Mandalorian, MM84 e Last of Us: Como Pedro Pascal se tornou o novo paizão nerd

Créditos da imagem: Divulgação/Warner Bros.;Reprodução/Disney+;Divulgação/Omelete

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Mandalorian, MM84 e Last of Us: Como Pedro Pascal se tornou o novo paizão nerd

Sex symbol em Game of Thrones, ator conquistou universo nerd como uma peculiar figura paterna

Karol Gomes
13.02.2021
14h15

O que Maxwell Lord de Mulher-Maravilha 1984, Din Djarin de The Mandalorian e Joel Miller do game The Last of Us têm em comum? Até esta semana, o único ponto de contato entre os três personagens era o instinto paterno. Esses pais da ficção são sempre impulsionados a fazer de tudo para proteger os filhos - sejam biológicos, adotivos ou agregados. Mas agora há outro fator que os conectam: Pedro Pascal agora é responsável pelos três papéis.

O ator confirmou que dará vida a Joel na série live action da HBO que será baseada em The Last of Us, um dos jogos mais amados pelos adeptos do console PlayStation, consolidando seu posto de ícone do universo nerd, e um ícone um tanto peculiar, cuja principal característica não é a primeira que associamos a heróis de ação: o instinto paterno.

Tudo começou em 2014, graças a Oberyn Martell, personagem de destaque na quarta temporada de Game of Thrones, também da HBO. Ainda pouco conhecido, Pascal conquistou o papel, entre outros motivos, por seu sex appeal, característica que o personagem ostentava e que conquistou rapidamente fãs de todos os gêneros.

Foi uma passagem curta pela franquia, mas suficiente para revelar Pascal a Hollywood e lhe garantir a escalação como o agente Peña, um dos protagonistas de Narcos, da Netflix: um detetive da vida real que caçou Pablo Escobar por todos os cantos de Medellín e que, na ficção, ganhou ares de mulherengo e um bigode que lhe dava um charme vintage.

Mesmo sem precisar de músculos gigantes e regatas apertadas, perfeitamente alinhado à onda dos homens com dad bod (corpo de papai) que fizeram sucesso no fim dos anos 2010, Pascal passou a marcar presença em filmes de ação como Kingsman: O Círculo Dourado e Operação Fronteira. Parecia que esse seria o seu destino, até pelo fenótipo do homem latino e durão. Mas um chamado de Jon Favreau para uma produção original do Disney+ o colocou de volta onde sempre pertenceu, o mundo nerd - e, coincidentemente, num papel que acabaria levando essa característica paternal para além do físico.

Na Star Wars Celebration de 2019, em Chicago, Pascal se declarou um grande fã da franquia e contou, emocionado, como descobriu que o papel do Mandaloriano seria dele. “Eu perguntei: ‘vocês querem que eu faça um teste para que papel? Algum dos insetos?’. Então Jon olhou para mim e disse: ‘você é o Mandaloriano’”, contou o ator.

O papel na série de Star Wars colocou Pascal de uma vez por todas como uma figura do universo nerd com o qual ele mesmo sempre se identificou, ao mesmo tempo que o introduziu num papel que ele (ainda?) não tem na vida real: o de pai.

Ao longo de duas temporadas, Pascal passeou com o Baby Yoda (vulgo Grogu) pelos cenários mais clássicos do universo de Star Wars, viajou por toda a galáxia para mantê-lo seguro e se despediu do pequeno Jedi em um dos momentos mais agridoces e emocionantes da série.

O segundo ano de The Mandalorian deixou bem claro que Din Djarin e Grogu haviam assumido uma dinâmica de pai e filho, mostrando o mandaloriano orgulhoso do treinamento jedi do pequeno e até mesmo traindo as próprias crenças ao tirar o capacete em frente a testemunhas, tudo para salvar a criança.

Depois, Pascal se tornou Maxwell Lord em Mulher-Maravilha 1984, um vilão cheio de profundidade que faz de tudo para impressionar e dar orgulho ao filho, inclusive se redimir no final.

Em mais ou menos ano, Pascal se firmou nesse papel de paizão nerd, transitando entre três figuras paternas que se importam com suas crianças: o anti-herói de coração mole do universo da Lucasfilm, o vilão dos quadrinhos da DC e um pai super-herói do filme infantil Pequenos Grandes Heróis, da Netflix.

Quando essas coincidências foram apontadas a Pascal em uma entrevista recente ao Roadshow, ele se deu conta da nova persona que está imprimindo em Hollywood. “Eu acho que passei totalmente a ‘papai’, né? Eu aceito. Está na hora”, disse o ator de 45 anos.

Mas de onde viria a inspiração para desempenhar essa função tão bem nas telas? Nascido no Chile em uma família que imigrou para os Estados Unidos, o ator sempre se mostrou “um cara família”. Quando a irmã Lux Pascal se declarou transsexual, não foi diferente: Pascal postou uma capa de revista que ela estampava dizendo orgulhosamente “Minha irmã, meu coração”.

Se a adaptação de The Last Of Us para a televisão seguir a história do jogo à risca, veremos Pascal sofrer no papel de Joel ao perder a filha Sarah de maneira trágica durante o início de uma pandemia que transforma a humanidade em zumbis. Ele receberá então a missão de proteger Ellie (Bella Ramsey), a possível cura para o fungo, e também criará vínculos paternos com a garota.

É o universo cinematográfico do pai solteiro Pedro Pascal tomando forma:

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