Con O'Neill e Taika Waititi em Nossa Bandeira é a Morte

Créditos da imagem: Nossa Bandeira é a Morte/HBO Max/Reprodução

Séries e TV

Entrevista

Morte no fim de Nossa Bandeira é a Morte sempre fez parte do plano, diz criador

Despedida, embora dolorida, é simbólica para a jornada de Barba Negra

Omelete
3 min de leitura
02.11.2023, às 08H00.

[Atenção: artigo a seguir contém spoilers do final da 2ª temporada de Nossa Bandeira é a Morte]

Não foi fácil, mas pouco a pouco a tripulação do Revenge conseguiu dobrar o jeito turrão de Izzy (Con O'Neill) e encontrar seu coração em Nossa Bandeira é a Morte. Já no início da segunda temporada, foi ele quem primeiro chamou a atenção do Ed (Taika Waititi) para seu jeito tóxico de lidar com o término com Stede (Rhys Darby). Da mesma forma, foi ele quem, em drag, emocionou a todos com sua performance de "La Vie En Rose". Esse tipo de demonstração de doçura e inteligência emocional era impensável quando ele primeiro conheceu o Pirata Cavalheiro, mas Izzy de fato se tornou um exemplo de redenção em meio a brutalidade dos piratas, inclusive para seus próprios companheiros. Infelizmente, no finale, sua recuperação foi prematuramente interrompida durante a vingança contra a Marinha Britânica e ele morreu nos braços do Barba Negra (Taika Waititi), enquanto admitia ser também culpado pelos lados sombrios do antigo capitão.

“A ideia era fazer Izzy viver o inferno e se reconstruir. Mas, sim, sua morte sempre esteve nos planos”, explicou ao Omelete o criador da série, David Jenkins, sobre a despedida. “É uma admissão de que ele era tão parte do problema dessa relação quanto as coisas que o Barba Negra fez com ele. É um reconhecimento de que o Barba Negra não era só uma criação do Ed. Eles superaram isso, entenderam que ambos machucaram o outro, mas agora é hora de ser saudável. Foi isso que me emocionou [na despedida].”

A convicção de que este era o destino ideal para o personagem, porém, não facilitou na hora de revelá-lo a O’Neill, por mais que o ator tenha recebido a notícia lindamente, segundo Jenkins. “Falar sobre a morte e o que ela significava era perceber que nós dois estávamos dizendo adeus para esse personagem que criamos juntos”, descreveu. “Ele foi tão doce. Ele entendeu e concordou que era ali onde Izzy deveria terminar enquanto um personagem vivo. E, conforme o episódio se aproximava, eu o vi se preparando. Ele levou muito a sério e dava para perceber que tinha um peso para ele saber que o personagem morreria. Não foi uma coisa pequena.”

Desfeito o último resquício da sua masculinidade tóxica, agora Ed também terá a chance de se reconstruir como dono de uma pousada ao lado do namorado. Quer dizer, isso se a série for renovada para uma terceira e última temporada, como são os planos de Jenkins. Até lá, os dois primeiros anos da série seguem disponíveis no HBO Max.

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