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Créditos da imagem: BBC/Divulgação

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Como começar a ver Doctor Who

Episódios essenciais para entender a icônica série britânica

Nicolaos Garófalo
14.05.2020
22h36
Atualizada em
14.05.2020
22h50
Atualizada em 14.05.2020 às 22h50

Um dos fandoms mais apaixonados do mundo é o de Doctor Who. Barulhentos, os fãs da série britânica tentam – muitas vezes em vão – chamar a atenção de amigos e familiares para a produção da BBC, que teve seus primeiros episódios exibidos na década de 1960. No entanto, as muitas peculiaridades de Doctor Who, da mudança rotineira de protagonista às complicadas regras de viagem no tempo, assustam potenciais novos espectadores. Além disso, o número de temporadas também afasta os não-iniciados: só a era “moderna” da série, que começou em 2005, tem 12 temporadas.

O cânone cada vez mais complicado da série também dificultou a missão do fandom em explicar a série. Ao invés de entrar em detalhes, muitos aficionados pela produção decidiram resumir sua trama em uma pequena frase: “é sobre tempo e espaço”. Apesar de – mais ou menos - correto, o mote não é exatamente convidativo. Afinal, o que não falta na TV são boas séries de ficção científica, novas ou não.

Para facilitar a chegada de novos espectadores, fizemos uma lista de episódios modernos de Doctor Who que ajudam na introdução da série e explicam, da melhor maneira possível, por que a história do viajante temporal faz tanto sucesso.

Obs.: por se tratarem de episódios introdutórios, o especial de 50 anos da série, “O Dia do Doutor”, não entrou na lista.

1ª temporada, episódio 1 – “Rose”

Primeiro episódio do revival de Doctor Who promovido pela BBC em 2005, “Rose” introduz conceitos básicos do cânone da série. A nave/máquina do tempo TARDIS (“tempo e dimensões relativas no espaço”, em inglês), que é maior por dentro, a personalidade heroica do Doutor e a estranheza dos vilões extraterrestres estão presentes neste capítulo de estreia. “Rose” também traz o primeiro contato do público com Christopher Eccleston, ator que viveu a nona versão do Doutor e é até hoje muito elogiado por sua performance.

1ª temporada, episódios 9 e 10 – “A Criança Vazia/O Doutor Dança”

Um dos grandes atrativos de Doctor Who é sua capacidade de brincar com diferentes gêneros cinematográficos, adicionando-os à sua premissa única. O episódio duplo “A Criança Vazia/O Doutor Dança” é o primeiro da série moderna a abordar o terror, trazendo um arrepiante vilão na forma de uma criança capaz de controlar corpo e mente de inúmeras pessoas. É nesse arco também que a série apresenta o carismático Capitão Jack Harkness, vivido por John Barrowman.

1ª temporada, episódio 14 – “Invasão Natalina”

Sem entrar em spoilers, o primeiro Especial de Natal da série moderna explica o conceito de “regeneração”, introduzido em Doctor Who em 1966. É também o primeiro de David Tennant, considerado por muitos o melhor Doutor da história, no papel principal.

2ª temporada, episódio 3 – “Volta às Aulas”

A trama do terceiro episódio do segundo ano não sai da Terra, mas tem uma premissa divertida. Investigando a chegada de uma raça alienígena a uma escola de Londres, o Doutor reencontra Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen), companheira da Era Clássica de Doctor Who. O retorno da personagem foi muito celebrado por fãs da série, já que sua dinâmica com o protagonista é uma das melhores da história da série.

3ª temporada, episódio 10 – “Não Pisque”

Tido como um dos melhores episódios da série moderna, “Não Pisque” apresenta os assustadores Anjos, seres que parecem estátuas e “se alimentam” enviando suas vítimas a décadas no passado. Com menos foco no Doutor, o capítulo é protagonizado por Carey Mulligan (As Sufragistas) e trouxe a famosa frase “wibley wobley timey wimey stuff” (traduzido como “um barato muito doido de espaço-tempo... Coisado”).

3ª temporada, episódios 12 e 13 – “O Som dos Tambores/O Último Senhor do Tempo”

Mais um episódio duplo extremamente necessário para mergulhar no universo de Doctor Who, “O Som dos Tambores/O Último Senhor do Tempo” marca a estreia do Mestre, vilão clássico da série, na Era Moderna. Assim como o Doutor, o antagonista é um Senhor do Tempo, obcecado por dominar o universo. Aqui, ele é vivido por John Simm (Live on Mars).

4ª temporada, episódios 17 e 18 – “O Fim do Tempo”

Embora a quarta temporada seja indispensável, o Especial de Natal duplo é o mais importante para o cânone de Doctor Who. Aqui, o Mestre de Simm retoma seus planos de dominação universal, começando pela Terra. “O Fim do Tempo” traz uma das atuações mais brilhantes de Tennant no papel principal, além de conter um dos momentos mais emocionantes da série.

5ª temporada, episódio 1 – “A Décima Primeira Hora”

A troca de showrunners em Doctor Who sempre apresenta um bom ponto de entrada para novos espectadores. Em “A Décima Primeira Hora”, episódio em que Steven Moffat assume a série, o Doutor de Matt Smith é apresentado para o público, assim como sua companheira Amy Pond, interpretada por uma Karen Gillan pré-Guardiões da Galáxia. A chegada de Moffat também trouxe uma série de mudanças no programa. Além do tom mais americanizado, a BBC passou a investir um pouco mais nos efeitos especiais, que melhoram bastante em relação às primeiras temporadas.

5ª temporada, episódio 10 – “Vincent e o Doutor”

Extremamente emocionante, “Vincent e o Doutor” une o Senhor do Tempo ao pintor Vincent Van Gogh. Além de ser um dos melhores episódios históricos de Doctor Who, o capítulo tem uma abordagem delicada aos distúrbios psicológicos, como depressão e esquizofrenia. Vale separar a caixa de lencinhos na hora de assistir.

7ª temporada, episódio 8 – “Os Anéis de Akhaten”

Uma das principais características do Doutor nessa fase moderna de Doctor Who é sua capacidade de derrotar inimigos com seus inspiradores discursos. Em “Os Anéis de Akhaten”, o 11º Doutor tem mais um momento emocionante, em que argumenta com um enorme ser que exige sacrifícios de um povo refém de sua vontade. O discurso declamado mostra um belo aprofundamento na psique do Senhor do Tempo e expõe muitas de suas cicatrizes emocionais.

10ª temporada, episódio 1 – “O Piloto”

Como próprio nome do episódio já indica, “O Piloto” é mais um interessante ponto de entrada para novos fãs. Embora traga diversos elementos apreciados por fãs de longa data, o primeiro capítulo da décima temporada conta com a nova companheira Bill (Pearl Mackie), que traz o ponto de vista dos espectadores. Graças à garota, o arrogante – e ótimo – Doutor de Peter Capaldi é obrigado a explicar o próprio universo de Doctor Who da maneira mais divertida e didática possível.

11ª temporada, episódio 1 – “A Mulher Que Caiu na Terra”

Última “introdução” à série – por enquanto -, “A Mulher Que Caiu na Terra” apresenta a primeira Doutora mulher, interpretada por Jodie Whittaker (Broadchurch). Além de ser um marco histórico em Doctor Who, o episódio, que também marca a chegada de Chris Chibnall como showrunner, reintroduz aos poucos alguns elementos da série, como a regeneração e a chave de fenda sônica.