Jared Leto em Esquadrão Suicida; Joaquin Phoenix em Coringa

Créditos da imagem: Esquadrão Suicida (2016)/Coringa/Warner Bros./Divulgação

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Coringa | Jared Leto tentou impedir produção do filme de Todd Phillips

Hollywood Reporter afirma que o ator solicitou que seu agente reclamasse com a dona da Warner Bros.

Arthur Eloi
19.10.2019
13h34
Atualizada em
20.10.2019
09h24
Atualizada em 20.10.2019 às 09h24

Anteriormente havia sido revelado que Jared Leto ficou “alienado e decepcionado” com a decisão da Warner Bros. de ter um novo Coringa. Agora, um relato do Hollywood Reporter afirma que o ator chegou a pedir para um de seus agentes convencer o estúdio a cancelar o projeto de Todd Phillips.

A matéria afirma que Leto pediu para Irving Azoff, que agencia sua carreira musical, para reclamar diretamente com a dona do estúdio (podendo ser tanto a Time Warner quanto a AT&T, dependendo da data do ocorrido), mas Azoff sequer chegou a fazer a ligação. Além disso, o ator supostamente reclamou muito com a CAA (Creative Arts Agency), que gerencia sua carreira e também a de Phillips, argumentando que “não era forma de se tratar um vencedor do Oscar”. A falta de ação pela CAA pode ter sido o motivo por Leto ter trocado a agência pela WME, apesar de fontes do THR adicionarem que o ator tinha problemas frequentes com a empresa, tendo trocado de agente quatro vezes.

O descontentamento de Leto vem do fato de que ele inicialmente produziria e estrelaria um filme-solo focado na sua versão do personagem, mas o projeto foi cancelado pelo estúdio para dar espaço para o reboot de Esquadrão Suicida por James Gunn e também ao longa de Todd Phillips, estrelado por Joaquin Phoenix. O que pode ter intensificado o sentimento do ator é justamente o fato de que praticamente todo o restante de seus colegas de equipe retornará para o novo longa de Gunn. Além disso Margot Robbie, que foi a Arlequina no filme de 2016, terá sua própria aventura com Aves de Rapina (2020) - que inicialmente começou como um filme sobre o relacionamento dela com o Coringa de Leto.

Por fim, o artigo também cita como a própria Warner Bros. não botava muita fé no filme de Todd Phillips por conta de seu tom sombrio. Como forma de “desencorajar” o cineasta, o estúdio liberou um orçamento morno - sem o efeito desejado.

Coringa já figura no Top 5 de maiores bilheterias de lançamento de filmes para maiores de 18 anos do país, ficando atrás apenas de Deadpool (US$ 132,4 milhões), Deadpool 2 (US$ 125,5 milhões) e It: A Coisa (US$ 123,4 milhões). No Brasil, o longa estrelado por Joaquin Phoenix recebeu classificação indicativa para maiores de 16 anos.

Coringa estreou no dia 3 de outubro e arrecadou US$ 93,5 milhões em seu primeiro final de semana, melhor marca da Warner desde Mulher-Maravilha que, sem a mesma limitação de ser só para maiores de 18 anos, fez US$ 103 milhões.