Séries e TV

Entrevista

Mil pessoas, 15 empresas: como foi fazer efeitos visuais do Godzilla em Monarch

Sean Konrad, que coordenou o trabalho, falou dos desafios de criar o kaiju

Omelete
3 min de leitura
01.12.2023, às 06H00
ATUALIZADA EM 09.12.2023, ÀS 18H23
ATUALIZADA EM 09.12.2023, ÀS 18H23

O que é necessário para transformar o Godzilla em “realidade” — ou melhor, em uma criatura de CGI convincente? Sean Konrad, que trabalha no MonsterVerse desde o Godzilla de 2014 e assumiu o papel de coordenador de efeitos especiais em Monarch: Legado de Monstros, contou ao Omelete que, no caso da série, mais de mil pessoas estiveram envolvidas no processo.

Esse time todo estava espalhado entre 15 empresas diferentes, com bases ao redor do mundo”, disse. “Para você ter uma ideia, um blockbuster médio de Hollywood usa normalmente cinco empresas, um terço do que utilizamos. Todo mundo fez um trabalho excelente, é claro, mas o nosso maior desafio foi juntar tudo no fim do processo.

Apesar da abundância de recursos da produção de Monarch, bancada pelo Apple TV+, Konrad admitiu que o trabalho em uma série de TV é bem diferente daquele desenvolvido para a tela grande.

Mesmo que tivéssemos o maior orçamento da história da TV, seria diferente do que trabalhar em um filme, porque teríamos que lidar com oito horas ou mais de conteúdo, ao invés de duas horas ou duas horas e meia”, explicou. “Isso significa que o seu trabalho precisa ser mais planejado, e você precisa escolher onde o seu serviço deve ser mais caprichado.

A abordagem narrativa de Monarch dita que o foco é a história dramática dos personagens humanos — o que trouxe alívios e desafios para o time de efeitos especiais, como esclareceu Konrad: Isso faz com que cada pequeno momento de ação tenha muito mais consequência, faça muito mais diferença para os fãs. Então, o que precisamos fazer é ir direto ao ponto. Cada take precisa ser o melhor que poderia ser."

Um Godzilla “coerente”

Falando em mais detalhes sobre o visual do Godzilla de Monarch e do MonsterVerse, o supervisor de efeitos especiais destacou que o tamanho do “bichão” implica em detalhes únicos. Quando coisas muito, muito grandes se movem muito, muito rápido, elas parecem estar se movendo devagar para nós, que somos pequenos”, brincou Konrad.

Por exemplo: quando o nosso Godzilla move a sua cauda, ela cria booms sônicos e ondas e compressão do ar, esse tipo de coisa. Na equipe de efeitos visuais, o nosso trabalho é fazer ele parecer o mais coerente possível”, continuou. “Quando ele dá um passo, é todo um processo: a pata se levantando, o quadril girando, o joelho absorvendo o impacto, e tudo isso acelerando e desacelerando conforme o movimento segue.

Outro “detalhe” que nem deve passar pela cabeça dos fãs quando assistem Monarch é que a equipe de efeitos especiais é a responsável por fazer o Godzilla… bom, atuar.

Sim, o CGI de hoje permite que façamos o Godzilla ser muito expressivo, de forma muito específica. Ele não está falando com a câmera, é claro, mas você consegue entender que ele está frustrado, ou determinado”, comentou Konrad. “Você consegue ler o estado emocional do Godzilla, se nós fizemos nosso trabalho direito.

Os quatro primeiros episódios de Monarch estão disponíveis para streaming pelo Apple TV+. Os capítulos subsequentes serão lançados semanalmente, sempre às sextas-feiras.

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