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Candyman | Nia DaCosta diz por que você não deve ver reboot sozinho; veja

Vídeo promocional discute caráter comunitário do filme de terror e mensagem social

Eduardo Pereira
18.06.2021
23h45

Em um novo vídeo promocional de A Lenda de Candyman, liberado em celebração ao dia da abolição da escravatura nos Estados Unidos (celebrado em 19 de junho), a diretora Nia DaCosta explica por que o reboot da franquia de horror não deve ser assistido por uma pessoa sozinha. A razão, entretanto, não é tão sinistra quanto você pode ter imaginado: para ela, o cinema de terror é uma experiência coletiva, em que é melhor compartilhar os sustos com amigos. Veja acima.

"Esse filme é sobre comunidade. Eu não acho que você deveria assistir a ele sozinho. De uma forma, é importante, você não ter de segurar tudo por conta própria", ela explica, antes de arrematar. "Terror é simplesmente melhor em uma sala cheia de gente que também está surtando".

No vídeo, DaCosta também ressalta a importância do horror enquanto ferramente de denúncia em prol de questões sociais marginalizadas, algo que tanto o Candyman original quanto O Legado de Candyman parecem priorizar.

"O horror é uma ferramente muito eficiente na hora de contar histórias sobre coisas que nos ipactam em nível social", diz a diretora. "A função certa dele é te deixar desconfortável. E se esse desconforto está conectado à exploração de questões da raça e gênero, você tem, então, de reavaliar pensamentos sobre raça e gênero".

A lenda urbana do assassino de casaco, com gancho no lugar da mão direita, que aparece sempre que se repete cinco vezes seu nome diante de um espelho, foi originalmente personificada pelo ator Tony Todd no filme de 1992 e depois em duas continuações, Candyman: Farewell to the Flesh (1995) e Candyman: Day of the Dead (direto para DVD, 1999). Yahya Abdul-Mateen II, de Aquaman Watchmen, protagoniza o novo filme, que deve funcionar como "sequência espiritual" do original.

Jordan Peele (Corra!; Nós) produz o filme e escreve o roteiro ao lado de Win Rosenfeld (Infiltrado na Klan). O novo Candyman é ambientado na mesma vizinhança que o filme original, Cabrini Green, uma antiga área periférica que é hoje zona altamente urbanizada de Chicago. A estreia está prevista para 27 de agosto.

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