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Desenvolvedor de Doom diz que "o Xbox não entende nada de arte" após demissões

Programador-chefe da id Software argumenta que "agora não é possível desenvolver um jogo grande como Doom, com metade da equipe"

Omelete
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Atualizada em 10.08.2026, ÀS 11H23
Doom (2016)/Divulgação

Créditos da imagem: Doom (2016)/Divulgação

Após John Romero, cofundador da id Software, lamentar demissões no estúdio de Doom, foi a vez de Chris Hays, programador-chefe se manifestar. O profissional quebrou o silêncio sobre os impactos da reestruturação feita pelo Xbox e atualizou a real situação da desenvolvedora. 

Em entrevista recente ao podcast Well Played, o veterano, que trabalha há mais de 15 anos no estúdio e participou de títulos como Doom Eternal e Doom: The Dark Ages, falou abertamente sobre os reflexos dos cortes e afirmou que ficou “impossível desenvolver jogos AAA do mesmo porte como os trabalhos anteriores da equipe".

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Segundo ele, departamentos inteiros foram “dizimados” após as demissões, com funções essenciais deixando de existir. Assim, o desenvolvedor negou que a id Software ainda tenha a mesma estrutura da época de Doom (2016): “Não somos a mesma equipe. Somos metade da mesma equipe”, afirmou.

Hays ainda criticou a postura da Xbox diante das mudanças e disse que a empresa teria passado instruções sobre o que os funcionários poderiam declarar publicamente. Para ele, as garantias de que o estúdio continuará produzindo grandes jogos não correspondem à realidade interna. O programador também questionou o modelo do Game Pass, apontando que os jogos da Bethesda chegam ao serviço no lançamento, mas a empresa ainda considera baixos os números de vendas.

Ao comentar os cortes, Hays afirmou que a Xbox “fundamentalmente” não entende de arte ou videogames: "Se você cortar metade de um estúdio e não levar em conta como ele é feito, você não entende que a coesão entre nossas equipes foi parte do que o tornou bem-sucedido", disse. 

As declarações acontecem após a Xbox anunciar, em julho, uma rodada de demissão de 3200 funcionários até o fim do ano fiscal de 2027. Os desligamentos devem representar cerca de 20% da força de trabalho da empresa. Como parte da reestruturação, o Xbox também encerrou algumas participações em estúdios adquiridos anteriormente, como Double Fine e Compulsion Games. Em comunicado enviado aos funcionários, a CEO Asha Sharma classificou as mudanças como “a reestruturação mais significativa da história do Xbox”.

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