Séries e TV

Entrevista

Sessão de Terapia | Terapeutas me agradecem pela série, diz Selton Mello

Em visita ao set, ator e diretor disse que é parado na rua para falar sobre o projeto

Camila Sousa
29.08.2019
16h22
Atualizada em
29.08.2019
17h51
Atualizada em 29.08.2019 às 17h51

Em um set intimista em São Paulo, com uma grande luz reproduzindo o que seria o sol na janela de um apartamento, Selton Mello se desdobra entre atuar e dirigir a quarta temporada de Sessão de Terapia, série que chega ao Globoplay em 30 de agosto. O astro, que trabalha na produção desde 2012, assume aqui o papel de Caio, o novo terapeuta que também lida com vários problemas pessoais. A escolha, segundo ele, seguiu um caminho natural em sua vida, de assumir o protagonismo de séries e filmes em que está atrás das câmeras:

"Com O Palhaço foi assim. Ofereci o papel para o Rodrigo Santoro, ele amou o roteiro, mas disse que não podia e eu deveria protagonizar. Isso aconteceu também em O Filme da Minha Vida, quando falei com o Alexandre Nero. Era orgânico que fosse eu, que já tinha dado o tom do negócio".

Na quarta temporada da série, a grande dúvida surgiu com a ida de Zé Carlos Machado, protagonista até então no papel de Theo, para a Record. Para os produtores, o grande questionamento é se era possível continuar Sessão de Terapia sem o astro. "Chegamos à conclusão de que essa série pode ser muitas coisas, então usamos essa saída dele como uma força criativa, um reboot, trazendo um novo terapeuta, uma nova supervisora, etc".

Um dos pontos mais importantes para Selton Mello é a ligação única que o público tem com o seriado. Ele afirma que conhece várias pessoas que ora fazem o papel de terapeuta, tentando adivinhar os traumas dos personagens, ora se sentem como pacientes em suas próprias sessões: "As pessoas me param na rua para falar sobre Sessão de Terapia. Ouço depoimentos de fãs que assistiram e começou a ajudá-los. A série tem um potencial terapêutico também, porque quem assiste já começa a elaborar algumas coisas. É um trabalho bonito nesse sentido. Até terapeutas falam comigo, sobre a seriedade do que fazemos, ajudando a desmistificar ideias de que terapia é ‘coisa de maluco’, quando, na verdade, terapia é algo de alguém que está muito são".

Sobre a experiência intensa de dirigir e protagonizar a mesma série, o astro garante que é mais estranho para quem olha de fora. Após ter experiências assim em A Mulher Invisível, O Palhaço e O Filme da Minha Vida, ele diz que o processo é orgânico:

"Acho que tem muito sobre ter começado [no cinema e TV] ainda criança, com uns 8, 9 anos. Os sets foram a minha Disneylândia. Eu gostava mais disso aqui do que de jogar bola na rua. Claro que todo mundo me ajuda, mas é algo orgânico".