Chicago Fire | Relembre outras séries que também tiveram atores substituídos
Dermot Mulroney deixa temporariamente o programa e será substituído por um novo personagem, vivido por Rob Morgan
Os episódios finais da 14ª temporada de Chicago Fire contarão com uma ausência bastante marcante. Destaque desde o ano anterior da série como o chefe de batalhão Dominick “Dom” Pascal, o ator Dermot Mulroney ficará de fora dos próximos capítulos.
Sua saída – por motivos não divulgados – é tratada como algo temporário, com as portas abertas para que ele possa reaparecer na temporada seguinte. Ainda assim, para preencher a lacuna deixada por ele, foi necessário criar um novo personagem que passará a circular pelo Corpo de Bombeiros de Chicago: Hopkins (Rob Morgan), chefe de batalhão com fama de autoritário e dono de uma passado conturbado na corporação.
Independente das surpresas (e incômodos) que possa gerar, o fato é que a substituição de atores é um recurso bastante usado no universo das séries, tanto em caráter provisório como definitivo.
Em alguns casos, como em Chicago Fire, existe a preocupação de se encontrar uma saída artística, que justifique, dentro do contexto da narrativa, a troca de um rosto pelo outro. Em outros, porém, a mudança se dá de forma ainda mais direta e “descarada”, com um personagem mudando de intérprete sem qualquer explicação plausível – e o restante do elenco fazendo cara de paisagem, como se nada de peculiar estivesse acontecendo.
Relembre, a seguir, exemplos de outras séries que tiveram de “atualizar” seus elencos no meio do caminho:
Henry Cavill / Liam Hemsworth – The Witcher
Fã confesso dos livros e dos jogos que inspiraram a série, o eterno Superman causou surpresa ao revelar que deixaria o papel de protagonista do programa, após três temporadas de sucesso.
A razão alegada oficialmente foi incompatibilidade de agendas – embora teorias de bastidores apontassem para um suposto descontentamento do ator com os rumos da adaptação televisiva, que se distanciava cada vez mais da linha narrativa original.
O fato é que, como reza a máxima teatral, o show teria que continuar – e isso foi possível através do irmão de Chris Hemsworth (Thor), que passou a interpretar Geralt de Rivia no lugar de Cavill a partir do quarto ano de The Witcher.
Conan Stevens / Ian Whyte / Hafþór Júlíus Björnsson – Game of Thrones
Um pouco, dois é bom, mas três pode ser demais. O personagem Gregor Clegane, mais conhecido como Montanha, teve seu intérprete trocado não uma, mas duas vezes ao longo da aclamada série da HBO.
O primeiro a encarná-lo foi Conan Stevens, que logo precisou se afastar para priorizar outros compromissos profissionais e acabou substituído por Ian Whyte. Este, por sua vez, tampouco duraria muito tempo no personagem, passando o bastão para Hafþór Júlíus Björnsson, que seguiu com ele até o fim do programa.
Jacqueline Maclnnes Wood / Caity Lotz – Arrow
Jacqueline foi a face original de Sara Lance e seu alter-ego heróico, a Canário Branco, ao longo de toda a primeira temporada do programa. No entanto, por razões até hoje desconhecidas, acabou não voltando para seu segundo ano.
Tanto Sara como o Canário Branco seguiram na história do Arqueiro Verde (Stephen Amell), mas agora nas mãos de Caity Lotz, que permaneceu como a cara visível da personagem até a conclusão da série.
Janet Hubert / Daphne Maxwell Reid – Um Maluco no Pedaço
Um dos casos mais lembrados de trocas de intérprete na TV americana envolveu a personagem Vivian, encarnada por Hubert nas três primeiras temporadas da série.
Apesar do sucesso que a comédia fazia (e continua fazendo até hoje), a relação da atriz com o protagonista da obra, Will Smith, foi se tornando cada vez mais conflituosa à medida que a obra avançava, pesando o clima nos bastidores e contaminando a harmonia de todo o elenco.
De olho em tantos problemas, a produção tentou diminuir a participação (e o salário) de Hubert na série. A atriz, porém, não aceitou, culminando em sua saída do projeto e na escalação de uma outra atriz para dar continuidade à storyline de Vivian.
Hubert e Smith passaram anos sem se falar desde então, até se reconciliarem publicamente em 2020, durante uma reunião comemorativa da equipe do programa. A aura de inimizade então se dissipou, a ponto de a atriz ser escalada para participar da temporada final de Bel-Air, reboot da série – numa personagem bem diferente da tia do protagonista, vale frisar.
Charlie Sheen / Ashton Kutcher – Two and a Half Men
A sitcom mais irreverente da década retrasada entrou no ar em 2003, prosseguindo como um hit imbatível até sua sétima temporada – quando o grande astro do programa acabou demitido.
Em pleno processo de recuperação do vício em drogas, Charlie Sheen teve desentendimentos sérios com o criador da série, Chuck Lorre, e chegou a disparar ataques verbais contra ele na mídia, tornando inviável sua permanência no projeto.
A saída encontrada pela produção foi matar seu personagem, Charlie Harper, e escalar um novo protagonista, Walden Smith (Kutcher), que compra a casa do protagonista original após a tragédia – e acaba sendo obrigado a aturar o irmão deste, Alan (Jon Cryer), como inquilino.
Two and a Half Men seguiu por mais quatro temporadas após o desligamento de Sheen, mas até hoje a maior parte do fandom alega que a obra “perdeu sua essência” após essa substituição.
Angus T. Jones / Amber Tamblyn – Two and a Half Men
Como se não bastasse o escândalo com Charlie Sheen em 2010, dois anos depois os bastidores do programa passariam por uma outra turbulência – desta vez envolvendo seu protagonista mais jovem, Angus T. Jones.
Recém-convertido à doutrina adventista, o intérprete de Jake Harper gravou um vídeo dizendo que seguia na série contra a vontade e chegando a pedir ao público que parasse de assistir ao programa, criticando seu teor “sujo”.
Jones seguiu participando normalmente da obra até o fim de seu 10º temporada, quando deixou o elenco fixo e passou a fazer apenas participações esporádicas.
Para substituí-lo na trinca de personagens centrais que justificava o título, surgiu então Jenny Harper (Tamblyn), uma filha homossexual que Charlie Harper nunca conhecera e aparecia de repente para reivindicar sua posição na família.
Shailene Woodley / Willa Holland – The O.C.
Quando a série teen estreou, em 2003, a heroína Marissa Cooper (Mischa Barton) tinha uma irmã mais nova quase imperceptível: Kaitlin, vivida pela então atriz mirim Shailene Woodley, de apenas 11 anos.
Com destaque mínimo no enredo, a personagem sumiu ainda na primeira temporada, com a desculpa de ser mandada para um colégio interno, e passou um bom tempo sem dar as caras na história.
Isso mudou apenas na reta final do terceiro ano, quando Kaitlin Cooper voltou transformada em uma adolescente sexy e voluntariosa, interpretada agora por Willa Holland – mais velha que Shailene e, portanto, mais apta a abraçar os arcos narrativos nada infantis que a personagem ganharia a partir de então.
Havia, inclusive, a expectativa de que Kaitlin assumisse o protagonismo de The O.C. na quarta temporada, após a morte trágica de Marissa – mas essa possibilidade não se concretizou, já que foi outra coadjuvante lançada na entrega anterior, Taylor Townsend (Autumn Reeser), a promovida ao novo par romântico de Ryan Atwood (Ben McKenzie).
Nathalie Kelley / Ana Brenda Contreras / Daniella Alonso – Dinastia
Ao decidir produzir um reboot da cultuada série oitentista, a Netflix promoveu uma série de alterações substanciais no enredo original, que o contextualizaram melhor à cultura do público moderno.
Uma delas foi a transformação de Krystle Jennings (Linda Evans), uma das personagens mais longevas da série original, em Cristal Flores (Nathalie Kelley), jovem de origem latina que era casada com o magnata Blake Carrington (Grant Show).
Quando, porém, Kelley viu-se obrigada a ficar de fora da segunda temporada, os roteiristas foram ainda mais fundo nas mudanças e criaram uma nova personagem para substituí-la: Cristal Jennings (Ana Brenda Contreras), que havia cedido a própria identidade à sua precursora – cujo nome verdadeiro era Celia – e acabava também se casando com Blake.
Tudo ia bem, até que a terceira temporada começou a ser planejada e Ana Brenda deixou claro que tampouco iria retornar. Desta vez, porém, a produção optou pela saída mais fácil: manteve a “nova” Cristal na história e, sem maiores explicações, deu-lhe um novo rosto – o de Daniella Alonso.