Deezer: 1 mês grátis + 20% OFF!

Icone Fechar
Games
Crítica

Duskfade é uma encantadora aventura sobre as perdas que superamos em vida | Review

Game da Weird Beluga consegue abordar temas delicados de um jeito singular com universo imaginativo

Omelete
4 min de leitura
22.09.2026, às 17H19.
Duskfade é uma encantadora aventura sobre as perdas que superamos em vida | Review

Créditos da imagem: Fireshine Games/Divulgação

Fugir das próprias emoções pode parecer uma alternativa fácil, mas sempre há um momento decisivo em que precisamos lidar com nossos sentimentos e seguir em frente. Essa é uma das lições cruciais que encaramos em Duskfade, novo jogo de aventura 3D da Weird Beluga.

Omelete Recomenda

Publicado pela Fireshine Games, o jogo é o segundo título do estúdio indie espanhol e traz uma aventura ambientada em um universo encantador, criado por relojoeiros. Inspirado em clássicos de PlayStation 2, Duskfade entrega uma aventura com elementos de plataforma e ação que, certamente, vai tocar o coração dos jogadores. 

Uma jornada sensível sobre o luto

Na história, assumimos o papel de Zirian, um garotinho fofo e destemido que precisa embarcar em uma difícil missão para salvar sua irmã, Allira. Após a perda do avô, a garota não consegue lidar com o luto, e o turbilhão de emoções faz com que ela tente usar magia para reverter a situação. Como esperado, a decisão gera consequências severas, e Allira acaba presa em uma torre.

É nesse contexto que Zirian inicia sua jornada por diversas áreas do reino em que vive, a fim de resgatar sua amada e teimosa irmã. Durante a aventura, ele é acompanhado de Cuco, uma misteriosa ave mecânica criada pela própria Allira, que serve como guia e companheira.

Os cenários, diga-se de passagem, são verdadeiramente deslumbrantes. Sem contar que, o ponto alto de Duskfade é, sem dúvida, o level design. Incrivelmente intuitivo, o jogo da Weird Beluga oferece uma acolhedora sensação de fluidez. Você nunca se sente perdido, porque todo caminho que você escolhe te leva para o “lugar certo”, seja com as missões principais ou com as buscas por colecionáveis. 

Um mérito interessante, aliás, para um jogo que não possui um mapa tradicional. Durante a jornada, os cenários percorridos pelo protagonista se conectam por meio de uma “cidade central”, na qual Zirian também pode aprimorar sua arma e habilidades, bem como conversar com alguns habitantes. Nesse sentido, os pontos de “viagem rápida” ajudam os jogadores, que assim como eu, gostam de explorar e colecionar itens secretos espalhados pelos arredores.   

Dito isso, a jogabilidade consiste em explorar, superar alguns desafios de plataforma e enfrentar diferentes inimigos. O combate, por sua vez, é veloz e fluido, com boas hordas de inimigos para abater. A principal arma de Zirian é a Minuteira, que lembra bastante as keyblades da franquia Kingdom Hearts.

Com a Minuteira, é possível atacar os inimigos de forma direta ou rebater possíveis ataques mágicos a seu favor. O que realmente faz a diferença é saber usar as esquivas no momento certo, para fugir de danos muito altos. O mesmo se repete nas batalhas contra os chefes, que costumam adicionar alguns desafios extras conforme o jogo avança. Cabe ao jogador então usar algumas habilidades adicionais para se manter vivo. 

Em uma das batalhas, por exemplo, Zirian precisa fugir de um mar de lava, o que faz o jogador recorrer aos ganchos que são desbloqueados em dado momento do jogo. Méritos, como mencionado antes, de um excelente level design, que ensina gentilmente ao jogador como usar as principais habilidades, para depois aplicá-las em desafios mais exigentes. 

Outro ponto importante é que o título também não é exageradamente punitivo. Os pontos de salvamento não são tão distantes uns dos outros, e a barra de vida do jovem Zirian é bem equilibrada. No fim das contas, é bem difícil morrer durante a exploração, com a dificuldade se intensificando de fato nas batalhas de chefe.

O jogo rodou bem no Nintendo Switch 2, tanto no modo portátil quanto no dock. Vale dizer também que o título possui quatro modos de dificuldade - Modo História, Aprendiz, Relojoeiro e Mestre Relojoeiro - algo que, aliado às legendas em português brasileiro, pode tornar o jogo acessível para um variado público, de diferentes idades.

Para além do combate dinâmico, Duskfade conquista o jogador com uma narrativa e personagens cativantes. Muitos jogos já se debruçaram sobre a temática do luto e de perdas, mas o game da Weird Beluga consegue abordar o tema de um jeito singular com seu universo imaginativo e cheio de relógios engenhosos.

Nota do Crítico

Duskfade

13 de agosto de 2026
Ação e Aventura, Plataforma
Desenvolvedora: Weird Beluga Studio
Publicadora: Fireshine Games
Classificação: 10 anos
Testado em: Nintendo Switch 2

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Escrever comentário


Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.