Ashita no Joe e Cowboy Bebop

Créditos da imagem: Ashita no Joe/Mushi Production/Reprodução // Cowboy Bebop/Sunrise/Divulgação

Séries e TV

Artigo

Animes clássicos que ainda vale a pena ver (de novo)

Nem só de anime da temporada é feita a animação japonesa; conheça algumas séries de anos (ou décadas) atrás que você precisa ver

Fábio Garcia
03.11.2020
16h00
Atualizada em
03.11.2020
14h10
Atualizada em 03.11.2020 às 14h10

A cada estação do ano, as produtoras japonesas oferecem dezenas de novos animes com as mais diversas temáticas e histórias, ocupando o espaço de outras inúmeras séries finalizadas. Essa constante renovação faz com que as pessoas sempre estejam atrás de animes novos, e os que ficam para trás caem logo no esquecimento.

Isso é um grande erro, afinal a animação japonesa é repleta de clássicos que sempre valem a pena ver de novo, ou mesmo conhecer muito tempo depois de seus lançamentos. Separamos nessa lista quatro animes não tão recentes que podem valer a sua audiência em algum serviço de streaming.

Cowboy Bebop (1998)

Cowboy Bebop/Sunrise/Divulgação

Cowboy Bebop é daqueles animes que a fama saiu do nicho otaku e já é considerado um clássico cult por amantes de animação de qualquer canto do mundo. A produção dirigida por Shinichiro Watanabe é uma mistura excelente de drama, cenas de ação com naves espaciais, ficção-científica e uma trilha sonora de jazz casada perfeitamente com a ambientação.

O anime se passa em uma época na qual o planeta Terra se transformou em um lugar inabitável, então a humanidade passou a habitar outros planetas, como Marte. Como a criminalidade aumentou exponencialmente e a polícia não consegue dar conta, decidiram voltar à estratégia do velho oeste americano: cada bandido vale uma quantia em dinheiro de acordo com sua periculosidade e cabe aos caçadores de recompensas a captura dos meliantes.

Cowboy Bebop/Sunrise/Divulgação

O personagem principal de Cowboy Bebop é Spike Spiegel, um homem de cabelo bagunçado e com um grande drama amoroso em seu passado, que mora na espaçonave Bebop ao lado de seu amigo, o ex-policial Jet Black. Completam o rol de personagens principais a sensual oportunista Faye Valentine e a hacker mirim Ed, formando uma "família" bem inesperada e unida pelo passado disfuncional.

No decorrer de seus episódios, Cowboy Bebop é capaz de oferecer uma montanha russa de sensações. Cada história é única, misturando de forma perfeita o drama, passados tristes e uma trilha sonora maravilhosa. Ah, não podemos esquecer das fantásticas lutas entre naves espaciais que muitas vezes tomam um rumo inesperado.

Cowboy Bebop é um anime obrigatório. Mesmo tendo mais de 20 anos, sua animação de qualidade e o roteiro incrível o fazem ser digno de ser assistido em qualquer época.

Rurouni Kenshin: Samurai X (1996)

Rurouni Kenshin/Divulgação

Aqui temos uma sugestão de anime um pouco polêmica, a julgar pelas notícias envolvendo o autor Nobuhiro Watsuki, mas é inegável que Rurouni Kenshin (ou Samurai X, para os brasileiros) é uma série com um ar muito nostálgico para nós.

Rurouni Kenshin é ambientado no começo da Era Meiji, e os samurais que tocavam o terror no Japão foram proibidos de carregar suas espadas pela rua. O protagonista da história é Kenshin Himura, um andarilho que busca expiar os seus crimes e assassinatos do passado por meio de uma espada com lâmina invertida. Logo no começo da trama ele conhece a jovem Kaoru Kamiya, herdeira de uma técnica de espada mais defensiva, e passa a morar em seu dojo e viver várias aventuras.

Rurouni Kenshin/Reprodução

Um dos destaques de Rurouni Kenshin é como o autor conseguiu entrelaçar fatos que realmente ocorreram no Japão e personalidades históricas com uma trama de um shonen de aventura com muitas lutas e técnicas especiais. No decorrer dos episódios, Kenshin Himura precisa encarar adversários cada vez mais poderosos e evitar ao máximo descumprir sua regra de não matar. O anime é uma adaptação muito competente do mangá, embora tenha desandado um pouco após o grande arco contra o vilão Makoto Shishio, mas mesmo assim ainda vale ser acompanhado.

Embora seja muito nostálgico para o fã de anime no Brasil, não houve tantas oportunidades assim de se acompanhar o anime do começo ao fim: a Globo chegava a picotar três episódios para formar apenas um e a série foi exibida na TV paga de forma inconstante. Por sorte, agora temos a possibilidade de acompanhar Rurouni Kenshin em um serviço de streaming, sem depender de TV Globinho ou de emissora cortando cenas violentas.

Ashita no Joe (1970)

Ashita no Joe/Reprodução

Agora vamos um pouco para o passado, porque Ashita no Joe é o que chamamos de clássico dos clássicos. Seu mangá, publicado entre 1968 e 1973 no Japão, foi um fenômeno no país e chegou a mobilizar os japoneses em um funeral real feito pela morte de um personagem na ficção. Mas, afinal, do que se trata Ashita no Joe?

A história é protoagonizada por Joe Yabuki, um rapaz meio revoltado e bom de briga que acaba sendo descoberto por Danpei Tange, um boxeador em busca de um pupilo.

Precisamos levar em conta que se trata de um anime do começo dos anos 1970, então é até incoerente esperar uma animação melhor trabalhada como outras desta lista. Mesmo para a época, Ashita no Joe parecia ter uma qualidade aquém, mas isso foi contornado com saídas bem criativas e com um estilo único, sendo bem fiel ao traço do desenho de Tetsuya Chiba. Mesmo datado, é uma experiência que o fã de animes deveria passar para conhecer melhor o passado da animação japonesa.

Ashita no Joe é considerado como um dos animes mais icônicos do Japão e seu legado é mantido até hoje. Inclusive em 2018 surgiu Megalo Box, uma nova série feita para homenagear a história de Ikki Kajiwara. Dessa vez a trama, levemente inspirada na ascenção de Joe Yabuki como sensação do boxe, é levada para uma ambientação futurista na qual os lutadores usam exoesqueletos para os combates.

Kill la Kill (2013)

Kill la Kill/Divulgação

Mas também há espaço para clássicos modernos, como o anime Kill la Kill, feito pelo cultuado estúdio Trigger no começo desta década. E antes que se alegue que se trata de um anime muito recente, vamos lembrar que ele está bem perto de completar uma década de existência.

Kill la Kill parte de uma premissa bem absurda e conta a história de uma garota que ganha força quando... sua roupa super curta lhe suga o sangue. A trama inteira é ambientada em um colégio rígido em que os alunos mais influentes possuem trajes que lhe garantem poderes, como se fossem armaduras de combate.

As imagens do anime podem indicar se tratar de mais uma série que faz uso do batido recurso do ecchi (a erotização) para atrair o público masculino, mas vendo um pouco além das aparências, pode te surpreender: a história é levada como uma paródia e tira sarro da necessidade que a trama tem de exibir o corpo da protagonista.

Mantendo a cartilha do estúdio, Kill la Kill tem uma animação fascinante. Prepare-se para cenas de perseguição intensas, personagens muito caricatos e uma fluidez de movimento que normalmente você esperaria de um longa-metragem. Não perde em nada para outros projetos igualmente bons do estúdio Trigger, como Little Witch Academia e BNA - Brand New Animal.

Como ver?

Se você é fã de séries do presente e do passado, fica o recado: a Funimation, o novo serviço de streaming de animes chegará até o final do ano ao Brasil com um catálogo de centenas de animes legendados e dublados em português.

Enquanto o dia da estreia não chega, é possível cadastrar seu email no site oficial e receber as últimas notícias sobre o lançamento da plataforma.

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados para as finalidades ali constantes.