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Para agonia dos haters, O Agente Secreto de Wagner Moura brilhou mesmo sem Oscar

Filme multi indicado voltou sem estatueta, mas cheio de conquistas tão importantes quanto

Omelete
3 min de leitura
Pedrinho
16.03.2026, às 13H31.

Quando Ainda Estou Aqui foi indicado a melhor filme, melhor filme internacional e a melhor atriz (com Fernanda Torres), no Oscar do ano passado, o cinema do Brasil foi colocado num patamar inédito. A vitória em melhor filme internacional, nos elevou mais ainda, já que aquela foi a primeira vez que um filme nosso venceu a premiação. Esse feito, porém, também subiu a régua das produções nacionais e colocou uma barreira invisível em uma regra não escrita: a Academia não costuma prestigiar o mesmo país dois anos seguidos nesta categoria. Ainda assim, quase conseguimos quebrar o tabu com O Agente Secreto, que nos retornou à premiação ainda mais fortes e mais indicados.

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O filme de Kleber Mendonça Filho concorreu em melhor filme, melhor filme internacional e nas categorias inéditas para o Brasil: melhor ator (com Wagner Moura) e melhor direção de elenco – na estreia da categoria. As quatro indicações já colocam o longa-metragem na frente de muitas outras produções, inclusive hollywoodianas, que não foram tão abraçadas assim pelos votantes do Oscar. Infelizmente, a equipe voltou para casa sem nenhuma estatueta, causando uma reação vergonhosa em uma parcela do público.

Por mais incrível que possa parecer, O Agente Secreto tem haters. Nas redes sociais, diversos perfis, influentes ou não, celebraram o fato de o filme não ter recebido nenhum Oscar, apesar dos mais de 70 prêmios e reconhecimentos que recebeu ao longo de sua campanha na temporada de premiações. Em vez de celebrar as conquistas da produção, como suas vitórias no Festival de Cannes, Globo de Ouro, Critics Choice, Spirit Awards e muitos outros, os haters se dedicaram a tratar o filme como derrotado. Mas será que isso faz sentido?

Se compararmos O Agente Secreto com Marty Supreme, por exemplo, nossa situação foi muito melhor. O filme de Josh Safdie, conhecido por Bom Comportamento (2017) e Joias Brutas (2019), começa com vantagem pelo diretor, que tem muitos conhecidos entre os votantes. Isso se estende ainda pelo elenco, que conta com o badalado Timothée ChalametTyler The Creator e Gwyneth Paltrow. O filme contou com um orçamento de US$70 milhões (cerca de R$350 milhões) e uma campanha de divulgação massiva, conquistando 9 indicações, mas não levando nenhuma estatueta.

Entre outros títulos que saíram de mãos abanando estão Sonhos de Trem, Bugonia e Blue Moon, mesmo com elenco, direção ou um estúdio milionário envolvido na sua produção. Esses números mostram como a premiação deste ano foi mais acirrada e tornou as coisas mais difíceis para o Brasil - que já não era o favorito da academia por ter vencido no ano anterior.

Considerando que o primeiro Oscar para o nosso país veio após 97 anos de premiação, ter duas indicações seguidas, prestigiando elenco, direção e o cinema nacional, é um feito do c*ralho. Dois anos seguidos em premiações internacionais alavancam o mercado audiovisual brasileiro a patamares nunca antes vistos por aqui. Distribuidoras, estúdios e produtoras estrangeiras, com dólar e influência, certamente vão olhar ainda mais para a nossa indústria, gerando mais empregos, formando novos profissionais e tirando sonhos brilhantes do papel. Afinal, é assim que todo filme começa, com um sonho.

O Agente Secreto era um sonho de muitos, o Oscar para ele, também, mas voamos longe independentemente do troféu dos gringos. Ainda que o filme tenha todos esses méritos, ainda há quem prefira ficar de pirraça, mas tudo bem. Sigamos sem eles.

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