O Esquadrão Suicida | Como Starro, o Conquistador, ajudou a Marvel a ser o que é

Créditos da imagem: Warner Bros./Divulgação

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O Esquadrão Suicida | Como Starro, o Conquistador, ajudou a Marvel a ser o que é

1ª aparição do vilão nos quadrinhos da DC inspirou a Casa das Ideias a investir em super-heróis

Eduardo Pereira
13.08.2021
19h49
Atualizada em
13.08.2021
20h56
Atualizada em 13.08.2021 às 20h56

Quem vê a gigante estrela alienígena Starro, o Conquistador Estelar destruindo boa parte do país fictício de Corto Maltese no terceiro ato de O Esquadrão Suicida, nem imagina que o personagem é indiretamente responsável pela criação da identidade da Marvel Comics como conhecemos hoje. Isso porque o vilão da DC, que figura nas publicações da editora há mais de 60 anos, serviu para inspirar a concorrente a voltar a investir em histórias de super-heróis.

Como lembrou o The Hollywood Reporter, Starro foi criado por Gardner Fox e Mike Sekowsky e introduzido na edição de número 28 dos quadrinhos The Brave and the Bold (Os Bravos e Destemidos, em tradução livre), no ano de 1960. A história, que apresentava o vilão, trazia também a primeira aventura da Liga da Justiça da América, reunindo os maiores heróis da DC em uma só trama. Pela inventividade e dinamismo, o quadrinho chamou a atenção do editor da Marvel Martin Goodman, que então convenceu Stan Lee a voltar a investir em histórias de super-herói com o selo da Casa das Ideias.

Essa inspiração fica clara até mesmo na comparação de capas entre a edição 28 de The Brave and the Bold e a revista em quadrinhos que deu início ao Universo Marvel que conhecemos: a primeira edição de Fantastic Four, de Lee e Jack Kirby, lançada em 1961. Se não fosse por Starro, talvez nunca tivessemos não só a Marvel Comics que conhecemos e amamos, mas também o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).

DC Comics/Reprodução; Marvel Comics/Reprodução

Ao longo dos seus 61 anos de histórias nos quadrinhos da DC, Starro marcou outros encontros bélicos contra a Liga da Justiça, além de confrontos marcantes com o Aquaman (ele é, afinal, uma estrela-do-mar espacial). Um dos embates mais memoráveis aconteceu nos anos 1980, após a revelação de que o Starro que conhecíamos era apenas uma pequena amostra de uma versão colossal que ainda habitava o espaço; ameaça que foi só destruída com a inesperada colaboração entre a Liga e Sonho, protagonista de Sandman, obra máxima de Neil Gaiman.

Mais recentemente, no arco de Justice League: No Justice (2017), Starro foi convencido da importância e dos benefícios do altruísmo, se sacrificando para salvar outros da ameaça dos Titãs Ômega. Uma parte de seu tecido corporal foi eventualmente reconstruída pelo Batman, apenas para recobrar consciência e se tornar o herói "Jarro", em referência à sua vida dentro de uma jarra, que tem importante participação no evento Dark Nights: Death Metal, de 2020

Já fora das páginas, o personagem coleciona aparições em animações como The Superman/Aquaman Hour of Adventure (1960), além de Batman do Futuro (1999)Justiça Jovem (2010) e Os Jovens Titãs em Ação (2013). Para os fãs de videogames, o personagem pode parecer familiar caso eles tenham jogador Injustice: Gods Among UsBatman: Arkham KnightDC Universe Online e Infinite Crisis.
 
Em O Esquadrão Suicida, o personagem é apresentado pelo diretor e roteirista James Gunn como um ser alienígena trazido para a Terra por astronautas norte-americanos, e colocado pelo governo no laboratório Jotunheim, em Corto Maltese, aos cuidados (sádicos) do Pensador (Peter Capaldi). Assim como nos quadrinhos, Starro é capaz de liberar pequenas versões dele mesmo que controlam a mente da população do planeta que ele invadir. Ainda assim, o filme consegue fazer dele um personagem que desperta empatia, muito graças à insinuação de terríveis torturas sofridas por ele na mão do cientista.

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