe. Depois de trabalharmos juntos por tanto tempo, sinto que alcancei um ponto em que posso experimentar um certo entusiasmo quando a coreografia de ação com meus colegas de cena se encaixa perfeitamente. Nesses momentos, em vez de exaustão, sinto uma grande satisfação – pensando comigo mesmo: “Isso realmente funcionou”.
OMELETE: À medida que nos aproximamos do fim de Taxi Driver 3, é natural que os fãs se perguntem se ainda há mais histórias para contar no universo da Rainbow Taxi. Quero ouvir de vocês: se tivessem a chance, topariam uma quarta temporada?
PYO: Como espectadora que realmente ama esse drama, espero que Taxi Driver continue existindo por muito tempo. E, como atriz que fez parte da série, é uma grande honra ver a terceira temporada recebendo tanto amor enquanto ainda está no ar. Se um dia a equipe da Rainbow Taxi for chamada para a ação novamente, adoraria continuar ao lado deles como uma versão ainda mais madura e forte da Go-Eun. [Risos]
LEE: Com certeza. Nós mesmos somos fãs de Taxi Driver, então estamos tão animados quanto o público para ver para onde a história pode ir a seguir. Se formos convidados a retornar para a quarta temporada, ficaremos mais do que felizes e gratos em fazer parte disso.
*Taxi Driver está disponível para streaming no Rakuten Viki. Os último episódio da terceira temporada estreia hoje (10) na plataforma.