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Crítica

Nioh 3 é brutal, mas extremamente recompensador

Novo jogo da franquia da Team Ninja tem deslizes técnicos, mas que a jogabilidade compensa

Omelete
5 min de leitura
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17.02.2026, às 17H57.
Nioh 3

Créditos da imagem: Captura de Tela

Quero começar esse review já deixando um disclaimer para os ansiosos: infelizmente, não joguei os outros dois jogos da franquia Nioh antes de ingressar em Nioh 3. Contudo, o jogo me deixou com vontade de explorar os outros títulos da franquia. Dito isso, vamos começar.

Quando me foi oferecido fazer o review de Nioh 3, eu topei sem nem pensar duas vezes. Já tinha gostado do que havia visto do jogo nos trailers e materiais promocionais, e depois do "bicho do Soulslike" ter me mordido outra vez com a DLC de Elden Ring, pensei em dar uma chance para mais um jogo desse estilo. E devo dizer que após passar muita raiva com o título, é gostoso demais sentir essa relação de amor e ódio. 

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Nioh 3
Divulgação

Algo que me chamou atenção logo no começo, foi o primeiro chefe do jogo, ainda na área de tutorial. Ali, eu tive a minha primeira "lição" sobre como Nioh era bem mais próximo de Sekiro: Shadows Die Twice do que eu estava imaginando. Devo dizer que esse também não é o primeiro jogo do gênero da Team Ninja que tive contato, já que o maravilhoso A Ascenção do Ronin, apesar de bem mais acessível - até por ter escolhas de dificuldade -, tem algumas similaridades aqui.

Nioh 3
Divulgação

Afinal, se eu ganhasse um real para cada vez que eu jogasse um RPG de Ação da Team Ninja que conta a história de dois irmãos em lados diferentes de um conflito que se passa no Japão da era dos Samurais, eu teria dois reais. Não seria muito, mas é estranho ter acontecido duas vezes.

Nioh 3 também introduz um novo estilo de jogabilidade, com o jogador podendo alternar entre Samurai e Ninja, usando habilidades distintas cada vez que usa uma das formas. Enquanto o Samurai é o estilo clássico de jogabilidade com espada, machados e outros armamentos nesse estilo, a forma de Ninja traz um combate mais rápido, focado em desviar usando as sombras e também dar golpes mais rápidos e usar habilidades durante o confronto. 

Nioh 3
Divulgação

Entre os dois estilos, eu me sentia muito mais seguro utilizando o Samurai, principalmente por ser algo mais próximo da experiência que eu tinha com outros jogos do gênero. Mas a Quebra Impetuosa é gostosa demais de se utilizar quando você acerta, e aqui, cabe ter a frieza de utilizar a habilidade no momento certo. Se não conseguir fazer isso, ainda é possível continuar jogando sem a usar a todo momento para enfrentar os chefes ou inimigos difíceis. Contudo, isso ajuda bastante caso masterize o movimento. 

Um único ponto da minha aventura em Nioh 3 que me deixou realmente descontente, foi o desempenho do jogo. Não tenho um computador que sofra para rodar qualquer título moderno, mas por algum motivo, o jogo engasgou em alguns momentos durante a jogatina. Em batalhas contra chefes, não cheguei a ter nenhum problema, ainda bem. Mas era notório que o título dava umas travadas. E em um Soulslike, às vezes isso pode custar a sua morte, então não é lá algo muito prazeroso quando acontece. 

Nioh 3
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Algo que me chamou atenção, mas não posso chamar de crítica, é como o título faz com que você fique a todo momento trocando de equipamentos e focando alguns bons minutos em descobrir como melhorar a sua build. Algo que eu já havia visto em A Ascenção do Ronin, então apesar do estranhamento inicial, foi ficando normal voltar a perder alguns minutinhos tentando entender cada equipamento enquanto me escondia para não ser surpreendido por algum Yokai enquanto trocava de item. 

A parte boa dessa variedade de itens e equipamentos para se usar, é que com dois estilos diferentes de jogabilidade, é possível montar estratégias completamente diferentes para cada modo. O Modo Samurai acaba sendo naturalmente mais defensivo, usando armaduras e armas que podem ter um alcance maior do que as do Modo Ninja, enquanto a versão que usa ninjutsu utiliza armadilhas e magias para atacar o inimigo. 

Por mais que em alguns momentos pareça que você está mais focando em um simulador de build do que necessariamente focando em aprender a jogabilidade do título, Nioh 3 compensa isso com a recompensa de encontrar a build certeira para derreter aquele chefe insuportável que você está passando horas tentando derrotar.

Quanto a história do jogo, devo dizer que ela não é lá muito genial. Mas se formos ser sinceros, muitos dos jogos do gênero, não tem uma história extremamente cativante e que te prenda por causa disso. O foco aqui é a jogabilidade, e por mais que Nioh 3 tenha uma premissa bacana na história, a pancadaria e superar as dificuldades é o que importa no fim das coisas. 

Mas falando sobre ela, a história coloca os irmãos Tokugawa Takechiyo, destinado ser o Xogum, em confronto com seu irmão, Tokugawa Kunimatsu, que fica com inveja da escolha do irmão para comandar o Japão, se unindo aos Yokais para tentar usurpar o trono. Antes de ser derrotado, Takechiyo é transportado para o passado, tendo que enfrentar inimigos em diferentes eras para tentar salvar o mundo. 

Cada área do jogo é separada por uma era diferente, e existe muita coisa para explorar em cada um deles. Como o título é uma aventura de mundo aberto separado por áreas, ele consegue muito bem estruturar a aventura para conseguir acompanhar o aumento de desafio para o jogador, além de introduzir novidades sobre o mundo sem deixar as coisas muito soltas. Nesse ponto, Nioh 3 acerta bastante para inserir os jogadores no universo da franquia sem os deixar a deriva em um mundo aberto gigante. 

No fim, apesar de alguns problemas técnicos de desempenho, Nioh 3 consegue entregar uma aventura punitiva, sem deixar de ser extremamente recompensadora quando você finalmente consegue derrotar os chefes do jogo, ou simplesmente passar por uma região difícil do mapa, ou conseguir algum item bacana após ficar horas tentando encontrá-lo. Por mais que em alguns momentos pareça que o lado de gerenciar a sua build seja mais importante do que aprender os padrões de ataque dos chefes, a aventura e o desafio compensam demais os pontos que podem ser considerados negativos para alguns. 

 

Nota do Crítico

Nioh 3

Nioh 3

06.02.2026
Ação, RPG, Soulslike
Desenvolvedora: Team Ninja
Publicadora: Koei Tecmo
Classificação: 18 anos
Plataformas: PlayStation 5 , PC
Testado em: PC

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