Regina King, de Watchmen, após vencer o Emmy de Melhor Atriz de Minissérie

Créditos da imagem: Emmy 2020/Reprodução

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Diversidade marca presença em cerimônia do Emmy 2020

Noite marca recorde de mais atores negros premiados em uma única edição

A cozinha
21.09.2020
01h04

O Emmy 2020 foi bem diferente dos demais, mas uma das mudanças positivas foi o aumento da representatividade na premiação. O evento já havia batido recorde nas indicações, com 34.3% nomeados negros e essa força continuou durante a cerimônia, com a vitória de diversos atores e cineastas de diversas etnias.

Watchmen, que trata do racismo e a necessidade de reparação histórica, conquistou estatuetas para seus dois protagonistas, Regina King (Angela Abar) e Yahya Abdul-Mateen II (Cal Abar), e também para seus realizadores.

Aproveitando os holofotes, os vencedores discursaram em prol da representatividade, com o criador Damon Lindelof e o roteirista Cord Jefferson relembrando o Massacre de Tulsa - evento real que serve como ponto de partida para a narrativa fictícia da série de TV. Jefferson dedicou seu prêmio às vítimas do ocorrido de 1921, quando residentes brancos da cidade no Oklahoma, EUA, assassinaram moradores negros em suas casas e comércios.

King, por sua vez, recebeu sua quarta estatueta de atuação usando uma camiseta em homenagem à Breonna Taylor, jovem negra norte-americana que foi vítima de brutalidade policial em março de 2020. Até o momento, seus assassinos ainda não foram presos.

Outra homenagem marcante foi a de Chadwick Boseman, que ganhou espaço no segmento de In Memorian. Além disso, no fim da premiação, pouco antes de anunciar o vencedor de Melhor Série Dramática, Sterling K. Brown (This is Us, Marvelous Mrs. Maisel) subiu ao palco com uma camiseta do movimento Black Lives Matter.

O tom da apresentação, porém, foi de celebração das conquistas de realizadores negros em meio às inúmeras complicações, algo que ficou bem claro na homenagem à Tyler Perry. O cineasta, que recebeu o troféu Governors Award, teve sua carreira recapitulada por Oprah e Chris Rock, que argumentaram como o diretor fez seu nome mesmo sendo rejeitado por Hollywood. Ao subir ao palco, Perry agradeceu, e também afirmou como seus pais lhe ensinaram a nunca depender dos outros, e que sua missão é justamente usar seu esforço para criar oportunidades para outros realizadores negros.

As celebrações também vieram nas vitórias. Em 2020, o Emmy bateu seu recorde de atores negros vitoriosos em uma única edição, com sete premiados (incluindo categorias técnicas). Além de King de Abdul-Mateen II, nomes como Zendaya, de Euphoria, e Uzo Aduba, de Mrs. America, se consagram como grandes surpresas da noite. Zendaya, inclusive, se tornou a mais jovem vencedora do prêmio Melhor Atriz Dramática aos 24 anos de idade, e a segunda negra da categoria, ao lado de Viola Davis.

Quem melhor amarrou o sentimento geral da premiação foi Anthony Anderson. O ator e criador de Black-ish comandou um segmento em que se dizia grato pelo número de indicados negros, mas que percebia a ironia disso ter acontecido justamente no ano em que o Emmy aconteceu virtualmente.

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